Modelo de Alegações Finais com Pedido de Absolvição por Insuficiência de Provas em Processo Penal

Publicado em: 10/07/2024 Direito Penal
Apresentação de Alegações Finais no âmbito de um processo penal, com fundamento no artigo 403, § 3º, do Código de Processo Penal (CPP). O documento argumenta pela ausência de provas suficientes para sustentar a condenação do réu, com base no artigo 386, VII, do CPP, e no princípio constitucional do in dubio pro reo. Contém exposição dos fatos, fundamentos jurídicos, jurisprudências relevantes e pedidos específicos, incluindo a absolvição do réu, expedição de alvará de soltura e extinção do processo, se aplicável.

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE __________

Processo nº __________

Réu: __________

ALEGAÇÕES FINAIS

Por intermédio de seu advogado infra-assinado, com endereço profissional na Rua __________, nº ___, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, CEP __________, endereço eletrônico __________, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar suas ALEGAÇÕES FINAIS, com fundamento no artigo 403, § 3º, do Código de Processo Penal (CPP), pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:

PREÂMBULO

O presente processo versa sobre a acusação de __________ (descrever brevemente o crime imputado), imputada ao réu, __________ (nome do réu abreviado conforme instruções). Contudo, conforme será demonstrado, não há provas suficientes para sustentar a autoria e a materialidade do delito, razão pela qual se requer a absolvição do réu, com fulcro no artigo 386, VII, do CPP.

DOS FATOS

O réu foi acusado de __________ (descrever o crime imputado), com base em supostos indícios de autoria apontados no inquérito policial. Não houve prisão em flagrante, tampouco reconhecimento formal da autoria do delito. A denúncia se baseia exclusivamente em elementos frágeis e insuficientes, sem qualquer comprovação robusta que possa vincular o réu ao fato criminoso.

Durante a instrução processual, não foram produzidas provas capazes de demonstrar, com a certeza necessária, a prática do crime pelo réu. A ausência de elementos probatórios consistentes torna o conjunto probatório extremamente frágil, não sendo possível sustentar uma condenação.

DO DIREITO

Conforme dispõe o artigo 386, VII, do CPP, o réu deve ser absolvido quando não houver provas suficientes para a condenação. No presente caso, verifica-se que não há elementos que comprovem, de forma inequívoca, a autoria e a materialidade do delito imputado ao réu.

O princípio do in dubio pro reo, consagrado no artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal de 1988 (CF/88), estabelece que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. Assim, diante da dúvida quanto à autoria e à materialidade do crime, deve-se optar pela absolvição do réu.

Ademais, a ausência de prisão em flagrante e de reconhecimento formal da autoria reforça a fragilidade do conjunto probatório. A condenação penal exige prova robusta e inequívoca, o que não se verifica nos aut"'>...

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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
Informações complementares

Simulação de Voto

Processo nº: __________

Réu: __________

Relatório

O presente processo versa sobre a acusação de __________, imputada ao réu __________. Após a instrução processual, foram apresentados os seguintes elementos: __________. Cabe a este magistrado analisar os fatos à luz da legislação vigente e decidir sobre a procedência ou improcedência do pedido.

Fundamentação

Dos Fatos

O réu foi acusado de __________, com base em indícios apresentados no inquérito policial. Não houve prisão em flagrante, tampouco reconhecimento formal da autoria do delito. A denúncia baseia-se em elementos frágeis e insuficientes, sem comprovação robusta que vincule o réu ao fato criminoso.

Durante a instrução processual, não foram produzidas provas que demonstrem, com a certeza necessária, a prática do crime pelo réu. A ausência de elementos probatórios consistentes torna o conjunto probatório extremamente frágil.

Do Direito

Nos termos do artigo 386, VII, do Código de Processo Penal (CPP), o réu deve ser absolvido quando não houver provas suficientes para a condenação. Ademais, o princípio do in dubio pro reo, consagrado no artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal de 1988 (CF/88), estabelece que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.

No caso em tela, verifica-se a ausência de elementos que comprovem, de forma inequívoca, a autoria e a materialidade do delito imputado ao réu. A fragilidade do conjunto probatório impede que se sustente uma condenação penal, em respeito aos princípios constitucionais e processuais que regem o Estado Democrático de Direito.

Ademais, a jurisprudência reforça a necessidade de provas robustas para a condenação penal, conforme se verifica nos seguintes precedentes:

  • TJSP (15ª Câmara de Direito Criminal) - Apelação Criminal Acórdão/TJSP: "No crime de denunciação caluniosa, [...] dúvida fundada acerca do dolo do agente que conduz à absolvição, por insuficiência probatória, em consagração ao princípio in dubio pro reo, estampado no CPP, art. 386, VII."
  • TJSP (7ª Câmara de Direito Criminal) - Apelação Criminal Acórdão/TJSP: "Conjunto probatório não suficiente para lastrear o decreto condenatório. [...] necessária se mostra a aplicação do princípio in dubio pro reo."

Conclusão

Analisando os fatos e os fundamentos constitucionais e legais apresentados, concluo que não há elementos suficientes para sustentar a condenação do réu. A aplicação do princípio do in dubio pro reo é imperativa, diante da insuficiência probatória e da ausência de comprovação inequívoca da autoria e da materialidade do delito.

Decisão

Com fulcro no artigo 386, VII, do Código de Processo Penal (CPP), e no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal de 1988, JULGO PROCEDENTE o pedido para ABSOLVER o réu __________, diante da ausência de provas suficientes para a condenação.

Dê-se ciência ao Ministério Público para manifestação, caso necessário.

Publique-se. Registre-se. Intimem-se.

Local e data: __________

______________________________

Juiz(a) de Direito


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