Modelo de Contestação em Ação Declaratória de Filiação Socioafetiva Post Mortem com Fundamentação Jurídica e Pedidos
Publicado em: 13/08/2024 FamiliaCONTESTAÇÃO
AÇÃO DECLARATÓRIA DE FILIAÇÃO SOCIOAFETIVA POST MORTEM
EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___ VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE __________
Processo nº: [INSERIR NÚMERO DO PROCESSO]
Nome do Contestante: [INSERIR NOME COMPLETO DO CONTESTANTE], [qualificação completa: estado civil, profissão, CPF/CNPJ, endereço eletrônico, domicílio e residência], por seu advogado que esta subscreve, conforme instrumento de mandato anexo, com endereço profissional [INSERIR ENDEREÇO], vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, nos autos da Ação Declaratória de Filiação Socioafetiva Post Mortem movida por [INSERIR NOME DO AUTOR], apresentar a presente
CONTESTAÇÃO
com fundamento no artigo 335 e seguintes do CPC/2015, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:
PREÂMBULO
A presente contestação visa demonstrar a improcedência do pedido de reconhecimento de filiação socioafetiva post mortem formulado pelo(a) autor(a), em razão da ausência de elementos probatórios que comprovem a inequívoca intenção do falecido em assumir o autor como seu filho socioafetivo, conforme exigido pela legislação e jurisprudência pátria.
DOS FATOS
O(a) autor(a) ajuizou a presente ação alegando que possuía relação de filiação socioafetiva com o falecido [INSERIR NOME DO FALECIDO], fundamentando-se em convivência familiar e laços afetivos que, segundo ele(a), configurariam a posse do estado de filho.
No entanto, a narrativa apresentada carece de elementos que demonstrem a existência de uma relação parental consolidada, pública e contínua, bem como a inequívoca intenção do falecido em reconhecê-lo(a) como filho(a) socioafetivo(a). Ademais, a ação foi ajuizada após longo período do falecimento do suposto pai socioafetivo, o que enfraquece ainda mais a tese sustentada pelo(a) autor(a).
DO DIREITO
De acordo com o artigo 1.593 do Código Civil, o vínculo de parentesco pode ser natural ou civil, sendo este último decorrente de outras origens, como a adoção ou a filiação socioafetiva. No entanto, para o reconhecimento da filiação socioafetiva, especialmente em casos post mortem, é imprescindível a comprovação de elementos objetivos e subjetivos que demonstrem a posse do estado de filho e a vontade inequívoca do falecido em assumir tal condição.
Conforme entendimento consolidado na jurisprudência, o reconhecimento da filiação socioafetiva exige a demonstração de três requisitos essenciais: o nome, o trato e a fama, aliados à inequívoca intenção do falecido em constituir o vínculo parental (STJ, REsp. 1.957.849/MG, Rel. Min. Nancy Andrighi, 3�"'>...