Modelo de Réplica em Ação de Dissolução de União Estável com Partilha de Bens, Guarda e Extinção de Pensão Alimentícia
Publicado em: 16/09/2024 Civel FamiliaEXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE __________
Processo nº: _____________
A. J. dos S., já qualificada nos autos da Ação de Dissolução de União Estável c/c Partilha de Bens, Guarda e Extinção do Pedido de Pensão para Cônjuge, que move em face de C. E. da S., também já qualificado, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, por meio de seus procuradores, apresentar sua
RÉPLICA
à contestação apresentada pela parte ré, nos termos do artigo 350 do CPC/2015, pelos fundamentos de fato e de direito que passa a expor.
PREÂMBULO
A presente réplica visa refutar os argumentos apresentados na contestação, reafirmando os pedidos iniciais e demonstrando que os fatos e fundamentos jurídicos apresentados pela parte ré não merecem prosperar. A autora busca, assim, a procedência integral da ação, conforme os pedidos formulados na inicial.
DOS FATOS
A autora e o réu mantiveram união estável devidamente reconhecida, durante a qual adquiriram bens em comum e estabeleceram uma relação de convivência familiar. No entanto, com o término da relação, surgiram divergências quanto à partilha dos bens, à guarda do filho menor e à pretensão do réu de obter pensão alimentícia, mesmo sendo plenamente capaz de prover seu próprio sustento.
Na contestação, o réu alega, de forma infundada, que determinados bens não são passíveis de partilha por terem sido adquiridos com recursos próprios e que a guarda compartilhada não seria viável. Além disso, insiste no pedido de pensão alimentícia, alegando dependência financeira, o que não condiz com a realidade dos fatos.
DO DIREITO
I - DA PARTILHA DE BENS
Nos termos do CCB/2002, art. 1.725, o regime de bens aplicável à união estável é o da comunhão parcial, salvo disposição em contrário. Assim, todos os bens adquiridos onerosamente durante a união devem ser partilhados, independentemente de quem tenha contribuído diretamente para sua aquisição.
A alegação do réu de que determinados bens foram adquiridos com recursos próprios não encontra respaldo nos autos, uma vez que não foi apresentada prova suficiente para demonstrar a sub-rogação, conforme exige o CCB/2002, art. 1.659, II. Ademais, o esforço comum é presumido, conforme entendimento consolidado na jurisprudência.
II - DA GUARDA COMPARTILHADA
A guarda compartilhada é a regra no ordenamento jurídico brasileiro, conforme dispõe o CCB/2002, art. 1.583"'>...