Modelo de Resposta à Acusação de Importunação Sexual com Fundamentação na Ausência de Justa Causa e Pedido de Rejeição da Denúncia
Publicado em: 29/06/2024 Direito PenalEXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE [LOCAL]
Processo nº: [número do processo]
PREÂMBULO
[Nome completo do acusado], brasileiro(a), [estado civil], [profissão], portador(a) do CPF nº [número], RG nº [número], residente e domiciliado(a) na [endereço completo], por intermédio de seu advogado(a) que esta subscreve, com endereço profissional na [endereço completo do advogado], onde recebe intimações e notificações, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, nos termos do CPP, art. 396-A, apresentar sua RESPOSTA À ACUSAÇÃO, em face da denúncia que lhe imputa a prática do crime previsto no CP, art. 215-A, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos.
DOS FATOS
Segundo a denúncia, o acusado teria praticado o crime de importunação sexual, previsto no CP, art. 215-A, ao supostamente [descrever brevemente os fatos narrados na denúncia]. A acusação baseia-se em [descrever os elementos probatórios apresentados na denúncia, como depoimentos, vídeos, etc.].
Contudo, a narrativa apresentada pela acusação não reflete a realidade dos fatos, sendo necessário esclarecer que o acusado não cometeu a conduta descrita, conforme será demonstrado a seguir.
DO DIREITO
Inicialmente, cumpre destacar que a denúncia carece de elementos probatórios mínimos que demonstrem a autoria do delito imputado ao acusado. O CPP, art. 41, exige que a denúncia contenha a exposição clara dos fatos criminosos, com todas as suas circunstâncias, o que não foi devidamente observado no presente caso.
A defesa nega veementemente a autoria do crime descrito na denúncia. O acusado não praticou qualquer ato que possa ser enquadrado no tipo penal do CP, art. 215-A, que exige a prática de ato libidinoso contra alguém, sem a sua anuência, com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro. Não há nos autos qualquer elemento que comprove a prática de tal conduta pelo acusado.
Ademais, é importante ressaltar que a ausência de provas contundentes que vinculem o acusado à prática do delito impede a instauração de um processo penal, sob pena de violação ao princípio da presunção de inocência, consagrado no CF/88, art. 5º, LVII.
A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é firme no sentido de que o trancamento da ação penal é medida excepcional, cabível apenas quando há manifesta ausência de justa causa ou atipicidade da conduta, o que se verifica no presente caso, dada a inexistência de elementos mínimos de autoria e m"'>...