Modelo de Representação Eleitoral por Divulgação de Plano de Governo Divergente ao Registrado no TSE
Publicado em: 23/09/2024 EleitoralEXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ ELEITORAL DA ___ª ZONA ELEITORAL DO ESTADO DO PARANÁ
REPRESENTAÇÃO
Representante: Coligação "Unidos pelo Futuro" (qualificação completa: nome, CNPJ, endereço eletrônico, domicílio e sede).
Representado: Coligação "Avançar Sempre" (qualificação completa: nome, CNPJ, endereço eletrônico, domicílio e sede).
PREÂMBULO
A Coligação "Unidos pelo Futuro", por meio de seu representante legal, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fundamento no CPC/2015, art. 319, bem como na legislação eleitoral aplicável, propor a presente REPRESENTAÇÃO em face da Coligação "Avançar Sempre", pelos motivos de fato e de direito a seguir expostos.
DOS FATOS
A Representada, Coligação "Avançar Sempre", está divulgando um plano de governo que diverge substancialmente daquele informado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no momento do registro de sua candidatura. Tal conduta, além de violar os princípios da transparência e da boa-fé, induz o eleitorado a erro, comprometendo a lisura do pleito eleitoral.
O plano de governo divulgado em redes sociais, panfletos e eventos públicos apresenta propostas que não constam no documento oficial registrado no TSE, o que configura uma prática irregular e passível de sanção, conforme a legislação eleitoral vigente.
DO DIREITO
A conduta da Representada viola o princípio da publicidade e da transparência, previstos no CF/88, art. 37, caput, aplicáveis subsidiariamente ao processo eleitoral. A divulgação de informações divergentes do plano de governo registrado no TSE compromete a confiança do eleitorado e caracteriza propaganda enganosa, vedada pela legislação eleitoral.
Nos termos do Lei 9.504/1997, art. 36, a propaganda eleitoral deve ser pautada pela veracidade e pela conformidade com os documentos apresentados à Justiça Eleitoral. A prática da Representada configura, ainda, abuso de poder político e econômico, em afronta ao Lei Complementar 64/1990, art. 22.
Ademais, o CPC/2015, art. 139, III, dispõe que incumbe ao juiz prevenir ou reprimir qualquer ato contrário à dignidade da justiça, o que inclui a prática de atos que comprometam a regularidade do processo eleitoral.
JURISPRUDÊNCIAS
A jurisprudência reforça a necessidade de coibir práticas que comprometam a lisura do processo eleitoral e a transparência das informações prestadas ao eleitorado:
- [PETIÇÃO INICIAL]: "Ação declaratória e indenizatória. Hipótese em que sérios indícios de abuso do direito de litigar vêm sendo constatados, a consubstanciar a denominada advocacia predatória [...] no sentido de que incumb"'>...
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