Modelo de Ação de Indenização por Fraude em Empréstimo Consignado: Pedido de Declaração de Inexistência de Contrato e Reparação por Danos Morais e Materiais

Publicado em: 22/08/2024 CivelProcesso CivilConsumidor
Modelo de petição inicial de ação de indenização por danos morais e materiais em face de instituição financeira, com fundamento na fraude em empréstimo consignado realizado sem anuência do autor. A ação busca a declaração da inexistência do contrato, restituição dos valores descontados indevidamente e reparação por danos morais. Fundamentação jurídica baseada no Código de Defesa do Consumidor, artigos do Código Civil e jurisprudências aplicáveis, como a Súmula 479 do STJ.

AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR FRAUDE EM EMPRÉSTIMO CONSIGNADO

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___ VARA CÍVEL DA COMARCA DE _____________

Nome do Autor: A. J. dos S., brasileiro, estado civil, profissão, portador do CPF nº XXX.XXX.XXX-XX, residente e domiciliado na Rua __________, nº ___, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, CEP __________, endereço eletrônico __________;

Nome do Réu: Banco __________, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº XX.XXX.XXX/XXXX-XX, com sede na Rua __________, nº ___, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, CEP __________, endereço eletrônico __________.

Valor da Causa: R$ 10.000,00 (dez mil reais).

PREÂMBULO

O Autor, por meio de seu advogado, conforme instrumento de procuração anexo, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fundamento nos artigos 186, 927 e 884 do Código Civil (CCB/2002), bem como no artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), propor a presente:

AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS

em face do Banco __________, pelos motivos de fato e de direito a seguir expostos.

DOS FATOS

O Autor foi vítima de fraude, tendo sido contratado um empréstimo consignado em seu nome sem sua anuência. A contratação foi realizada por meio do aplicativo WhatsApp, utilizando-se de documentos falsificados e informações pessoais do Autor obtidas de forma ilícita.

Os valores do empréstimo foram depositados na conta bancária do Autor, e as parcelas começaram a ser descontadas diretamente de seu benefício previdenciário, comprometendo sua renda mensal, que é sua única fonte de sustento.

O Autor tentou resolver a questão administrativamente junto ao Réu, mas não obteve êxito, sendo obrigado a buscar a tutela jurisdicional para ver seus direitos resguardados.

DO DIREITO

O caso em tela configura-se como uma relação de consumo, sendo aplicáveis as disposições do Código de Defesa do Consumidor (CDC), especialmente o artigo 14, que prevê a responsabilidade objetiva do fornecedor de serviços pelos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços.

O Réu, na qualidade de instituição financeira, possui o dever de adotar medidas de segurança para evitar fraudes em suas operações. A ausência de tais medidas caracteriza fortuito interno, pelo qual o fornecedor responde objetivamente, conforme entendimento consolidado na Súmula 479 do Superior Tribunal de Justiça (STJ): "As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias."

Ademais, o desconto indevido de parcelas do benefício previdenciário do Autor configura violação de verba de natureza alimentar, causando-lhe danos morais de ordem "in re ipsa", ou seja, presumidos pela gravidade do ato ilícito.

Nos termos do arti"'>...

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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
Informações complementares

Simulação de Voto

I - RELATÓRIO

Trata-se de Ação de Indenização por Danos Morais e Materiais proposta por A. J. dos S. em face do Banco __________, em razão de fraude relacionada a empréstimo consignado contratado em nome do Autor sem sua anuência.

Os autos narram que o empréstimo foi realizado utilizando-se de documentos falsificados e informações pessoais obtidas de forma ilícita, tendo os valores sido depositados na conta do Autor, com descontos subsequentes em seu benefício previdenciário, essencial para seu sustento.

O Autor requer a declaração de inexistência do contrato, a restituição dos valores descontados, a condenação do Réu por danos morais e materiais, além do pagamento de honorários advocatícios e custas processuais.

É o relatório. Passo ao voto.

II - FUNDAMENTAÇÃO

1. Dos Fatos e da Responsabilidade Civil

O Autor demonstrou, por meio de documentos juntados aos autos, que foi vítima de fraude na contratação de um empréstimo consignado. A contratação fraudulenta foi realizada sem sua anuência, configurando uma falha na prestação do serviço por parte do Réu, uma vez que este, enquanto instituição financeira, possui o dever de adotar medidas de segurança para prevenir tal situação.

Nos termos do artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), a responsabilidade do fornecedor de serviços, em casos de falha na prestação, é objetiva. Além disso, conforme a Súmula 479 do Superior Tribunal de Justiça (STJ): "As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias."

2. Dos Danos Morais

O desconto indevido de parcelas diretamente do benefício previdenciário do Autor, verba de natureza alimentar, gera grave impacto em sua subsistência, configurando o dano moral de ordem "in re ipsa", ou seja, presumido pela gravidade do ato ilícito. Tal entendimento está alinhado com a jurisprudência consolidada nos Tribunais pátrios, conforme exemplificado no acórdão do TJSP (Apelação Cível Acórdão/TJSP), em que se reconheceu o direito à indenização por danos morais em situações idênticas.

3. Da Restituição dos Valores

O artigo 884 do Código Civil veda o enriquecimento sem causa e, nesse sentido, o Réu deve ser condenado à restituição dos valores descontados indevidamente da conta do Autor, devidamente corrigidos.

4. Dos Pedidos

Os pedidos encontram respaldo jurídico, tanto na legislação quanto na jurisprudência apresentada. A responsabilidade objetiva do Réu está clara, assim como os danos causados ao Autor pela fraude e pelos descontos indevidos.

5. Fundamentação Constitucional

A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5º, inciso XXXII, determina que o Estado promova a defesa do consumidor, como forma de garantir a dignidade da pessoa humana e a igualdade nas relações jurídicas. Ademais, o artigo 93, inciso IX da CF/88, exige que as decisões judiciais sejam devidamente fundamentadas, o que aqui se cumpre ao analisar os fatos e aplicá-los ao direito vigente.

III - DISPOSITIVO

Ante o exposto, conheço do recurso e voto no sentido de:

  1. JULGAR PROCEDENTE o pedido para declarar a inexistência do contrato de empréstimo consignado firmado fraudulentamente;
  2. CONDENAR o Réu à restituição dos valores descontados indevidamente, devidamente corrigidos;
  3. CONDENAR o Réu ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), quantia esta devidamente ajustada aos princípios da razoabilidade e proporcionalidade;
  4. CONDENAR o Réu ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, fixados em 10% sobre o valor da condenação, nos termos do artigo 85, §2º, do CPC/2015;
  5. DETERMINAR a realização de audiência de conciliação, caso as partes manifestem interesse.

É como voto.

IV - CONCLUSÃO

Com base nos fundamentos apresentados, o voto é pela procedência do pedido, com a devida reparação dos danos causados ao Autor e a aplicação das sanções cabíveis ao Réu.

Termos em que,

Pede deferimento.

Local e Data: __________, ___ de __________ de 20__.

Magistrado: ____________________________


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