Jurisprudência Selecionada

Doc. LEGJUR 352.7303.6394.4511

1 - TST AGRAVO INTERNO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. ACÓRDÃO REGIONAL PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI 13.467/2017. TERCEIRIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. ENTE PÚBLICO. TEMA DE REPERCUSSÃO GERAL 246. SBDI-1 DO TST. ÔNUS DA PROVA. TRANSCENDÊNCIA POLÍTICA RECONHECIDA NA DECISÃO UNIPESSOAL AGRAVADA.

I . Diante da possível contrariedade à Súmula 331/TST, IV, o provimento ao agravo interno é medida que se impõe. II. Agravo interno de que se conhece e a que se dá provimento para reformar a decisão em que se negou provimento ao agravo de instrumento e determinar o processamento do recurso de revista. RECURSO DE REVISTA. ACÓRDÃO REGIONAL PUBLICADO NA VIGÊNCIA DA LEI 13.467/2017. TERCEIRIZAÇÃO. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. ENTE PÚBLICO. TEMA DE REPERCUSSÃO GERAL 246. SBDI-1 DO TST. ÔNUS DA PROVA. TRANSCENDÊNCIA POLÍTICA RECONHECIDA NA DECISÃO UNIPESSOAL AGRAVADA. I. O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Recurso Extraordinário 760.931, submetido ao regime de repercussão geral, fixou a tese de que « o inadimplemento dos encargos trabalhistas dos empregados do contratado não transfere automaticamente ao Poder Público contratante a responsabilidade pelo seu pagamento, seja em caráter solidário ou subsidiário, nos termos da Lei 8.666/93, art. 71, § 1º « (Tema 246). II. A Subseção I Especializada em Dissídios Individuais do TST, analisando a questão específica do ônus da prova, no julgamento dos Embargos E-RR-925-07.2016.5.05.0281, em 12/12/2019 (DEJT de 22/5/2020), firmou o entendimento de que o Supremo Tribunal Federal, ao fixar tese no Tema 246, não se manifestou sobre as regras de distribuição do ônus da prova, por tratar-se de matéria infraconstitucional. Assentou a SBDI-1, ainda, que incumbe ao ente público o encargo de demonstrar que atendeu às exigências legais de fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas pela prestadora de serviços. III. No caso vertente, o Tribunal Regional reformou a sentença e afastou a responsabilidade subsidiária do ente público reclamado, sob o fundamento de que não se evidencia a culpa direta do tomador de serviços ante a condenação da empregadora no pagamento das verbas rescisórias com as respectivas multas dos CLT, art. 467 e CLT art. 477, indenização de 20 dias de estabilidade normativa e multa normativa, pois não se verifica a hipótese de contumácia na ausência de pagamentos de salários e FGTS durante o pacto laboral. Contudo, compulsando os autos, consta da decisão de primeiro grau que o ente público reclamado sequer juntou documentos que comprovassem a regular fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas, evidenciando a sua culpa in vigilando . Ademais, a Corte Regional asseverou que « não há que cogitar na transferência ao ente público do ônus da prova do efetivo controle e fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas por parte da empregadora, mas sim deve ficar demonstrado pelo empregado o nexo de causalidade entre a conduta comissiva ou omissiva do ente público e o dano sofrido pelo trabalhador. «, decidindo em descompasso com o entendimento firmado pela SbDI-1 do TST, no julgamento dos Embargos E-RR-925-07.2016.5.05.0281, sobre a distribuição do ônus da prova. IV. Dessa forma, a condenação subsidiária do ente público é medida que se impõe, pois não houve comprovação de que tenha fiscalizado efetivamente o contrato de prestação de serviços. IV. Recurso de revista de que se conhece e a que se dá provimento .... ()

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