Modelo de Ação de Indenização por Fraude em Empréstimo Consignado: Pedido de Declaração de Inexistência de Contrato e Reparação por Danos Morais e Materiais
Publicado em: 22/08/2024 CivelProcesso CivilConsumidorAÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR FRAUDE EM EMPRÉSTIMO CONSIGNADO
EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___ VARA CÍVEL DA COMARCA DE _____________
Nome do Autor: A. J. dos S., brasileiro, estado civil, profissão, portador do CPF nº XXX.XXX.XXX-XX, residente e domiciliado na Rua __________, nº ___, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, CEP __________, endereço eletrônico __________;
Nome do Réu: Banco __________, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº XX.XXX.XXX/XXXX-XX, com sede na Rua __________, nº ___, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, CEP __________, endereço eletrônico __________.
Valor da Causa: R$ 10.000,00 (dez mil reais).
PREÂMBULO
O Autor, por meio de seu advogado, conforme instrumento de procuração anexo, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fundamento nos artigos 186, 927 e 884 do Código Civil (CCB/2002), bem como no artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), propor a presente:
AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS
em face do Banco __________, pelos motivos de fato e de direito a seguir expostos.
DOS FATOS
O Autor foi vítima de fraude, tendo sido contratado um empréstimo consignado em seu nome sem sua anuência. A contratação foi realizada por meio do aplicativo WhatsApp, utilizando-se de documentos falsificados e informações pessoais do Autor obtidas de forma ilícita.
Os valores do empréstimo foram depositados na conta bancária do Autor, e as parcelas começaram a ser descontadas diretamente de seu benefício previdenciário, comprometendo sua renda mensal, que é sua única fonte de sustento.
O Autor tentou resolver a questão administrativamente junto ao Réu, mas não obteve êxito, sendo obrigado a buscar a tutela jurisdicional para ver seus direitos resguardados.
DO DIREITO
O caso em tela configura-se como uma relação de consumo, sendo aplicáveis as disposições do Código de Defesa do Consumidor (CDC), especialmente o artigo 14, que prevê a responsabilidade objetiva do fornecedor de serviços pelos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços.
O Réu, na qualidade de instituição financeira, possui o dever de adotar medidas de segurança para evitar fraudes em suas operações. A ausência de tais medidas caracteriza fortuito interno, pelo qual o fornecedor responde objetivamente, conforme entendimento consolidado na Súmula 479 do Superior Tribunal de Justiça (STJ): "As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias."
Ademais, o desconto indevido de parcelas do benefício previdenciário do Autor configura violação de verba de natureza alimentar, causando-lhe danos morais de ordem "in re ipsa", ou seja, presumidos pela gravidade do ato ilícito.
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