Modelo de Defesa em Contestação à Ação de Usucapião Urbano: Alegação de Ocupação Irregular e Ausência de Requisitos Legais
Publicado em: 12/08/2024 CivelProcesso Civil Direito ImobiliárioDefesa - Usucapião Urbano
Preâmbulo
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___ Vara Cível da Comarca de _____________.
Processo nº _____________
Réu: [Nome completo do réu, qualificação completa, CPF, endereço eletrônico e endereço residencial].
Autora: [Nome completo da autora, qualificação completa, CPF, endereço eletrônico e endereço residencial].
O réu, por intermédio de seu advogado que esta subscreve, com endereço profissional situado em _____________, onde recebe intimações, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar sua CONTESTAÇÃO à ação de usucapião urbano ajuizada por _____________, nos termos do CPC/2015, art. 335 e seguintes, pelos fundamentos de fato e de direito a seguir expostos.
Dos Fatos
A autora ingressou com a presente ação de usucapião urbano, alegando que teria ajustado a compra do imóvel objeto da lide diretamente com o réu. Contudo, não há qualquer comprovação de pagamento ou assinatura de contrato que formalize tal negociação. A autora também nega que tenha ajustado locação do imóvel até que conseguisse os recursos financeiros necessários para a compra.
O réu, por sua vez, é legítimo possuidor do imóvel, exercendo posse direta e indireta, conforme documentos anexados aos autos. A autora, ao ocupar o imóvel sem qualquer título jurídico válido, caracteriza-se como mera ocupante irregular, sem animus domini ou qualquer outro requisito necessário para a configuração da usucapião.
Do Direito
A pretensão da autora de obter o reconhecimento da usucapião urbano é manifestamente improcedente, uma vez que não preenche os requisitos legais para tanto, conforme disposto no CC/2002, art. 1.240, que exige:
- Posse ininterrupta e sem oposição por 5 (cinco) anos;
- Posse exercida com animus domini;
- Imóvel urbano com área de até 250 m²;
- Utilização do imóvel para moradia própria ou de sua família;
- Ausência de outro imóvel urbano ou rural em nome do possuidor.
No caso em tela, a autora não demonstrou o exercício da posse com animus domini, tampouco a posse ininterrupta e sem oposição pelo prazo legal. Além disso, a ausência de qualquer pagamento ou contrato formal que comprove a aquisição do imóvel reforça a irregularidade de sua ocupação.
Ademais, a jurisprudência é pacífica no sentido de que a posse exercida de forma precária, sem o preenchimento dos requisitos legais, não pode ser convertida em usucapião. Nesse sentido, destaca-se o entendimento do STJ "'>...