Modelo de Ação de Revogação de Suspensão da CNH por Taxista com Base em Princípios de Razoabilidade e Proporcionalidade

Publicado em: 14/02/2025 CivelProcesso Civil Trânsito
Pedido judicial de revogação da suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de um taxista, aplicada pelo DETRAN, sob alegação de desproporcionalidade e violação de princípios constitucionais, como a dignidade da pessoa humana e o devido processo legal. A peça fundamenta-se na necessidade da CNH para a subsistência do autor e na ausência de notificação para defesa no processo administrativo, solicitando tutela de urgência para suspender os efeitos da penalidade até o julgamento final.

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___ VARA CÍVEL DA COMARCA DE ___

Processo nº: [inserir número do processo]

PREÂMBULO

A. J. dos S., brasileiro, solteiro, taxista, portador do RG nº ___ e do CPF nº ___, residente e domiciliado na Rua ___, nº ___, Bairro ___, Cidade ___, Estado ___, CEP ___, por intermédio de seu advogado que esta subscreve, com endereço profissional na Rua ___, nº ___, Bairro ___, Cidade ___, Estado ___, CEP ___, endereço eletrônico ___, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fundamento no CPC/2015, art. 319, propor a presente:

AÇÃO DE REVOGAÇÃO DE SUSPENSÃO DA CNH

Em face do Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN), pessoa jurídica de direito público, com sede na Rua ___, nº ___, Bairro ___, Cidade ___, Estado ___, CEP ___, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos.

DOS FATOS

O Requerente exerce a profissão de taxista, sendo a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) instrumento essencial para o desempenho de sua atividade laboral e, consequentemente, para o sustento próprio e de sua família.

Em ___ (data), o Requerente foi surpreendido com a suspensão de sua CNH pelo prazo de 2 (dois) anos, em razão de ter sido preso sob acusação de conduzir veículo com sinais de adulteração. Tal medida foi aplicada administrativamente pelo DETRAN, com base em procedimento que culminou na penalidade de suspensão do direito de dirigir.

Contudo, a suspensão da CNH do Requerente, além de desproporcional, compromete gravemente sua subsistência, uma vez que ele depende exclusivamente da atividade de taxista para prover sua renda.

DO DIREITO

A penalidade de suspensão da CNH, embora prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), deve observar os princípios constitucionais da razoabilidade e da proporcionalidade, conforme preconizado pela CF/88, art. 5º, LIV e LV, que garantem o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.

O Requerente, além de não ter sido devidamente notificado para apresentar defesa no procedimento administrativo, não teve a oportunidade de demonstrar que a suspensão de sua CNH comprometeria sua subsistência, violando, assim, o princípio da dignidade da pessoa humana, previsto na CF/88, art. 1º, III.

Ademais, o CPC/2015, art. 300, estabelece que a concessão de tutela de urgência é cabível quando presentes os requisitos do fumus boni iuris (probabilidade do direito) e do periculum in mora (risco de dano irreparável ou de difícil reparação). No caso em tela, ambos os requisitos estão configurados, uma vez que a suspensão da CNH impede o Requerente de exercer sua profissão, comprometendo sua subsistência e a de sua família.

...


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RELATÓRIO

Trata-se de ação judicial proposta por A. J. dos S., com o objetivo de revogar a suspensão de sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH), aplicada administrativamente pelo Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN). O autor argumenta que a penalidade compromete sua subsistência, uma vez que exerce a profissão de taxista, e aponta violação aos princípios constitucionais do contraditório, ampla defesa e dignidade da pessoa humana.

O DETRAN, por sua vez, defende a regularidade do procedimento administrativo que culminou na aplicação da penalidade, sustentando a presunção de legitimidade do ato administrativo.

FUNDAMENTAÇÃO

Nos termos do art. 93, IX da Constituição Federal de 1988, todas as decisões judiciais devem ser fundamentadas, sob pena de nulidade. Assim, passo à análise dos fatos e fundamentos legais apresentados pelas partes.

Dos Fatos

Conforme relatado, o autor teve sua CNH suspensa pelo prazo de 2 (dois) anos, em razão de acusação de conduzir veículo com sinais de adulteração. O autor afirma que depende exclusivamente da atividade de taxista para prover sua renda e que não foi devidamente notificado para apresentar defesa no procedimento administrativo.

Do Direito

A Constituição Federal, em seu art. 1º, III, consagra o princípio da dignidade da pessoa humana, enquanto os incisos LIV e LV do art. 5º asseguram o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa. Ademais, o art. 300 do CPC/2015 admite a concessão de tutela de urgência quando presentes o fumus boni iuris e o periculum in mora.

No caso concreto, entendo que a penalidade aplicada ao autor compromete sua subsistência, violando o princípio da dignidade da pessoa humana. Além disso, há indícios de irregularidade no procedimento administrativo, especialmente no que tange à ausência de notificação adequada, o que viola o direito ao contraditório e à ampla defesa.

A jurisprudência tem reconhecido a possibilidade de revisão de atos administrativos que resultem em prejuízos desproporcionais ao administrado. Destaco, por exemplo, o entendimento do Tribunal de Justiça de São Paulo no Agravo de Instrumento nº Acórdão/TJSP, no qual se admitiu a revisão de penalidade administrativa em razão de irregularidades no procedimento.

DISPOSITIVO

Diante do exposto, com fundamento no art. 93, IX da Constituição Federal, conheço do pedido e JULGO PROCEDENTE a presente ação, para:

  1. SUSPENDER os efeitos da penalidade de suspensão da CNH do autor, permitindo-lhe exercer sua atividade de taxista até o julgamento final da presente ação;
  2. DETERMINAR que o DETRAN seja intimado para regularizar qualquer vício no procedimento administrativo no prazo de 30 (trinta) dias, sob pena de invalidação definitiva da penalidade;
  3. CONDENAR o DETRAN ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, que arbitro em 10% (dez por cento) do valor da causa.

Publique-se. Registre-se. Intimem-se.

[Local], [Data].

_______________________________________
[Nome do Magistrado(a)]
Juiz(a) de Direito


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