Modelo de Recurso Ordinário contra Indeferimento de Benefício de Auxílio-Doença pelo INSS com Fundamentação Jurídica e Solicitação de Concessão de Justiça Gratuita

Publicado em: 14/08/2024 Direito Previdenciário
Este documento trata de um Recurso Ordinário interposto por uma técnica de enfermagem contra a decisão administrativa do INSS que indeferiu o pedido de auxílio-doença. A recorrente, diagnosticada com incapacidades funcionais permanentes e irreversíveis (CID M17.9), reivindica o benefício com base na Lei 8.213/91, art. 59, e na recomendação médica de afastamento laboral por 120 dias. O recurso fundamenta-se no princípio da dignidade da pessoa humana, no direito à saúde, e em jurisprudências que corroboram a concessão do benefício. Requer-se a reforma da decisão, o pagamento retroativo das parcelas vencidas, a realização de perícia médica imparcial, e a concessão da justiça gratuita.

RECURSO ORDINÁRIO

ILUSTRÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DA JUNTA DE RECURSOS DO CONSELHO DE RECURSOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL

Recorrente: J. M. T.

Recorrido: Instituto Nacional do Seguro Social – INSS

PREÂMBULO

J. M. T., brasileira, técnica de enfermagem, portadora do CPF XXX.XXX.XXX-XX, residente e domiciliada na Rua X, nº Y, Bairro Z, Cidade W, Estado V, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Senhoria, por intermédio de seu procurador infra-assinado, com endereço eletrônico em [email protected], interpor o presente RECURSO ORDINÁRIO, com fundamento no Decreto nº 3.048/1999, art. 305, e demais legislações aplicáveis, contra a decisão administrativa que indeferiu o benefício de auxílio-doença, conforme os fatos e fundamentos a seguir expostos.

DOS FATOS

A Recorrente, com 48 anos de idade, exerceu a profissão de técnica de enfermagem por mais de 20 anos. Desde 2007, apresenta histórico de problemas ortopédicos, tendo sido submetida a uma meniscectomia no joelho direito. Atualmente, foi diagnosticada com patologias crônicas nos joelhos, incluindo condropatia patelar, afilamento condral e tendinopatia, com quadro permanente e irreversível, conforme CID M17.9 (gonartrose não especificada).

O laudo médico particular anexado aos autos demonstra que a Recorrente apresenta limitações funcionais severas, como dificuldade para subir escadas, agachar, realizar longas caminhadas, carregar peso e assumir pacientes, atividades essenciais para o exercício de sua profissão. O médico assistente recomendou afastamento laboral por 120 dias, devido à incapacidade temporária para o trabalho.

Contudo, o INSS indeferiu o pedido de auxílio-doença sob o argumento de que a Recorrente não apresenta incapacidade laborativa e, ainda, pelo fato de estar desempregada no momento da solicitação, ignorando as limitações impostas pela patologia e a recomendação médica.

DO DIREITO

O benefício de auxílio-doença está previsto na Lei 8.213/91, art. 59, que dispõe:

"O auxílio-doença será devido ao segurado que, havendo cumprido, quando for o caso, o período de carência exigido nesta Lei, ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua atividade habitual por mais de 15 (quinze) dias consecutivos."

No caso em tela, restou comprovado, por meio do laudo médico particular, que a Recorrente encontra-se incapacitada para o exercício de sua atividade habitual, uma vez que as limitações funcionais descritas inviabilizam o desempenho das funções de técnica de enfermagem, que exigem esforço físico constante, como carregar pacientes e realizar movimentos repetitivos.

Ademais, a condiç"'>...

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Informações complementares

Simulação de Voto

Voto do Magistrado

A presente análise recursal trata do pedido formulado por J. M. T., técnica de enfermagem, contra a decisão administrativa do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que indeferiu o benefício de auxílio-doença, pleiteado com fundamento na Lei nº 8.213/91, art. 59.

Breve Relatório

A recorrente, com histórico médico que atesta incapacidade temporária para o exercício de sua atividade habitual, teve seu pedido negado pelo INSS sob a alegação de ausência de incapacidade laborativa. A controvérsia reside no não reconhecimento das limitações impostas pelas patologias diagnosticadas, bem como na aplicação equivocada dos critérios legais para a concessão do benefício.

Fundamentação

De acordo com o artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal de 1988, todas as decisões judiciais devem ser devidamente fundamentadas. Assim, passo a analisar os fatos à luz do direito e dos princípios constitucionais aplicáveis.

1. Da incapacidade laborativa

O artigo 59 da Lei nº 8.213/91 dispõe que o auxílio-doença será devido ao segurado que, havendo cumprido o período de carência, ficar incapacitado para o trabalho ou para sua atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos. No caso em análise, a recorrente apresentou laudo médico particular que comprova a sua incapacidade temporária, em razão das patologias crônicas nos joelhos, diagnosticadas por meio do CID M17.9 (gonartrose não especificada).

A atividade profissional de técnica de enfermagem exige esforço físico constante, como agachar, carregar peso e realizar movimentos repetitivos, atividades que, conforme demonstrado, são inviáveis à recorrente no atual quadro clínico. Portanto, está comprovada a incapacidade para o exercício de sua profissão.

2. Da irrelevância da condição de desemprego

Conforme entendimento consolidado, o estado de desemprego da recorrente não afasta o direito ao benefício, uma vez que a incapacidade deve ser analisada em relação à atividade habitual do segurado, e não à sua condição de vínculo empregatício no momento do requerimento.

Ademais, a Constituição Federal de 1988, em seus artigos 1º, inciso III, e 6º, assegura a dignidade da pessoa humana e o direito à saúde, princípios que devem ser preservados em qualquer análise de pedido de benefício previdenciário.

3. Da Jurisprudência

A jurisprudência colacionada reforça o direito da recorrente ao benefício. Cabe destacar:

  • TJRJ (QUARTA CÂMARA DE DIREITO PÚBLICO) - Apelação Acórdão/TJRJ:
    "O laudo pericial, elaborado por profissional habilitado e equidistante dos interesses das partes, goza de presunção de correção, conforme a jurisprudência consolidada."
  • TJRJ (TERCEIRA CÂMARA DE DIREITO PÚBLICO) - Apelação Acórdão/TJRJ:
    "Constituem requisitos para a percepção do auxílio-doença: a existência de uma lesão que decorra incapacidade laborativa, redução de capacidade ou maior esforço para o exercício do trabalho."

4. Do Princípio da Dignidade da Pessoa Humana

O princípio da dignidade da pessoa humana (art. 1º, III, da CF/88) exige que o Estado assegure condições de subsistência digna a todos os cidadãos. O indeferimento do benefício previdenciário, no caso em análise, representa afronta direta a este princípio, privando a recorrente de um direito assegurado pela legislação.

Decisão

Ante todo o exposto, com base nos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana e da proteção social, nos fundamentos legais previstos na Lei nº 8.213/91, art. 59, e na jurisprudência aplicável, conheço do recurso interposto e dou-lhe provimento para reformar a decisão administrativa do INSS, determinando:

  1. O deferimento do benefício de auxílio-doença pelo período de 120 dias, conforme laudo médico particular;
  2. O pagamento das parcelas vencidas desde a data do requerimento administrativo;
  3. A realização de perícia médica imparcial, caso necessário, para comprovação da incapacidade laboral da recorrente.

Assim, julgo procedente o pedido formulado pela recorrente.

Sala das Sessões, data.

______________________________

Magistrado


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