Modelo de Pedido de Tutela de Urgência para Desbloqueio de Conta Digital e Indenização por Danos Morais Contra Instituição Financeira
Publicado em: 06/08/2024 ConsumidorEXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CÍVEL DA COMARCA DE __________
Distribuição com pedido de tutela de urgência
PREÂMBULO
A. J. dos S., brasileiro, solteiro, técnico em informática, inscrito no CPF sob o nº XXX.XXX.XXX-XX, residente e domiciliado na Rua __________, nº ____, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, CEP __________, endereço eletrônico __________, por intermédio de seu advogado que esta subscreve, com endereço profissional na Rua __________, nº ____, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, CEP __________, endereço eletrônico __________, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fulcro nos artigos 186 e 927 do Código Civil (CCB/2002), nos artigos 373, I e 300 do Código de Processo Civil (CPC/2015), bem como no artigo 6º, VI, do Código de Defesa do Consumidor (CDC), propor a presente:
AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS
Em face de PAGBANK INSTITUIÇÃO DE PAGAMENTO S.A., pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº XX.XXX.XXX/XXXX-XX, com sede na Rua __________, nº ____, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, CEP __________, endereço eletrônico __________, pelos fatos e fundamentos jurídicos que passa a expor:
DOS FATOS
O Autor, no intuito de facilitar suas transações financeiras, realizou a abertura de uma conta digital junto à Ré, PAGBANK INSTITUIÇÃO DE PAGAMENTO S.A.. Após a abertura da conta e a realização de depósitos, o Autor foi surpreendido com o bloqueio de seu saldo, sem qualquer justificativa plausível por parte da Ré.
O Autor tentou resolver a situação administrativamente, por meio de contatos com o suporte da Ré, mas todas as tentativas foram infrutíferas. A ausência de justificativa para o bloqueio, somada à impossibilidade de acesso aos valores depositados, causou ao Autor não apenas prejuízo financeiro, mas também abalo moral, diante do constrangimento e da frustração gerados pela falha na prestação do serviço.
Diante da inércia da Ré em solucionar o problema, não restou alternativa ao Autor senão buscar a tutela jurisdicional para ver resguardados seus direitos.
DO DIREITO
A relação entre o Autor e a Ré é regida pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), uma vez que o Autor é destinatário final dos serviços prestados pela Ré, configurando-se, portanto, a relação de consumo (CDC, art. 2º e art. 3º).
O bloqueio injustificado do saldo da conta do Autor caracteriza evidente falha na prestação do serviço, nos termos do artigo 14 do CDC, que dispõe sobre a responsabilidade objetiva do fornecedor por defeitos relativos à prestação de serviços. Ademais, a ausência de justificativa para o bloqueio viola o dever de transparência e boa-fé objetiva, princípios basilares das relações de consumo (CDC, art. 4º, III).
A conduta da Ré causou não apenas prejuízo financeiro ao Autor, mas também dano moral, configurado pelo constrangimento e pela frustração decorrentes da impossibilidade de acesso aos valores depositados. O dano moral, nesse caso, é presumido, dispensando a comprovação de sofrimento psicológico ou abalo emocional, conforme entendimento consolidado pela j"'>...