Modelo de Ação Declaratória de Inexigibilidade de Débito com Pedido de Tutela de Urgência em Face de Instituição Financeira: Restituição de Indébito e Danos Morais
Publicado em: 16/09/2024 CivelConsumidorEXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___ VARA CÍVEL DA COMARCA DE [LOCALIDADE]
Distribuição com pedido de tutela de urgência
QUALIFICAÇÃO DAS PARTES
Autora: M. F. de S. L., brasileira, aposentada, portadora do CPF nº XXX.XXX.XXX-XX, residente e domiciliada na Rua [Endereço completo], e-mail: [e-mail da autora].
Ré: [Nome da Instituição Financeira], pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº XX.XXX.XXX/XXXX-XX, com sede na [Endereço completo], e-mail: [e-mail da ré].
PREÂMBULO
A Autora, por intermédio de seu advogado infra-assinado, com endereço profissional indicado no rodapé desta petição, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, propor a presente AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXIGIBILIDADE DE DÉBITO C/C REPETIÇÃO DE INDÉBITO E INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS, com pedido de tutela de urgência, em face de [Nome da Instituição Financeira], pelos fatos e fundamentos jurídicos a seguir expostos.
DOS FATOS
A Autora é aposentada e recebe mensalmente seus proventos previdenciários. Desde o ano de 2021, vêm sendo realizados descontos em seu benefício previdenciário referentes a uma suposta renegociação de empréstimo consignado.
Contudo, a Autora jamais solicitou ou autorizou qualquer renegociação de empréstimo junto à Ré. Não assinou contrato, tampouco manifestou qualquer anuência para a realização da operação financeira.
Apesar disso, os descontos vêm sendo realizados diretamente em sua aposentadoria, comprometendo sua renda e causando prejuízos financeiros e morais. A Autora tentou resolver a questão administrativamente, sem sucesso, sendo obrigada a buscar a tutela jurisdicional para cessar os descontos indevidos, obter a restituição dos valores pagos e a devida reparação pelos danos sofridos.
DO DIREITO
A presente demanda encontra fundamento no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990), que protege o consumidor contra práticas abusivas e impõe ao fornecedor o dever de provar a existência de relação contratual válida (CPC/2015, art. 373, inc. II).
No caso em tela, a Ré não apresentou qualquer prova da contratação do empréstimo ou da renegociação, sendo evidente a inexistência de relação jurídica entre as partes. Assim, os descontos realizados no benefício previdenciário da Autora são ilegais e configuram enriquecimento ilícito por parte da Ré, em afronta ao CC, art. 884.
Ademais, a restituição dos valores pagos deve ocorrer em dobro, conforme previsto no CDC, art. 42, parágrafo único, uma vez que os descontos foram realizados de forma indevida e sem qualquer justificativa plausível.
Por fim, os danos morais são evidentes, pois os descontos indevidos comprometeram a subsistência da Autora, que depende exclusivamente de sua aposenta"'>...