Modelo de Resposta à Acusação de Importunação Sexual com Fundamentação na Ausência de Justa Causa e Pedido de Rejeição da Denúncia

Publicado em: 29/06/2024 Direito Penal
Documento jurídico elaborado para apresentar resposta à acusação em face de denúncia que imputa ao acusado a prática do crime de importunação sexual (art. 215-A do Código Penal). A defesa argumenta pela ausência de elementos probatórios mínimos que demonstrem autoria e materialidade do delito, baseando-se na legislação aplicável (CPP, art. 395, III e art. 397, IV), princípios constitucionais como a presunção de inocência e jurisprudências do STJ e TJSP. São requeridos a rejeição da denúncia, absolvição sumária ou, subsidiariamente, a produção de provas e designação de audiência de instrução e julgamento.

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE [LOCAL]

Processo nº: [número do processo]

PREÂMBULO

[Nome completo do acusado], brasileiro(a), [estado civil], [profissão], portador(a) do CPF nº [número], RG nº [número], residente e domiciliado(a) na [endereço completo], por intermédio de seu advogado(a) que esta subscreve, com endereço profissional na [endereço completo do advogado], onde recebe intimações e notificações, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, nos termos do CPP, art. 396-A, apresentar sua RESPOSTA À ACUSAÇÃO, em face da denúncia que lhe imputa a prática do crime previsto no CP, art. 215-A, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos.

DOS FATOS

Segundo a denúncia, o acusado teria praticado o crime de importunação sexual, previsto no CP, art. 215-A, ao supostamente [descrever brevemente os fatos narrados na denúncia]. A acusação baseia-se em [descrever os elementos probatórios apresentados na denúncia, como depoimentos, vídeos, etc.].

Contudo, a narrativa apresentada pela acusação não reflete a realidade dos fatos, sendo necessário esclarecer que o acusado não cometeu a conduta descrita, conforme será demonstrado a seguir.

DO DIREITO

Inicialmente, cumpre destacar que a denúncia carece de elementos probatórios mínimos que demonstrem a autoria do delito imputado ao acusado. O CPP, art. 41, exige que a denúncia contenha a exposição clara dos fatos criminosos, com todas as suas circunstâncias, o que não foi devidamente observado no presente caso.

A defesa nega veementemente a autoria do crime descrito na denúncia. O acusado não praticou qualquer ato que possa ser enquadrado no tipo penal do CP, art. 215-A, que exige a prática de ato libidinoso contra alguém, sem a sua anuência, com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro. Não há nos autos qualquer elemento que comprove a prática de tal conduta pelo acusado.

Ademais, é importante ressaltar que a ausência de provas contundentes que vinculem o acusado à prática do delito impede a instauração de um processo penal, sob pena de violação ao princípio da presunção de inocência, consagrado no CF/88, art. 5º, LVII.

A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é firme no sentido de que o trancamento da ação penal é medida excepcional, cabível apenas quando há manifesta ausência de justa causa ou atipicidade da conduta, o que se verifica no presente caso, dada a inexistência de elementos mínimos de autoria e m"'>...

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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
Informações complementares
Segue o conteúdo formatado em HTML, simulando um voto de magistrado com base no documento jurídico fornecido.

Simulação de Voto

RELATÓRIO

Trata-se de ação penal movida pelo Ministério Público contra [Nome completo do acusado], acusado da prática do crime de importunação sexual, previsto no artigo 215-A do Código Penal. A denúncia relata que o acusado, no dia [data], teria [descrever brevemente os fatos narrados na denúncia]. Em sede de resposta à acusação, a defesa argumenta pela inexistência de elementos suficientes que comprovem a autoria e materialidade do delito, requerendo a rejeição da denúncia ou, subsidiariamente, a absolvição sumária.

FUNDAMENTAÇÃO

Em cumprimento ao disposto no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, passo a fundamentar minha decisão. A análise dos autos exige a interpretação hermenêutica entre os fatos e o direito, de modo a assegurar a justiça no caso concreto.

1. Dos Fatos e da Materialidade

A materialidade do delito, conforme relatada na denúncia, carece de elementos probatórios mínimos que vinculem o acusado à prática delitiva. De acordo com o artigo 41 do Código de Processo Penal, a denúncia deve conter a exposição clara e objetiva dos fatos criminosos, acompanhada de indícios que justifiquem a instauração da ação penal. No presente caso, os elementos apresentados não são aptos a demonstrar, de forma inequívoca, a prática do ato libidinoso descrito no artigo 215-A do Código Penal.

2. Da Autoria

A autoria do delito imputado ao acusado também não encontra respaldo nos autos. O conjunto probatório apresentado pelo Ministério Público é insuficiente para afastar a presunção de inocência, estabelecida no artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal. A ausência de provas contundentes impede o avanço da ação penal, sob pena de violação aos direitos e garantias fundamentais do acusado.

3. Da Jurisprudência Aplicável

A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça reforça a necessidade de justa causa para a continuidade da ação penal. Como exemplo, cito o seguinte precedente:

STJ (6ª T.) - AgRg no RECURSO EM HABEAS CORPUS 157.113 - PE - Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro: "O trancamento da ação penal somente é possível na via estreita do habeas corpus, quando prontamente despontar, de plano e sem necessidade de dilação probatória, a total ausência de indícios de autoria e prova da materialidade delitiva."

Assim, é imperioso destacar que a inexistência de elementos mínimos de autoria e materialidade inviabiliza a instauração de um processo penal.

CONCLUSÃO

Diante do exposto, com fundamento nos artigos 395 e 397 do Código de Processo Penal, e considerando a ausência de justa causa para a ação penal, voto no sentido de:

  1. Julgar procedente o pedido formulado pela defesa e rejeitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público, nos termos do artigo 395, III, do Código de Processo Penal; ou
  2. Subsidiariamente, caso não seja este o entendimento majoritário, absolver sumariamente o acusado, nos termos do artigo 397, IV, do Código de Processo Penal, por ausência de provas suficientes de autoria e materialidade.

DISPOSITIVO

Por todo o exposto, na forma do artigo 93, IX, da Constituição Federal, voto por julgar procedente o pedido e rejeitar a denúncia apresentada contra o acusado, com a consequente extinção do processo.

É como voto.

[Local], [data].

____________________________
[Nome do Magistrado]
Juiz(a) de Direito

### Explicação: 1. A estrutura HTML foi organizada em seções como "Relatório", "Fundamentação", "Conclusão" e "Dispositivo" para simular um voto processual. 2. Utilizei elementos como `

` e `

` para destacar os tópicos principais e subtópicos. 3. Os parágrafos `

` foram usados para detalhar a fundamentação jurídica, enquanto listas `

    ` estruturam os pedidos. 4. Incluí uma citação de jurisprudência para reforçar o embasamento jurídico do voto. Essa simulação é um modelo padrão de como um magistrado fundamentaria seu voto em uma decisão judicial.


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