Inclusão de Devedores em Cadastros de Inadimplentes no Contexto de Execuções Fiscais: Aspectos Jurídicos e Fundamentação Constitucional
Publicado em: 16/02/2025 Administrativo Execução FiscalTESE
A possibilidade de inclusão de devedores em cadastros de inadimplentes, no contexto de execuções fiscais, pode ser determinada por decisão judicial, desde que respeitado o devido processo legal e os princípios constitucionais aplicáveis. A decisão judicial não impede que o credor, por seus próprios meios, opte pela inclusão direta do devedor nesses cadastros. (Link para o acórdão: Acórdão 197.8112.2000.1500)
UM ESTUDO DOUTRINÁRIO
A doutrina destaca a importância de mecanismos coercitivos no âmbito das execuções fiscais, como forma de garantir a efetividade na recuperação de créditos públicos. A inclusão de devedores em cadastros de inadimplentes é vista como uma medida que fortalece a função arrecadatória do Estado, mas deve ser ponderada frente aos direitos fundamentais dos contribuintes, como o direito à ampla defesa e à proteção de sua dignidade. Doutrinadores como Hugo de Brito Machado e Roque Antônio Carrazza pontuam que a medida não pode ser aplicada de forma automática, exigindo análise caso a caso para evitar abusos e arbitrariedades.
UM COMENTÁRIO EXPLICATIVO
O entendimento firmado no acórdão reflete a busca por um equilíbrio entre o interesse público e os direitos individuais. Ao permitir a inclusão de devedores em cadastros de inadimplentes, sob supervisão judicial, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) demonstra preocupação em assegurar a celeridade e a eficiência das execuções fiscais, sem desrespeitar os princípios constitucionais. A decisão também reforça a necessidade de que os procedimentos sejam conduzidos de forma transparente e proporcional, evitando prejuízos irreparáveis ao devedor.
FUNDAMENTO CONSTITUCIONAL
CF/88, art. 5º, incisos XXXV e LIV, que garantem o direito de acesso à justiça e o devido processo legal.
FUNDAMENTO LEGAL
CPC/2015, art. 782, §3º, que trata da inclusão de devedores em cadastros de inadimplentes no âmbito das execuções judiciais.
SÚMULAS APLICÁVEIS
Súmula 375/STJ: "O reconhecimento da fraude à execução depende do registro da penhora do bem alienado ou da prova de má-fé do terceiro adquirente."
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A decisão do STJ é relevante porque define parâmetros importantes para a condução de execuções fiscais, tema de grande impacto jurídico e econômico. A afetação ao rito dos recursos repetitivos garante uniformidade na interpretação da matéria e evita divergências jurisprudenciais. No entanto, a sua aplicação prática exige atenção dos magistrados para que os direitos fundamentais dos devedores sejam resguardados, sobretudo em situações que envolvam hipossuficiência econômica. A medida também pode impactar positivamente na arrecadação pública, incentivando o cumprimento voluntário das obrigações fiscais.
ANÁLISE CRÍTICA
Os fundamentos jurídicos da decisão são sólidos e refletem a necessidade de harmonizar os princípios constitucionais com a eficiência do processo executivo. No entanto, é importante que a aplicação dessa tese seja acompanhada de cautela para evitar abusos na utilização da inclusão em cadastros de inadimplentes como forma de coerção. A argumentação apresentada pelo STJ é bem estruturada, mas traz desafios práticos, como a delimitação dos requisitos para a inclusão judicial e a fiscalização de eventuais excessos. A decisão tem potencial de gerar um impacto relevante na jurisprudência, especialmente no fortalecimento da efetividade das execuções fiscais, mas exige um acompanhamento contínuo para garantir que os direitos fundamentais não sejam prejudicados em nome da eficiência arrecadatória.
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