Jurisprudência Selecionada
1 - TJRJ APELAÇÃO - ESTUPRO DE VULNERÁVEL CONTRA ENTEADA DE 10 ANOS DE IDADE - ART. 217-A (VÁRIAS VEZES) NA FORMA DO ART. 71, AMBOS DO CÓDIGO PENAL - SENTENÇA CONDENATÓRIA - PENA DE 20 ANOS DE RECLUSÃO, EM REGIME INICIAL FECHADO -IMPOSSIBILIDADE DE ABSOLVIÇÃO POR INSUFICIÊNCIA DE PROVAS - MATERIALIDADE E AUTORIA DEMONSTRADAS - NOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE SEXUAL, O DEPOIMENTO DA VÍTIMA SE REVESTE DE MAIOR VALOR, POIS GERALMENTE PRATICADOS NA CLANDESTINIDADE, AINDA MAIS QUE, NO PRESENTE CASO, FOI CONFIRMADO PELAS DECLARAÇÕES DOS INFORMANTES.
1) Avítima narrou, em juízo, que, quando ela contava com 10/11 anos de idade, sofreu abusos por parte de seu padrasto, ora apelante, o qual a beijava na boca e na sua genitália, além de passar as mãos em suas partes íntimas. A versão apresentada pela vítima foi ratificada pelos depoimentos dos informantes ouvidos em juízo, os quais confirmaram que o comportamento entre o apelante e a vítima era esquisito, pois eles se mostravam bastante íntimos, com demonstração excessiva de carinhos, como beijos, saída sozinhos, além de, em alguns momentos, terem visto a menor sentada no colo do padrasto. A tia-avó da vítima informou, ainda, que, certa vez, ouviu a vítima gritar, dentro de casa, «me solta! Me larga". Acrescentou que, quando presenciava a vítima e o réu juntos, percebia um incômodo da menina, que tentava sair de perto do padrasto. A vizinha da família afirmou que estranhava a intimidade existente entre a menor e o apelante, pois ele estava se relacionando com a mãe dela há pouco tempo, tendo ele, inclusive, dado um aparelho celular para a ofendida. A madrinha da vítima foi quem ouviu da menor sobre os abusos sofridos e a levou no Conselho Tutelar e narrou em juízo que a ofendida ficava sozinha com o padrasto durante o dia, até a hora de ele ir trabalhar, sendo ele o responsável por cuidar dela. A depoente ouviu da vítima que, quando ela saía do banho, o recorrente fazia sexo oral com a menina e ele dava dinheiro para a enteada. Salientou que a menor estava apresentando comportamento sexualizado e que ela parecia estar deslumbrada pelo acusado, pois ela postava fotos nas redes sociais como se fossem um casal. ... ()
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