Modelo de Alegações Finais em Memoriais no Processo Criminal de Estupro de Vulnerável: Defesa pela Absolvição por Ausência de Provas Robustas

Publicado em: 21/08/2024 Direito Penal Processo Penal
Documento jurídico contendo alegações finais em memoriais no âmbito de um processo criminal por estupro de vulnerável (art. 217-A do Código Penal). A defesa do acusado fundamenta-se na ausência de provas suficientes para a condenação, invocando o princípio do in dubio pro reo e apresentando jurisprudências que reforçam a necessidade de provas robustas para a condenação. Além disso, requer a absolvição do acusado, a nulidade do processo em caso de violação ao contraditório e à ampla defesa, ou a readequação do regime prisional para o semiaberto, caso mantida a condenação.

ALEGAÇÕES FINAIS EM MEMORIAIS

PROCESSO CRIMINAL - ESTUPRO DE VULNERÁVEL

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ___

Processo nº: [INSERIR NÚMERO DO PROCESSO]

Acusado: [C. E. da S.]

Vítima: [M. F. de S. L.]

PREÂMBULO

[C. E. da S.], já qualificado nos autos do processo em epígrafe, por intermédio de seu advogado constituído, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar suas ALEGAÇÕES FINAIS EM MEMORIAIS, com fundamento no art. 403, §3º, do CPP, pelas razões de fato e de direito a seguir expostas.

DOS FATOS

O acusado foi denunciado pela prática do crime de estupro de vulnerável, previsto no CP, art. 217-A, sob a alegação de que teria cometido atos libidinosos contra a vítima [M. F. de S. L.], menor de 14 anos, em data e local especificados nos autos.

Desde o início da instrução processual, o acusado negou veementemente a prática dos atos que lhe foram imputados, sustentando sua inocência e apontando a ausência de provas robustas que demonstrem a materialidade e autoria do delito.

Durante a instrução, foram ouvidas as testemunhas de acusação e defesa, bem como realizada a oitiva da vítima. Contudo, não se verificou qualquer elemento probatório que pudesse confirmar, de forma inequívoca, a participação do acusado nos fatos narrados na denúncia.

DO DIREITO

A defesa sustenta a negativa de autoria, com base na ausência de provas suficientes para a condenação do acusado. É princípio basilar do direito penal que a condenação deve se fundar em provas robustas e inequívocas, sendo inadmissível a condenação com base em meras presunções ou indícios frágeis.

O princípio do in dubio pro reo, consagrado no CPP, art. 386, VII, determina que, na ausência de provas suficientes para a condenação, o réu deve ser absolvido. No presente caso, a fragilidade das provas apresentadas pela acusação é evidente, não havendo elementos que demonstrem de forma clara e objetiva a prática do delito pelo acusado.

Ademais, as declarações da vítima, embora relevantes, não foram corroboradas por outros elementos de prova. A jurisprudência é pacífica no sentido de que, em crimes contra a dignidade sexual, a palavra da vítima deve ser analisada com cautela, especialmente quando desacompanhada de outros elementos probatór"'>...

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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
Informações complementares
Simulação de Voto

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Voto do Magistrado

Nos termos do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, que estabelece que "todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões", passo a proferir voto sobre o caso em análise.

Relatório

Trata-se de ação penal em que o réu, [C. E. da S.], foi denunciado pela prática do crime de estupro de vulnerável, tipificado no art. 217-A do Código Penal, contra a vítima [M. F. de S. L.], menor de 14 anos. Segundo a denúncia, o acusado teria cometido atos libidinosos em data e local especificados nos autos.

Durante a instrução processual, foram colhidas provas testemunhais, realizadas oitivas das partes envolvidas e analisados os elementos probatórios apresentados. Em suas alegações finais, a defesa pleiteou a absolvição do réu, com fundamento na ausência de provas suficientes e na aplicação do princípio do in dubio pro reo.

Da Fundamentação

Inicialmente, cabe destacar que a condenação penal exige prova inequívoca da autoria e materialidade do delito, sendo inadmissível a condenação com base em presunções ou elementos frágeis. No presente caso, a análise das provas constantes nos autos revelou a ausência de elementos suficientes para comprovar, de forma cabal, a prática do crime imputado ao acusado.

A palavra da vítima, embora relevante, não foi corroborada por outros elementos probatórios. A jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) preconiza que, em crimes contra a dignidade sexual, a palavra da vítima deve ser analisada com cautela, especialmente quando desacompanhada de provas adicionais que confirmem a narrativa acusatória.

Ademais, o princípio constitucional da presunção de inocência, previsto no art. 5º, inciso LVII, da Constituição Federal, reforça que, diante da dúvida razoável, deve-se optar pela solução mais favorável ao réu. O art. 386, VII, do Código de Processo Penal, também dispõe sobre a absolvição do acusado quando as provas forem insuficientes para a condenação.

Nesse sentido, destaco precedentes jurisprudenciais que corroboram a necessidade de provas robustas e inequívocas para a condenação:

  • STJ (5ª T.) - RECURSO EM HABEAS CORPUS 143.571 - GO: "Recurso provido para anular o processo a partir das alegações finais, devendo ser restabelecida a liberdade do recorrente."
  • TJRJ (TERCEIRA CÂMARA CRIMINAL) - APELAÇÃO Acórdão/TJRJ: "Acolhimento da preliminar de nulidade para anular a sentença e determinar as diligências necessárias para esclarecimento das questões levantadas pela defesa."

Conclusão e Decisão

Diante do exposto, com fundamento no art. 386, VII, do Código de Processo Penal, voto pela absolvição do acusado, [C. E. da S.], pela ausência de provas suficientes para a condenação.

Considero que a manutenção da denúncia, sem o devido suporte probatório, violaria o princípio da presunção de inocência e os direitos fundamentais do acusado, além de configurar grave injustiça.

É como voto.

Termos Finais

[Local], [Data].

____________________________
[Nome do Magistrado]
Juiz de Direito


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