Modelo de Contestação em Ação de Usucapião: Defesa com Fundamentação Jurídica e Argumentação de Ausência de Requisitos Legais
Publicado em: 17/09/2024 Civel Direito ImobiliárioCONTESTAÇÃO
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CÍVEL DA COMARCA DE __________
Processo nº: __________
Réu: __________
Autor: __________
__________, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº __________, com sede na __________, por meio de seu advogado que esta subscreve, com endereço profissional na __________, onde recebe intimações, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, nos autos da AÇÃO DE USUCAPIÃO proposta por __________, apresentar a presente:
CONTESTAÇÃO
com fundamento nos fatos e fundamentos jurídicos a seguir expostos:
PREÂMBULO
A presente contestação é apresentada no prazo legal, nos termos do CPC/2015, art. 335, visando a defesa dos direitos do Réu e a demonstração da ausência dos requisitos legais para o reconhecimento da usucapião pretendida pelo Autor.
DOS FATOS
O Autor ajuizou a presente ação de usucapião alegando que exerce posse mansa, pacífica, ininterrupta e com animus domini sobre o imóvel localizado em __________, pelo período de __________ anos, preenchendo, assim, os requisitos legais para a aquisição da propriedade pela via da usucapião.
No entanto, a narrativa apresentada pelo Autor não corresponde à realidade dos fatos, conforme será demonstrado a seguir, sendo evidente a ausência de posse qualificada e dos requisitos necessários para a configuração da usucapião.
DO DIREITO
1. DA AUSÊNCIA DOS REQUISITOS LEGAIS PARA A USUCAPIÃO
Nos termos do Código Civil, art. 1.238, para que a usucapião extraordinária seja reconhecida, é necessário que a posse seja exercida de forma contínua, mansa, pacífica, ininterrupta e com animus domini, pelo prazo de 15 anos, reduzido para 10 anos caso o imóvel seja utilizado para moradia habitual.
No caso em análise, o Autor não comprovou o exercício da posse qualificada, tampouco o cumprimento do prazo legal exigido. A documentação apresentada é insuficiente para demonstrar a posse exclusiva e contínua do imóvel, sendo evidente que a posse exercida pelo Autor decorre de mera permissão ou tolerância, o que descaracteriza o animus domini.
2. DA AUSÊNCIA DE PROVAS
Conforme dispõe o CPC/2015, art. 373, I, cabe ao Autor o ônus de comprovar os fatos constitutivos de seu direito. No entanto, o Autor não apresentou provas suficientes para demonstrar a posse qualificada, revestida de animus domini, e o exercício contínuo da posse pelo período exigido pela lei.
Ademais, a ausência de comprovação documental acerca da exclusividade da posse e da intenção de domínio inviabiliza o reconhecimento da usucapião.
3. DA INEXISTÊNCIA DE POSSE EXCLUSIVA
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