Modelo de Pedido de Mandado de Segurança Repressivo com Liminar para Reconhecimento da Base de Cálculo do ITBI pelo Valor da Transação Imobiliária

Publicado em: 14/05/2024 Administrativo Tributário
O documento apresenta um pedido de Mandado de Segurança Repressivo com pedido de liminar em face de um ato abusivo praticado pelo Município, que exige o pagamento do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) com base em avaliação unilateral e arbitrada pelo ente público. O Impetrante busca a tutela jurisdicional para reconhecer como base de cálculo do imposto o valor efetivamente pactuado na transação imobiliária, conforme entendimento consolidado no Tema 1113 do STJ e o art. 38 do Código Tributário Nacional. São apresentados os fundamentos jurídicos, jurisprudência relevante e os pedidos de suspensão do crédito tributário e declaração de ilegalidade do ato.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE [CIDADE/UF]

Distribuição com pedido de urgência

IMPETRANTE: [Nome completo do Impetrante]

IMPETRADO: [Nome do Município]

PREÂMBULO

[Nome completo do Impetrante], [nacionalidade], [estado civil], [profissão], inscrito no CPF sob o nº [número do CPF], residente e domiciliado à [endereço completo], endereço eletrônico [e-mail], por meio de seu advogado que esta subscreve, com endereço profissional à [endereço completo do advogado], vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fundamento no art. 5º, incisos XXXV, XXXIV, "a", e LXIX, da Constituição Federal de 1988, bem como na Lei nº 12.016/2009, impetrar o presente

MANDADO DE SEGURANÇA REPRESSIVO

com pedido de liminar, em face do MUNICÍPIO DE [nome do município], pessoa jurídica de direito público interno, com sede na [endereço completo], pelos motivos de fato e de direito a seguir expostos.

DOS FATOS

O Impetrante adquiriu, em [data], o imóvel localizado na [endereço completo do imóvel], conforme consta na Escritura Pública de Compra e Venda lavrada no [nome do cartório], sob o número [número da escritura]. O valor da transação foi de R$ [valor da transação], conforme pactuado entre as partes e registrado no instrumento público.

Contudo, ao proceder ao registro do imóvel no Cartório de Registro de Imóveis, o Impetrante foi surpreendido com a exigência do pagamento do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) no valor de R$ [valor exigido pelo município], com base em uma avaliação unilateral realizada pelo Município de [nome do município], que atribuiu ao imóvel o valor venal de R$ [valor venal atribuído pelo município].

Tal exigência se mostra abusiva e ilegal, uma vez que a base de cálculo do ITBI deve ser o valor da transação, conforme entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Tema 1113 de sua jurisprudência. Diante disso, o Impetrante busca a tutela jurisdicional para afastar a cobrança ilegal e garantir o direito líquido e certo de recolher o imposto com base no valor efetivamente pactuado na transação.

DO DIREITO

O presente mandado de segurança encontra fundamento no art. 5º, inciso LXIX, da Constituição Federal de 1988, que assegura a proteção de direito líquido e certo contra ato ilegal ou abusivo de autoridade pública. Além disso, a Lei nº 12.016/2009 regula o cabimento do mandado de segurança para a proteção de direitos dessa natureza.

No caso em tela, o ato coator praticado pelo Município de [nome do município] viola o direito líquido e certo do Impetrante, ao exigir o pagamento do ITBI com base em valor diverso daquele efetivamente pactuado na transação imobiliári"'>...

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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
Informações complementares

Simulação de Voto

VOTO DO MAGISTRADO

Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito,

Diante do mandado de segurança impetrado por [Nome completo do Impetrante], contra o ato coator praticado pelo Município de [nome do município], passo a analisar os fatos e fundamentos jurídicos apresentados, bem como a legislação aplicável e os precedentes jurisprudenciais relevantes.

DOS FATOS

O impetrante, ao realizar a aquisição do imóvel localizado à [endereço completo do imóvel], foi surpreendido com a exigência de pagamento do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis) com base em valor venal arbitrado unilateralmente pelo Município de [nome do município], em desacordo com o valor da transação efetivamente pactuada, conforme Escritura Pública de Compra e Venda.

Tal conduta, em tese, infringe o disposto no art. 38 do Código Tributário Nacional (CTN), bem como o entendimento consolidado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), no Tema 1113 de sua jurisprudência, segundo o qual a base de cálculo do ITBI deve ser o valor da transação, salvo se o valor venal do imóvel constante no IPTU for maior, hipótese em que este prevalecerá.

DO DIREITO

O direito líquido e certo do impetrante encontra amparo no art. 5º, incisos II e LXIX, da Constituição Federal de 1988, e no Tema 1113 do STJ, que determinam a base de cálculo do ITBI como o valor da transação, salvo exceções previstas em lei. A exigência unilateral do Município afronta os princípios da legalidade e da segurança jurídica, uma vez que ignora o valor efetivamente pactuado.

Com base no art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, fundamento meu voto na análise sistemática da legislação e na interpretação jurisprudencial, considerando que o ato coator praticado pelo Município não possui respaldo legal.

JURISPRUDÊNCIA

A matéria em questão já foi objeto de análise pelo Superior Tribunal de Justiça e pelos Tribunais de Justiça estaduais, conforme os seguintes precedentes:

  • STJ - Tema 1113: "A base de cálculo do ITBI é o valor da transação, salvo se o valor venal do imóvel constante no IPTU for maior, hipótese em que este prevalecerá."
  • TJSP (18ª Câmara de Direito Público) - Remessa Necessária Cível Acórdão/TJSP: "A base de cálculo do ITBI é calculada sobre o preço de comercialização no mercado, conforme tese fixada no Tema 1113 do STJ."

CONCLUSÃO

Diante do exposto, voto no sentido de DAR PROCEDÊNCIA ao pedido formulado no mandado de segurança, nos seguintes termos:

  1. Conceder a segurança pleiteada, declarando a ilegalidade da exigência do ITBI com base no valor venal arbitrado unilateralmente pelo Município de [nome do município];
  2. Reconhecer como base de cálculo do ITBI o valor da transação imobiliária, conforme pactuado entre as partes;
  3. Condenar o Município ao pagamento das custas processuais e eventuais encargos de sucumbência, nos termos da legislação vigente.

DISPOSITIVO

Assim, conheço do mandado de segurança e, com fundamento no art. 5º, inciso LXIX, da Constituição Federal e na Lei nº 12.016/2009, JULGO PROCEDENTE o pedido, concedendo a segurança para afastar a exigência ilegal do ITBI conforme fundamentado.

[Cidade/UF], [Data].

___________________________
[Nome do Magistrado]
Juiz de Direito


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