Modelo de Recurso Especial Interposto ao Tribunal de Justiça do Estado do Pará com Pedido de Absolvição ou Novo Julgamento por Insuficiência de Provas em Condenação por Estupro de Vulnerável

Publicado em: 27/08/2024 Direito Penal Processo Penal
Trata-se de Recurso Especial interposto por E.M.A. ao Tribunal de Justiça do Estado do Pará, com base no art. 105, inciso III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, visando à reforma de acórdão que manteve condenação pelo crime de estupro de vulnerável (art. 217-A do Código Penal). O recorrente alega violação a dispositivos legais, em especial ao art. 315, §2º, VI, do CPP, argumentando que a condenação foi baseada exclusivamente no depoimento da vítima, sem o suporte de outras provas, configurando insuficiência probatória. Aponta ainda divergência jurisprudencial em relação à necessidade de provas robustas para condenação em crimes sexuais. Requer-se a absolvição ou, subsidiariamente, o retorno dos autos ao Tribunal de origem para novo julgamento.

RECURSO ESPECIAL

COM INTERPOSIÇÃO AO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARÁ

RECORRENTE: E. M. A. (qualificação completa: estado civil, profissão, CPF, endereço eletrônico, domicílio e residência).

RECORRIDO: Ministério Público do Estado do Pará.

Processo nº: XXXXXXX

O Recorrente, devidamente qualificado nos autos do processo em epígrafe, por intermédio de seu advogado, com fundamento no art. 105, inciso III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, vem, respeitosamente, interpor o presente RECURSO ESPECIAL contra o v. acórdão proferido pela Colenda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, pelas razões de fato e de direito a seguir expostas.

PREÂMBULO

O presente recurso especial é interposto em razão de o v. acórdão recorrido ter desprovido o apelo do Recorrente, mantendo a condenação pelo crime de estupro de vulnerável (CP, art. 217-A), sob a alegação de que não houve insuficiência de provas. O Recorrente entende que o acórdão violou dispositivos legais e constitucionais, além de contrariar entendimento consolidado no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

DOS FATOS

O Recorrente foi condenado à pena de 15 (quinze) anos e 9 (nove) meses de reclusão como incurso no art. 217-A do Código Penal, sob a acusação de ter cometido atos libidinosos contra a vítima, menor de 14 anos. O Tribunal de Justiça do Estado do Pará, ao julgar o recurso de apelação, manteve a condenação, fundamentando-se na suposta suficiência de provas apresentadas nos autos.

Contudo, a defesa sustenta que a condenação foi baseada exclusivamente no depoimento da vítima, sem a devida corroboração por outros elementos probatórios, o que configura insuficiência de provas para a condenação. Além disso, o acórdão recorrido não analisou adequadamente as teses defensivas, violando o art. 315, §2º, VI, do CPP.

DO DIREITO

O presente recurso especial encontra fundamento no art. 105, inciso III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, tendo em vista que o acórdão recorrido violou dispositivos infraconstitucionais e divergiu de jurisprudência consolidada do STJ.

1. Violação ao art. 315, §2º, VI, do CPP:

O acórdão recorrido apresenta fundamentação deficiente, limitando-se a afirmar que as provas constantes nos autos são suficientes para a condenação, sem analisar de forma detalhada as teses defensivas apresentadas. Tal omissão viola o art. 315, §2º, VI, do CPP, que exige fundamentação adequada e suficiente para a decisão judicial.

2. Insuficiência de provas:

...

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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
Informações complementares

Simulação de Voto

Introdução

Trata-se de recurso especial interposto por E. M. A., com fundamento no art. 105, inciso III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal, contra acórdão proferido pela Colenda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, que manteve a condenação do recorrente pelo crime de estupro de vulnerável (art. 217-A do Código Penal).

Dos Fatos

O recorrente foi condenado à pena de 15 anos e 9 meses de reclusão pela prática de atos libidinosos contra vítima menor de 14 anos. A defesa sustenta que a condenação baseou-se exclusivamente no depoimento da vítima, sem a devida corroboração por outros elementos probatórios, o que configuraria insuficiência de provas. Aponta também que o acórdão recorrido violou o art. 315, §2º, VI, do CPP, ao deixar de analisar adequadamente as teses defensivas apresentadas.

Fundamentação

Nos termos do art. 93, IX, da Constituição Federal, toda decisão judicial deve ser devidamente fundamentada, sob pena de nulidade. O acórdão recorrido limitou-se a afirmar a suficiência das provas constantes dos autos, sem proceder à análise detalhada das alegações defensivas, configurando violação ao princípio da fundamentação.

1. Violação ao art. 315, §2º, VI, do CPP

O Código de Processo Penal exige fundamentação adequada e suficiente para as decisões judiciais. No caso em questão, o Tribunal de origem não analisou as teses defensivas de forma adequada, o que compromete a validade da decisão recorrida.

2. Insuficiência de provas

Conforme entendimento consolidado pelo Superior Tribunal de Justiça (Súmula 7/STJ), em crimes sexuais, a palavra da vítima possui especial relevância, mas deve estar corroborada por outros elementos probatórios. No caso dos autos, a condenação foi baseada exclusivamente no depoimento da vítima, sem suporte em provas materiais ou testemunhais, o que configura insuficiência de provas.

3. Divergência jurisprudencial

A jurisprudência do STJ estabelece que condenações por crimes graves, como o estupro de vulnerável, devem estar embasadas em provas robustas e suficientes. O acórdão recorrido diverge de precedentes que reconhecem a necessidade de provas adicionais à palavra da vítima.

Jurisprudências Correlatas

Trago à colação os seguintes precedentes:

  1. STJ (6ª T.) - AgRg no REsp 1.992.288 - RS: A palavra da vítima possui especial relevância em crimes sexuais, desde que corroborada por outros elementos probatórios.
  2. STJ (5ª T.) - REsp 2.030.233 - MT: A condenação deve estar fundamentada em provas robustas e suficientes, não se admitindo a exclusividade de um único depoimento.
  3. STJ (5ª T.) - REsp 2.119.044 - PR: O princípio da profundidade do efeito devolutivo permite ao Tribunal examinar os fundamentos relevantes, desde que adequadamente impugnados.

Dispositivo

Diante de todo o exposto, com fundamento no art. 93, IX, da Constituição Federal, voto no sentido de dar provimento ao recurso especial interposto por E. M. A. para:

  1. Reconhecer a nulidade do acórdão recorrido, em razão da ausência de fundamentação adequada;
  2. Determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem para novo julgamento, com a devida análise das teses defensivas apresentadas;
  3. Subsidiariamente, reformar o acórdão e absolver o recorrente, ante a insuficiência de provas para a condenação.

Conclusão

Por todo o exposto, voto pelo conhecimento e provimento do recurso especial, nos termos deste voto.

É como voto.

Local e data: [Cidade], [Data]

Magistrado: [Nome do Magistrado]


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