Modelo de Alegações Finais em Caso de Lesão Corporal no Âmbito de Violência Doméstica com Base na Lei Maria da Penha

Publicado em: 28/06/2024 Direito Penal
Apresentação de alegações finais em processo criminal envolvendo acusação de lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar, com base no art. 129, § 13, do Código Penal, combinado com a Lei Maria da Penha. O documento destaca argumentos da defesa, incluindo ausência de provas suficientes, contradições nos depoimentos das vítimas e a possibilidade de legítima defesa, requerendo a absolvição do réu ou, subsidiariamente, a aplicação de pena mínima e substituição por penas restritivas de direitos. Fundamentado em princípios constitucionais e jurisprudência aplicável.

ALEGAÇÕES FINAIS

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE [LOCALIDADE]

Processo nº: [INSERIR NÚMERO DO PROCESSO]

Réu: [NOME DO RÉU]

Autor: Ministério Público

Assunto: Lesão corporal no âmbito da violência doméstica (art. 129, § 13, do Código Penal, c/c Lei Maria da Penha)

PREÂMBULO

O acusado, [NOME DO RÉU], já devidamente qualificado nos autos, por intermédio de seu advogado, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar suas ALEGAÇÕES FINAIS, nos termos do art. 403, § 3º, do Código de Processo Penal, com base nos fatos e fundamentos a seguir expostos.

DOS FATOS

Conforme narrado na denúncia, o réu teria agredido fisicamente sua mãe e sua irmã, no contexto de violência doméstica e familiar, configurando, em tese, o crime previsto no art. 129, § 13, do Código Penal, combinado com a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006).

Segundo os autos, as vítimas relataram que o acusado, em um momento de desentendimento familiar, desferiu tapas e empurrões contra ambas, causando-lhes lesões corporais leves, conforme atestado pelo laudo pericial anexado aos autos.

O réu, em seu interrogatório, negou as agressões, alegando que apenas tentou conter uma discussão acalorada entre as vítimas, sem qualquer intenção de causar-lhes lesões.

DO DIREITO

Inicialmente, é importante destacar que o art. 129, § 13, do Código Penal, introduzido pela Lei 14.245/2021, prevê o crime de lesão corporal praticado contra mulher por razões da condição de sexo feminino, no contexto de violência doméstica e familiar. Tal dispositivo deve ser interpretado em consonância com os princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa (CF/88, art. 5º, LV).

No presente caso, a defesa sustenta que não há provas suficientes para a condenação do réu, uma vez que:

  • As declarações das vítimas apresentam contradições relevantes, especialmente quanto à dinâmica dos fatos.
  • Não há testemunhas presenciais que confirmem as agressões atribuídas ao acusado.
  • O laudo pericial, embora ateste lesões corporais leves, não estabelece nexo causal direto entre tais lesões e a conduta do réu.

Conforme o art. 386, VII, do Código de Processo Penal, a absolvição é medida que se impõe quando não houver provas suficientes para a condenação. O princípio do in dubio pro reo deve prevalecer, garantindo-se ao acusado o benef�"'>...

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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
Informações complementares

Simulação de Voto

VOTO

Trata-se de processo penal em que o acusado, [NOME DO RÉU], foi denunciado pela prática do crime de lesão corporal no âmbito da violência doméstica, conforme o art. 129, § 13, do Código Penal, combinado com a Lei Maria da Penha ( Lei 11.340/2006).

A denúncia narra que o réu teria agredido fisicamente sua mãe e irmã, causando-lhes lesões corporais leves, conforme atestado pelo laudo pericial. Em sua defesa, o réu negou as agressões e alegou ter apenas tentado conter uma discussão familiar.

DA ANÁLISE DOS FATOS E DO DIREITO

Inicialmente, cumpre observar que o art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, impõe ao magistrado o dever de fundamentar todas as suas decisões, assegurando a transparência e a legitimidade do processo judicial.

No caso em tela, a análise dos autos revela a existência de divergências significativas entre os relatos das vítimas sobre a dinâmica dos fatos. A ausência de testemunhas presenciais e a inexistência de um nexo causal direto entre as lesões atestadas no laudo pericial e a conduta do réu fragilizam a tese acusatória.

Ademais, a defesa sustenta a possibilidade de legítima defesa (art. 25 do Código Penal), ao afirmar que o réu agiu para apaziguar conflito familiar, sem intenção de causar lesões. Tal tese, embora não plenamente comprovada, merece ser ponderada à luz do princípio do in dubio pro reo, que assegura ao acusado o benefício da dúvida, conforme o art. 386, VII, do Código de Processo Penal.

JURISPRUDÊNCIA

A jurisprudência pátria reforça a exigência de provas robustas para a condenação em casos de violência doméstica, como se observa nos seguintes precedentes:

  • TJSP (16ª Câmara de Direito Criminal) - Apelação Criminal Acórdão/TJSP: "Declarações firmes da vítima e exame de corpo de delito comprobatório das lesões corporais. Recurso conhecido e, no mérito, negado provimento."
  • TJSP (12ª Câmara de Direito Criminal) - Apelação Criminal Acórdão/TJSP: "Crime bem caracterizado e apoiado nas declarações da ofendida e relato de duas testemunhas presenciais. Fragilidade probatória não verificada. Sentença condenatória mantida."
  • TJSP (4ª Câmara de Direito Criminal) - Apelação Criminal Acórdão/TJSP: "Autoria e materialidade satisfatoriamente comprovadas. Depoimentos firmes da vítima e laudo pericial convergentes."

No presente caso, entretanto, a ausência de provas consistentes que vinculem diretamente o réu às lesões relatadas impede a condenação, conforme já assentado em precedentes similares.

DISPOSITIVO

Ante o exposto, com fundamento no art. 386, VII, do Código de Processo Penal, voto pela improcedência do pedido condenatório, absolvendo o réu [NOME DO RÉU] em razão da insuficiência de provas para sustentar a condenação.

Destaco que a decisão atende aos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório (CF/88, art. 5º, LV) e reafirma o compromisso do Poder Judiciário com a observância do devido processo legal.

CONCLUSÃO

Por todo o exposto, julgo o presente recurso conhecido e, no mérito, dou-lhe provimento para absolver o réu, nos termos do art. 386, VII, do Código de Processo Penal.

É como voto.

[LOCALIDADE], [DATA].
[NOME DO MAGISTRADO]
Juiz(a) de Direito


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