Modelo de Petição Inicial para Ação Previdenciária de Concessão de Aposentadoria com Reconhecimento de Tempo Rural, Especial e Contribuições Diversas

Publicado em: 23/06/2024 Direito Previdenciário
Petição inicial proposta em desfavor do INSS, objetivando a concessão de aposentadoria. O documento aborda o reconhecimento de tempo de serviço rural em regime de economia familiar, tempo especial como professora em escola rural, período de dedicação integral à vida religiosa e contribuições como Microempreendedor Individual (MEI) e trabalhador comum. Fundamenta-se nos artigos da Lei 8.213/1991, Constituição Federal e jurisprudências do STJ, requerendo o benefício previdenciário, pagamento das parcelas vencidas, além da condenação do INSS em honorários e custas processuais.

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) JUIZ(A) FEDERAL DA ___ª VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE [LOCALIDADE]

[Localidade], [Data]

PREÂMBULO

[Nome completo do Autor], [estado civil], [profissão], inscrito(a) no CPF sob o nº [número], portador(a) do RG nº [número], residente e domiciliado(a) à [endereço completo], endereço eletrônico [e-mail], por intermédio de seu advogado, conforme procuração anexa, com escritório profissional situado à [endereço completo], vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fundamento no art. 319 do CPC/2015, propor a presente:

AÇÃO PREVIDENCIÁRIA DE CONCESSÃO DE APOSENTADORIA

Em face do INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL – INSS, autarquia federal, com sede na [endereço da sede do INSS], pelos fundamentos de fato e de direito a seguir expostos.

DOS FATOS

O Autor, desde os 8 anos de idade, desempenhou atividades laborais rurais em regime de economia familiar, conforme documentos anexos que comprovam o exercício dessa atividade. Posteriormente, exerceu a profissão de professora em escola rural, atividade reconhecida como especial, e também dedicou-se integralmente à vida religiosa, conforme registrado em sua CTPS e na declaração emitida pela instituição religiosa.

Além disso, o Autor contribuiu como Microempreendedor Individual (MEI) e possui períodos de contribuição como trabalhador comum. Todos esses períodos, somados, garantem ao Autor o direito à aposentadoria, conforme os requisitos legais.

O requerimento administrativo foi protocolado junto ao INSS, mas houve indeferimento sob o argumento de insuficiência de tempo de contribuição, desconsiderando os períodos especiais e o tempo rural. Diante disso, busca-se o reconhecimento judicial desses períodos e a concessão do benefício de aposentadoria.

DO DIREITO

O direito do Autor à aposentadoria está amparado nos seguintes fundamentos legais:

  • Reconhecimento do tempo rural: O art. 11, VII, da Lei 8.213/1991 reconhece o trabalhador rural como segurado especial, sendo desnecessária a comprovação de recolhimento de contribuições para fins de contagem de tempo de serviço.
  • Reconhecimento do tempo especial como professora: O art. 201, §8º, da CF/88 assegura aposentadoria especial para professores que comprovem o exercício exclusivo da função de magistério.
  • Reconhecimento do tempo como religiosa: A jurisprudência consolidada reconhece o tempo de serviço prestado por religiosos, desde que comprovado por documentos idôneos, como declar"'>...

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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
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RELATÓRIO

Trata-se de ação previdenciária de concessão de aposentadoria ajuizada por [Nome do Autor], em face do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, objetivando o reconhecimento de períodos de trabalho rural, especial como professora, e como religiosa, além da soma de contribuições como Microempreendedor Individual e trabalhador comum, para fins de concessão do benefício de aposentadoria.

Segundo os autos, o requerimento administrativo foi indeferido pelo INSS sob a alegação de insuficiência de tempo de contribuição, desconsiderando períodos que o Autor alega serem válidos. O pedido administrativo, os documentos comprobatórios e a negativa do INSS encontram-se devidamente anexados aos autos.

Vieram os autos para julgamento.

FUNDAMENTAÇÃO

Análise dos Fatos e do Direito

Inicialmente, cumpre observar que o art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, exige que as decisões judiciais sejam fundamentadas, sob pena de nulidade. Assim, passo à análise detalhada do caso.

Restou comprovado nos autos, por meio de documentos anexados pelo Autor, o desempenho de atividades rurais em regime de economia familiar desde os 8 anos de idade, conforme previsto no art. 11, VII, da Lei 8.213/1991, que dispensa a comprovação de recolhimento de contribuições para o cômputo do tempo de serviço rural.

Quanto ao tempo especial, o exercício da profissão de professora em escola rural encontra amparo no art. 201, §8º, da Constituição Federal, que garante aposentadoria especial para professores que comprovem o exercício exclusivo da função de magistério. Os documentos apresentados demonstram que o Autor exerceu tais atividades, sendo, portanto, cabível o reconhecimento do período como especial.

No que tange ao tempo integral dedicado à vida religiosa, a jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) permite o reconhecimento desses períodos, desde que comprovados por documentos idôneos, como declarações emitidas pela instituição religiosa e registros em CTPS, os quais estão presentes nos autos.

Por fim, os períodos de contribuição como Microempreendedor Individual e como trabalhador comum devem ser somados, conforme o art. 29 da Lei 8.213/1991, que prevê a contagem de todos os períodos de contribuição para fins de concessão de benefício previdenciário.

Princípios Constitucionais

A negativa do INSS viola o princípio da dignidade da pessoa humana, previsto no art. 1º, III, da Constituição Federal, e o direito à previdência social, consagrado no art. 6º da mesma Carta. Ademais, o indeferimento administrativo desconsiderou a análise pormenorizada dos documentos apresentados, o que afronta o princípio da eficiência da Administração Pública (art. 37, caput, da CF/88).

Jurisprudência Aplicável

Em reforço ao entendimento acima, transcrevo as seguintes decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ):

  • STJ (2ª T.) - RECURSO ESPECIAL 2.016.777 - SP - Rel.: Minª. Assusete Magalhães:
    "Em matéria previdenciária pode-se flexibilizar a análise do pedido contido na petição inicial, não configurando julgamento extra petita a concessão de benefício diverso do requerido, desde que o autor preencha os requisitos legais do benefício deferido."
  • STJ (1ª Seção) - RECURSO ESPECIAL 1.912.784 - SP - Rel.: Min. Herman Benjamin:
    "Definir o termo inicial dos efeitos financeiros dos benefícios previdenciários concedidos ou revisados judicialmente, por meio de prova não submetida ao crivo administrativo do INSS: se a contar da data do requerimento administrativo ou da citação da autarquia previdenciária."

DISPOSITIVO

Diante do exposto, julgo PROCEDENTE o pedido formulado por [Nome do Autor] para:

  1. Reconhecer o tempo de serviço rural desde os 8 anos de idade, em regime de economia familiar;
  2. Reconhecer o tempo especial como professora em escola rural;
  3. Reconhecer o tempo integral como religiosa, conforme declaração da instituição religiosa e registros em CTPS;
  4. Somar os períodos de contribuição como Microempreendedora Individual (MEI) e como trabalhadora comum;
  5. Conceder o benefício de aposentadoria ao Autor, com o pagamento das parcelas vencidas desde a data do requerimento administrativo;
  6. Condenar o INSS ao pagamento de honorários advocatícios, fixados em [percentual] sobre o valor das parcelas vencidas, e ao pagamento das custas processuais.

Publique-se. Registre-se. Intimem-se.

[Localidade], [Data].

_____________________________
[Nome do Magistrado]
Juiz(a) Federal


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