Modelo de Manifestação sobre a Impenhorabilidade de Bem Imóvel em Ação de Execução Fiscal

Publicado em: 11/09/2024 CivelProcesso Civil Tributário
Documento jurídico que apresenta manifestação em uma Ação de Execução Fiscal promovida por município, requerendo o reconhecimento da impenhorabilidade de imóvel residencial utilizado como moradia familiar, com base na Lei nº 8.009/90. O requerente argumenta que o imóvel é bem de família e, portanto, protegido contra penhora, solicitando a desconstituição da penhora e a condenação da parte exequente ao pagamento de custas processuais e honorários advocatícios. Inclui fundamentação jurídica, jurisprudências relevantes e pedidos formais ao juízo.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE [INSERIR LOCAL]

Processo nº [INSERIR NÚMERO DO PROCESSO]

[NOME COMPLETO DO REQUERENTE], brasileiro(a), estado civil [INSERIR ESTADO CIVIL], profissão [INSERIR PROFISSÃO], inscrito(a) no CPF sob o nº [INSERIR CPF], residente e domiciliado(a) na [INSERIR ENDEREÇO COMPLETO], por meio de seu advogado que esta subscreve, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, nos autos da AÇÃO DE EXECUÇÃO FISCAL promovida pelo MUNICÍPIO DE [INSERIR NOME], apresentar a presente:

MANIFESTAÇÃO SOBRE A IMPENHORABILIDADE DE BEM IMÓVEL

com fundamento na Lei nº 8.009/90, no CPC/2015, art. 525, §1º, III, e demais dispositivos aplicáveis, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:

PREÂMBULO

A presente manifestação tem como objetivo demonstrar a impenhorabilidade do imóvel objeto da penhora nos autos, por se tratar de bem de família, protegido pela Lei nº 8.009/90, e, consequentemente, requerer a desconstituição da penhora realizada.

DOS FATOS

O Município de [INSERIR NOME] ajuizou a presente ação de execução fiscal com o objetivo de cobrar débitos de IPTU referentes ao imóvel situado na [INSERIR ENDEREÇO COMPLETO], de propriedade do Requerente.

O imóvel em questão é utilizado como residência permanente do Requerente e de sua família, sendo o único bem imóvel de sua titularidade. Trata-se, portanto, de bem de família, protegido pela impenhorabilidade prevista na Lei nº 8.009/90.

Entretanto, foi determinada a penhora do referido imóvel, o que motivou a presente manifestação para que seja reconhecida sua impenhorabilidade e desconstituída a penhora.

DO DIREITO

A Lei nº 8.009/90, em seu art. 1º, dispõe que o imóvel residencial próprio da entidade familiar é impenhorável, salvo nas hipóteses expressamente previstas em lei:

"Art. 1º O imóvel residencial próprio do casal, ou da entidade familiar, é impenhorável e não responderá por qualquer tipo de dívida civil, comercial, fiscal, previdenciária ou de outra natureza, salvo nas hipóteses previstas nesta Lei."

O objetivo da referida norma é garantir o direito fundamental à moradia, consagrado no art. 6º da Constituição Federal de 1988, protegendo o núcleo familiar contra a perda do único imóvel destinado à sua habitação.

No caso em tela, o imóvel penhorado é utilizado como residência permanente do Requerente e de sua família, sendo o único bem imóvel de sua titularidade. Dessa forma, está configurada a co"'>...

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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
Informações complementares
Segue abaixo a simulação do voto do magistrado, conforme solicitado, estruturada em HTML:

Simulação de Voto

I. Relatório

Trata-se de Ação de Execução Fiscal promovida pelo Município de [INSERIR NOME], objetivando a cobrança de débitos de IPTU referentes ao imóvel situado na [INSERIR ENDEREÇO COMPLETO], de propriedade do Requerente, [NOME COMPLETO DO REQUERENTE].

Foi determinada a penhora do referido imóvel, que o Requerente alega ser bem de família, protegido pela Lei nº 8.009/90. O imóvel, segundo os autos, é utilizado como residência permanente do Requerente e de sua família, sendo o único bem imóvel de sua titularidade.

II. Fundamentação

1. Da Imponibilidade da Lei nº 8.009/90 e da Constituição Federal

Nos termos do art. 1º da Lei nº 8.009/90, é impenhorável o bem imóvel que se destina à residência da entidade familiar, salvo as exceções expressamente previstas na legislação. Tal proteção reflete um dos fundamentos do direito social à moradia, consagrado no art. 6º da Constituição Federal de 1988.

"Art. 1º O imóvel residencial próprio do casal, ou da entidade familiar, é impenhorável e não responderá por qualquer tipo de dívida civil, comercial, fiscal, previdenciária ou de outra natureza, salvo nas hipóteses previstas nesta Lei."

O caso em análise demonstra que o imóvel penhorado é o único bem de titularidade do Requerente, utilizado como moradia permanente de sua família. Assim, restam preenchidos os requisitos para a aplicação da impenhorabilidade nos termos da legislação em vigor.

2. Ônus da Prova e Legislação Aplicável

Nos termos do art. 373, II, do Código de Processo Civil de 2015, compete à parte exequente demonstrar que o imóvel não se enquadra como bem de família. Não há nos autos qualquer elemento probatório apresentado pela parte exequente que desconfigure o caráter de residência permanente do bem em questão.

Ademais, o art. 3º da Lei nº 8.009/90, que trata das exceções à regra da impenhorabilidade, não abrange a dívida de IPTU, razão pela qual não se aplica ao caso concreto.

3. Jurisprudência

A jurisprudência dos tribunais reforça a proteção ao bem de família, conforme precedentes:

1. TJSP - Agravo de Instrumento Acórdão/TJSP

Ementa: A executada reside no imóvel penhorado, sendo este caracterizado como bem de família. Agravo provido.

2. TJSP - Agravo de Instrumento Acórdão/TJSP

Ementa: A impenhorabilidade exige comprovação de que o imóvel é utilizado como moradia permanente da entidade familiar. Ônus da prova recai sobre o alegante.

III. Dispositivo

Diante do exposto, com fundamento no art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, que exige a devida fundamentação de todas as decisões judiciais, e considerando os fatos e fundamentos apresentados, voto:

  1. Pelo conhecimento do recurso interposto, eis que preenchidos os requisitos legais de admissibilidade.
  2. Pela procedência do pedido formulado na manifestação, reconhecendo a impenhorabilidade do imóvel situado na [INSERIR ENDEREÇO COMPLETO], por se tratar de bem de família nos termos da Lei nº 8.009/90.
  3. Pela desconstituição da penhora incidente sobre o referido imóvel.
  4. Pela condenação da parte exequente ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios.

É como voto.

IV. Conclusão

Ante o exposto, ficam reconhecidos os direitos do Requerente quanto à impenhorabilidade de seu imóvel, garantindo-se a proteção de sua moradia, conforme os ditames constitucionais e legais.

[LOCAL], [DATA]

[NOME DO MAGISTRADO]

Juiz de Direito

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    `) para organizar o conteúdo em partes claras e compreensíveis. - Dividi o voto em seções como "Relatório", "Fundamentação", "Dispositivo" e "Conclusão", simulando a estrutura de uma decisão judicial. - Incluí menções à CF/88, art. 93, IX, e aos dispositivos legais aplicáveis (Lei nº 8.009/90 e CPC/2015).


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