Modelo de Ação de Indenização por Abandono Material e Afetivo Cumulada com Perda da Guarda em Favor de Menor Impúbere

Publicado em: 18/07/2024 Familia
Petição inicial em que menor impúbere, representado por sua genitora, ajuíza ação de indenização por abandono material e afetivo contra o genitor. A peça pleiteia indenização por danos morais e materiais, além da perda da guarda com base na negligência do requerido quanto aos deveres parentais, amparada pela Constituição Federal, Código Civil e Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A petição fundamenta-se em princípios constitucionais como o melhor interesse da criança e a dignidade da pessoa humana, apresentando jurisprudências relevantes e requerendo condenações financeiras, perda da guarda e outras providências legais.

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___ VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE _____________

Processo nº: _____________

A. M. da S., menor impúbere, representado por sua genitora, M. F. de S., brasileira, solteira, profissão __________, portadora do RG nº __________ e inscrita no CPF sob o nº __________, residente e domiciliada na Rua __________, nº ___, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, CEP __________, endereço eletrônico __________, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, por intermédio de seus procuradores, propor a presente

AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR ABANDONO MATERIAL E AFETIVO CUMULADA COM PERDA DA GUARDA

em face de C. E. da S., brasileiro, estado civil __________, profissão __________, portador do RG nº __________ e inscrito no CPF sob o nº __________, residente e domiciliado na Rua __________, nº ___, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, CEP __________, endereço eletrônico __________, pelos fatos e fundamentos que passa a expor:

DOS FATOS

A parte autora, menor impúbere, é fruto da relação entre a genitora, M. F. de S., e o requerido, C. E. da S.. Após a dissolução da união entre os genitores, o requerido passou a negligenciar completamente os deveres parentais, tanto no aspecto material quanto afetivo.

O requerido não tem contribuído com o pagamento de pensão alimentícia de forma regular, deixando de prover o sustento básico necessário ao desenvolvimento da parte autora. Além disso, o requerido se afastou emocionalmente, não mantendo qualquer contato significativo com o menor, o que tem causado danos psicológicos graves, conforme laudos e relatórios psicológicos anexados aos autos.

Tal conduta configura abandono material e afetivo, violando os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana (CF/88, art. 1º, III) e do melhor interesse da criança (CF/88, art. 227).

DO DIREITO

A Constituição Federal de 1988 estabelece, em seu art. 227, que é dever da família assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à convivência familiar, à dignidade e ao desenvolvimento pleno. O abandono material e afetivo por parte do requerido viola diretamente esses preceitos.

O Código Civil de 2002, em seus arts. 186 e 927, prevê que aquele que, por ação ou omissão, causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. No caso em tela, o requerido, ao negligenciar os deveres parentais, causou danos morais e materiais à parte autora, configurando os pressupostos da responsabilidade civil: conduta ilícita, dano e nexo de causalidade.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seus arts. 4º e 22, reforça o dever dos pais de assegurar o desenvolvimento integral dos filhos, o que inclui a assistência material"'>...

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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
Informações complementares

Simulação de Voto

I. Relatório

Trata-se da análise de Ação de Indenização por Abandono Material e Afetivo Cumulada com Perda da Guarda ajuizada por A. M. da S., menor impúbere, representado por sua genitora M. F. de S., em face de C. E. da S.. A parte autora alega que o requerido negligenciou seus deveres parentais, tanto do ponto de vista material quanto afetivo, causando danos psicológicos e materiais à criança.

Os pedidos incluem a condenação do requerido ao pagamento de indenização por danos morais e materiais, bem como a decretação da perda da guarda.

II. Fundamentação

Nos termos do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, as decisões judiciais devem ser fundamentadas, sob pena de nulidade.

1. Da Constituição e do Melhor Interesse da Criança

A Constituição Federal, em seu art. 227, consagra o princípio do melhor interesse da criança e do adolescente, determinando ser dever da família, da sociedade e do Estado assegurar-lhes, com absoluta prioridade, o direito à convivência familiar, à dignidade e ao desenvolvimento pleno. O abandono material e afetivo, como demonstrado nos autos, viola esse preceito constitucional.

2. Da Responsabilidade Civil

Os arts. 186 e 927 do Código Civil estabelecem que aquele que, por ação ou omissão, causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. No presente caso, a ausência de assistência material e afetiva do requerido configura conduta ilícita que ocasionou danos à parte autora, estabelecendo o nexo causal necessário para a responsabilização.

3. Do Estatuto da Criança e do Adolescente

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seus arts. 4º, 22 e 24, reforça os deveres dos pais com relação à assistência material e afetiva. Quando tais deveres não são cumpridos, o ordenamento jurídico permite a aplicação de medidas como a perda da guarda, visando a proteção integral da criança.

4. Da Jurisprudência

No julgamento do Recurso Especial 1.887.697-RJ, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu a possibilidade de reparação de danos por abandono afetivo, aplicando as regras de responsabilidade civil às relações familiares. No entanto, decisões como as proferidas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) ressaltam a necessidade de comprovação de danos causados pelo comportamento omissivo do genitor.

III. Dispositivo

Ante o exposto e com base nos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana (art. 1º, III) e do melhor interesse da criança (art. 227), bem como nos dispositivos legais do Código Civil e do Estatuto da Criança e do Adolescente, voto no sentido de dar procedência parcial ao pedido da parte autora, nos seguintes termos:

  1. Condenar o requerido ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 30.000,00 (trinta mil reais), corrigidos monetariamente desde o ajuizamento da ação.
  2. Determinar a apuração dos danos materiais em fase de liquidação de sentença.
  3. Decretar a perda da guarda do menor A. M. da S. em favor de sua genitora, M. F. de S., com fundamento no art. 24 do ECA.
  4. Condenar o requerido ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios fixados em 10% sobre o valor da condenação.

Por fim, ressalto a possibilidade de designação de audiência de conciliação nos termos do art. 319, VII, do CPC/2015, visando privilegiar a solução consensual dos conflitos.

IV. Conclusão

Dessa forma, conheço do recurso e dou-lhe provimento parcial para reformar a decisão recorrida, nos exatos termos acima delineados.

Termos em que voto,

Juiz(a) de Direito


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