Modelo de Alegações Finais em Ação Reivindicatória com Fundamentação no Direito de Propriedade e Posse Injusta
Publicado em: 27/06/2024 CivelAO JUÍZO DE DIREITO DA VARA CÍVEL DA COMARCA DE MUCAMBO – CE
Processo nº: [INSERIR NÚMERO DO PROCESSO]
Autor: JOSÉ MARIA ALCÂNTARA LIMA
Réus: ANTÔNIO LUIZ DE AGUIAR e RAIMUNDA SULANI ALCÂNTARA DE AGUIAR
JOSÉ MARIA ALCÂNTARA LIMA, já devidamente qualificado nos autos, por meio de seu advogado, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar suas ALEGAÇÕES FINAIS na presente AÇÃO REIVINDICATÓRIA, com fundamento no art. 1.228 do Código Civil e demais dispositivos aplicáveis, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos.
1. DOS FATOS
O autor é legítimo proprietário do imóvel descrito nos autos, conforme comprovado pela certidão de inteiro teor do registro imobiliário e pelos comprovantes de pagamento de IPTU anexados. O imóvel, situado no município de Mucambo, foi adquirido pelo autor em 1994, sendo que a cadeia dominial remonta a 1994, sem qualquer registro de transferência ou posse legítima por parte dos réus.
Os réus, no entanto, invadiram parte do terreno do autor, ocupando injustamente uma área de 8,0 metros de frente por 5,80 metros de fundos, conforme demonstrado por fotos e vídeos anexados aos autos. Tal posse é injusta, uma vez que os réus não possuem título de domínio ou qualquer justificativa jurídica para a ocupação do imóvel.
Importante destacar que a presente ação não se confunde com a ação possessória anteriormente ajuizada pelo autor, uma vez que esta versa sobre o direito de propriedade, enquanto aquela tratava exclusivamente da posse.
2. DO DIREITO
A presente ação reivindicatória encontra fundamento no art. 1.228 do Código Civil, que assegura ao proprietário o direito de reaver a coisa de quem injustamente a possua ou detenha. Para o deferimento da ação reivindicatória, é necessário que o autor demonstre:
- a) Titularidade do domínio: O autor comprovou ser o legítimo proprietário do imóvel, mediante a apresentação da certidão de inteiro teor do registro imobiliário.
- b) Individualização da coisa: O imóvel está devidamente descrito e individualizado nos autos, com suas confrontações e dimensões claramente especificadas.
- c) Posse injusta exercida pelos réus: Os réus ocupam o imóvel sem qualquer título de domínio ou justificativa jurídica, configurando posse injusta.
Ademais, a Constituição Federal, em seu art. 5º, inciso XXII, garante o direito de propriedade como um direito fundamental, devendo ser protegido contra qualquer violação.
3. DA INEXISTÊNCIA DE COISA JULGADA
Conforme amplamente demonstrado nos autos, a presente ação não configura ofensa à coisa julgada, uma vez que a causa de pedir e o pedido são distintos da ação possessória anteriormente ajuizada. Enquanto a ação possessória discutia exclusivamente a posse, a presente ação reivindicatória tem como objeto o direito de propriedade, conforme entendimento consolidado nos tribunais pátrios.