Modelo de Réplica à Contestação em Ação de Usucapião Extraordinária contra Prefeitura Municipal
Publicado em: 16/03/2025 CivelProcesso Civil Direito ImobiliárioEXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___ VARA CÍVEL DA COMARCA DE ____________
Processo nº _____________
RÉPLICA À CONTESTAÇÃO
NOME DO AUTOR, já qualificado nos autos do processo em epígrafe, por meio de seu advogado que esta subscreve, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, nos termos do artigo 350 do Código de Processo Civil (CPC/2015), apresentar RÉPLICA À CONTESTAÇÃO apresentada pela PREFEITURA MUNICIPAL DE __________, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:
PREÂMBULO
A presente ação de usucapião extraordinária foi proposta com o objetivo de obter o reconhecimento da prescrição aquisitiva sobre o imóvel situado na ___________________, que vem sendo ocupado pelo Autor de forma mansa, pacífica, contínua e com animus domini há mais de 15 (quinze) anos.
Em sua contestação, a Prefeitura Municipal alega que o imóvel seria de propriedade pública, sustentando que, mesmo após o resgate da enfiteuse, o bem permaneceria sob domínio da municipalidade, o que inviabilizaria a usucapião. Contudo, tais alegações não merecem prosperar, conforme será demonstrado.
DOS FATOS
O Autor ocupa o imóvel em questão há mais de 15 (quinze) anos, exercendo sobre ele posse ininterrupta, mansa, pacífica e com animus domini, tendo, inclusive, realizado benfeitorias e mantido o pagamento de tributos incidentes sobre o bem.
A Prefeitura Municipal, em sua contestação, argumenta que o imóvel seria de propriedade pública, mesmo após o resgate da enfiteuse. Contudo, tal alegação não encontra respaldo nos fatos ou no direito, uma vez que o resgate da enfiteuse, realizado em conformidade com a legislação aplicável, transferiu a propriedade plena ao enfiteuta, descaracterizando o bem como público.
DO DIREITO
A usucapião extraordinária está prevista no artigo 1.238 do Código Civil de 2002, que dispõe:
CCB/2002, art. 1.238: Aquele que, por 15 (quinze) anos, sem interrupção, nem oposição, possuir como seu um imóvel, adquire-lhe a propriedade, independentemente de título e boa-fé.
O Autor preenche todos os requisitos legais para a usucapião extraordinária, uma vez que exerce posse ininterrupta, mansa, pacífica e com animus domini sobre o imóvel há mais de 15 (quinze) anos.
Quanto à alegação da Prefeitura de que o imóvel seria público, é importante destacar que o resgate da enfiteuse extingue o vínculo jurídico entre o imóvel e o poder público, transferindo a propriedade plena ao enfiteuta. Assim, o imóvel passa a ser considerado particular, sendo plenamente usucapível.
Ademais, conforme entendimento consolidado na jurisprudência, a ausência de comprovação da qualidade de bem público do imóvel inviabiliza a tese defendida pela municipalidade."'>...