Modelo de Ação Declaratória de Inexigibilidade de Débito com Pedido de Indenização por Danos Materiais e Morais Contra Instituição Financeira

Publicado em: 16/07/2024 Consumidor
Proposta de Ação Declaratória de Inexigibilidade de Débito cumulada com pedido de indenização por danos materiais e morais, ajuizada por consumidor contra instituição financeira devido à cobrança indevida e negativação em órgãos de proteção ao crédito. A demanda fundamenta-se na falha na prestação de serviços, em transações fraudulentas realizadas no cartão de crédito do autor, com base no Código de Defesa do Consumidor, pleiteando também danos morais in re ipsa pela conduta do réu. Inclui pedidos de citação do réu, estorno de valores, reparação pecuniária e custas processuais.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CÍVEL DA COMARCA DE __________

Distribuição por dependência

PREÂMBULO

A. J. dos S., brasileiro, estado civil, profissão, portador do CPF nº XXX.XXX.XXX-XX e RG nº X.XXX.XXX-X, residente e domiciliado na Rua __________, nº ____, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, CEP __________, endereço eletrônico __________, por intermédio de seu advogado que esta subscreve (procuração anexa), com escritório profissional situado na Rua __________, nº ____, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, CEP __________, endereço eletrônico __________, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência propor a presente

AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXIGIBILIDADE DE DÉBITO C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS

em face de BANCO XYZ S.A., pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº XX.XXX.XXX/XXXX-XX, com sede na Rua __________, nº ____, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, CEP __________, endereço eletrônico __________, pelos motivos de fato e de direito a seguir expostos.

DOS FATOS

O Autor é titular de um cartão de crédito emitido pelo Réu, utilizado regularmente para suas transações financeiras. No entanto, em data de __/__/____, o Autor foi surpreendido com a cobrança de diversas compras que não reconhece, realizadas de forma fraudulenta por terceiros, totalizando o valor de R$ __________.

Imediatamente, o Autor entrou em contato com o Réu para contestar as transações, solicitando o estorno dos valores e a regularização de sua fatura. Apesar de ter seguido todos os procedimentos indicados pelo Réu, este não tomou as providências necessárias para resolver a situação, mantendo a cobrança indevida e, ainda, negativando o nome do Autor junto aos órgãos de proteção ao crédito.

Tal conduta do Réu causou ao Autor não apenas prejuízos materiais, mas também abalo moral significativo, diante da humilhação e do constrangimento sofridos em razão da negativação indevida e da falha na prestação do serviço, que deveria ser seguro e confiável.

DO DIREITO

A relação jurídica entre as partes é regida pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), sendo o Réu fornecedor de serviços e o Autor consumidor, conforme os artigos 2º e 3º do CDC. Nos termos do CDC, art. 14, o fornecedor responde objetivamente pelos danos causados ao consumidor em razão de defeitos relativos à prestação dos serviços, independentemente da existência de culpa.

No caso em tela, a falha na prestação do serviço é evidente, uma vez que o Réu não garantiu a segurança necessária para evitar as transações fraudulentas realizadas no cartão de crédito do Autor. Além disso, ao não estornar os valores indevidamente cobrados e ao negativar o nome do Autor, o Réu agravou ainda mais os danos causados.

Quanto aos danos morais, é pacífico o entendimento de que a negativação indevida do nome do consumidor gera a"'>...

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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
Informações complementares

Simulação de Voto

Relatório

Trata-se de Ação Declaratória de Inexigibilidade de Débito C/C Indenização por Danos Materiais e Morais, proposta por A. J. dos S. em face de Banco XYZ S.A., sob alegação de cobrança indevida de valores oriundos de transações fraudulentas em seu cartão de crédito, bem como negativação indevida de seu nome junto aos órgãos de proteção ao crédito.

O Autor pleiteia a declaração de inexigibilidade do débito, o estorno dos valores cobrados, indenização por danos materiais e morais, além da condenação do Réu ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios.

Fundamentação

1. Dos Fatos e do Direito

Conforme narrado nos autos, o Autor afirma que não reconhece as transações realizadas em seu cartão de crédito, as quais totalizam o valor de R$ __________. Apesar de ter seguido os procedimentos de contestação junto ao Réu, este não apenas manteve as cobranças, como também negativou o nome do Autor.

A relação jurídica entre as partes é disciplinada pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), configurando-se o Autor como consumidor e o Réu como fornecedor de serviços, nos termos dos artigos 2º e 3º do CDC. Assim, aplica-se o regime de responsabilidade objetiva previsto no artigo 14 do CDC, segundo o qual o fornecedor responde pelos danos causados ao consumidor em razão de defeitos na prestação de serviços, independentemente de culpa.

No caso em tela, restou demonstrada a falha na prestação do serviço, uma vez que o Réu não garantiu a segurança das transações realizadas com o cartão de crédito do Autor e, além disso, manteve a cobrança de valores indevidos, agravando o dano ao negativar o nome do Autor.

2. Dos Danos Morais

A jurisprudência pátria é pacífica no sentido de que a negativação indevida do nome do consumidor acarreta dano moral in re ipsa, dispensando a comprovação do prejuízo. O dano moral, nesse caso, decorre do próprio fato danoso, conforme entendimento consolidado nos Tribunais Superiores.

Nesse sentido, colaciona-se o seguinte precedente:

TJSP (12ª Câmara de Direito Privado) - Apelação Cível Acórdão/TJSP - Rel.: Des. Sandra Galhardo Esteves - J. em 06/06/2024: "As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações bancárias. [...] O abalo moral decorrente do defeito na prestação de serviço pela falta da segurança legitimamente esperada pelo consumidor é evidente. Trata-se de dano in re ipsa."

Assim, resta configurado o dever de indenizar por parte do Réu.

3. Da Inexigibilidade do Débito

Considerando que as transações contestadas pelo Autor foram realizadas de forma fraudulenta, resta evidente a inexigibilidade dos valores cobrados pelo Réu. Ademais, a manutenção da cobrança e a negativação do nome do Autor são incompatíveis com o dever de boa-fé objetiva que deve nortear as relações de consumo.

Conclusão

Ante o exposto, com fundamento no artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988, JULGO PROCEDENTE o pedido formulado por A. J. dos S. para:

  1. Declarar a inexigibilidade do débito contestado, no valor de R$ __________;
  2. Condenar o Réu ao pagamento de indenização por danos materiais, no valor de R$ __________;
  3. Condenar o Réu ao pagamento de indenização por danos morais, no valor de R$ __________, a ser corrigido monetariamente a partir da data deste julgamento;
  4. Condenar o Réu ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, fixados em 10% sobre o valor da condenação, nos termos do artigo 85, §2º, do CPC/2015.

Publique-se. Registre-se. Intimem-se.

__________, __ de __________ de 20__.

____________________________
Magistrado (a)


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