Modelo de Contestação em Ação de Usucapião Extraordinário: Defesa da Propriedade e Incompatibilidade dos Requisitos Legais
Publicado em: 19/09/2024 Civel Direito ImobiliárioCONTESTAÇÃO EM USUCAPIÃO EXTRAORDINÁRIO
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CÍVEL DA COMARCA DE __________
Processo nº: __________ Requerente: __________ Requerido: __________
NOME COMPLETO DO REQUERIDO, brasileiro(a), estado civil __________, profissão __________, portador(a) do CPF nº __________ e RG nº __________, residente e domiciliado(a) na __________, endereço eletrônico __________, por intermédio de seu advogado que esta subscreve, conforme procuração anexa, com endereço profissional na __________, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fundamento no CPC/2015, art. 335, apresentar:
CONTESTAÇÃO
à Ação de Usucapião Extraordinário promovida por NOME COMPLETO DO REQUERENTE, já qualificado(a) nos autos, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:
PREÂMBULO
A presente contestação visa demonstrar que não estão preenchidos os requisitos legais para o reconhecimento da usucapião extraordinária, conforme disposto no CC, art. 1.238, bem como apontar irregularidades processuais que comprometem a procedência da ação.
DOS FATOS
O Requerente alega que exerce posse mansa, pacífica, ininterrupta e com animus domini sobre o imóvel objeto da presente ação há mais de 15 (quinze) anos, pleiteando o reconhecimento da usucapião extraordinária. Contudo, a narrativa apresentada não corresponde à realidade dos fatos.
O Requerido é o legítimo proprietário do imóvel, conforme comprova a matrícula nº __________ do Cartório de Registro de Imóveis de __________. A posse exercida pelo Requerente, além de não ser revestida de animus domini, é marcada por atos de oposição e interrupções, conforme será demonstrado.
DO DIREITO
1. DOS REQUISITOS LEGAIS PARA USUCAPIÃO EXTRAORDINÁRIA
A usucapião extraordinária está disciplinada no CC, art. 1.238, que exige a posse ininterrupta, pacífica e com animus domini por 15 (quinze) anos, independentemente de justo título e boa-fé. No entanto, o Requerente não preenche tais requisitos.
A posse exercida pelo Requerente não é contínua, tampouco pacífica, uma vez que o Requerido, legítimo proprietário, sempre se opôs à ocupação do imóvel, notificando extrajudicialmente o Requerente em diversas oportunidades, conforme documentos anexos.
2. DA INTERRUPÇÃO DA POSSE
O CPC/2015, art. 197, dispõe que a posse é interrompida por qualquer ato do proprietário que demonstre oposição ao exercício da posse pelo ocupante. No presente caso, o Requerido notificou o Requerente extrajudicialmente em __________, interrompendo o prazo aquisitivo.
3. DA AUSÊNCIA DE ANIMUS DOMINI
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