Jurisprudência Selecionada
1 - TJRJ APELAÇÃO. CIVIL. FAMÍLIA. AÇÃO DECLARATÓRIA DE UNIÃO ESTÁVEL POST MORTEM. SENTENÇA DE IMPROCEDÊNCIA, QUE SE MANTÉM.
Autora que busca o reconhecimento de união estável post mortem. Alegado convívio como se casados fossem no período entre 2008 e 29/12/2016, data do óbito. Sentença de improcedência. Apelo, mas que não colhe. CPC, art. 1.723, que reconhece a união estável como entidade familiar, atendendo aos preceitos do §3º, da CF/88, art. 226, estabelecendo, contudo, requisitos mínimos para sua configuração e comprovação: «convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família". Caso em que, os elementos dos autos não corroboram a tese autoral. Depoimento pessoal da autora no sentido de que teria ido trabalhar na casa do falecido na qualidade de curadora/doméstica. Grande diferença de idade entre a autora e o falecido - mais de 30 anos -, inexistindo nos autos qualquer elemento que demonstre o mínimo indício da existência de um relacionamento amoroso do suposto casal, quanto mais a demonstrar a união estável. Escritura pública de união estável, confeccionada após a morte do suposto companheiro, apenas apresentando as declarações unilaterais da autora. Ônus da prova quanto ao fato constitutivo do alegado direito, na forma do CPC, art. 373, I, sendo que dele não se desincumbiu a autora, impossibilitando o reconhecimento da união estável. Manutenção da sentença. Recurso desprovido. Condenação da recorrente em honorários recursais (art. 85, §11, do CPC), ressalvada a gratuidade de justiça deferida.... ()
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