Modelo de Contestação à Denúncia por Crime de Estupro de Vulnerável com Pedido de Absolvição e Extinção de Punibilidade
Publicado em: 27/08/2024 Direito Penal Processo PenalEXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE [LOCALIDADE]
[Qualificação completa do advogado, OAB/UF, e endereço eletrônico]
PREÂMBULO
[Nome completo do réu], brasileiro, estado civil, profissão, portador do CPF nº [número], RG nº [número], residente e domiciliado em [endereço completo], por intermédio de seu advogado, com endereço profissional indicado no rodapé, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fundamento no art. 217-A do Código Penal (CP), art. 386, VII do Código de Processo Penal (CPP), e demais dispositivos aplicáveis, apresentar sua CONTESTAÇÃO à denúncia que lhe foi imputada, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos.
DOS FATOS
O réu foi denunciado pela prática do crime de estupro de vulnerável, previsto no art. 217-A do CP, sob a alegação de que teria mantido relações sexuais ou praticado atos libidinosos com a vítima, menor de 14 anos à época dos fatos. A denúncia baseia-se em depoimentos da suposta vítima e em elementos colhidos durante a investigação policial.
No entanto, a presente ação penal carece de elementos probatórios sólidos que demonstrem, de forma inequívoca, a materialidade e a autoria do delito, além de apresentar circunstâncias excepcionais que tornam a condenação do réu desproporcional e socialmente desnecessária, conforme será demonstrado.
DO DIREITO
A defesa sustenta que, no caso em análise, não há elementos suficientes para sustentar a condenação do réu, seja pela ausência de provas robustas, seja pela aplicação dos princípios da fragmentariedade e da subsidiariedade do Direito Penal.
1. DA AUSÊNCIA DE PROVAS SUFICIENTES
O art. 217-A do CP prevê a presunção de violência em casos de conjunção carnal ou ato libidinoso diverso com menor de 14 anos. Contudo, para a condenação, é imprescindível que a materialidade e a autoria do delito sejam comprovadas por provas robustas e inequívocas, conforme exige o art. 386, VII do CPP.
No caso em tela, a única prova apresentada é o depoimento da suposta vítima, que, embora relevante, não é suficiente, por si só, para fundamentar uma condenação. Conforme entendimento consolidado, a palavra da vítima deve ser analisada com cautela, especialmente em casos que envolvem relações familiares ou domésticas, onde podem existir conflitos de interesse ou motivações secundárias.
2. DA INEXISTÊNCIA DE RELEVÂNCIA SOCIAL DO FATO
Em situações excepcionais, o P"'>...