Modelo de Alegações Finais em Processo Criminal - Defesa de Acusado por Tráfico de Drogas

Publicado em: 03/04/2025 Droga Direito Penal Processo Penal
Apresentação de alegações finais em processo criminal envolvendo acusação de tráfico de drogas (Lei 11.343/2006, art. 33, caput). A defesa argumenta pela ausência de provas concretas que demonstrem a prática do tráfico, solicitando a absolvição do réu com base no CPP, art. 386, VII, ou, subsidiariamente, a desclassificação para posse de drogas para consumo pessoal (Lei 11.343/2006, art. 28, caput). O documento destaca fundamentos jurídicos, análise de provas e jurisprudências relevantes para a defesa.

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE SÃO PAULO/SP

Processo nº 1523031-33.2024.8.26.0228

T. G. DO N., já qualificado nos autos do processo em epígrafe, por meio de seu advogado que esta subscreve, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar suas ALEGAÇÕES FINAIS, com fundamento no CPP, art. 403, § 3º, pelos motivos de fato e de direito a seguir expostos:

PREÂMBULO

O presente feito trata da acusação de tráfico de drogas (Lei 11.343/2006, art. 33, caput) imputada ao réu, sob a alegação de que teria sido encontrado em sua posse 3 (três) pedras de crack e que, em um terreno próximo, foram localizadas outras substâncias entorpecentes. Contudo, não há elementos concretos que demonstrem a prática do crime de tráfico, sendo imperiosa a absolvição do acusado, conforme será demonstrado.

DOS FATOS

No dia 25 de setembro de 2024, o réu foi abordado por policiais na Rua _______, no bairro _________, ______. Durante a busca pessoal, foram encontradas 3 (três) pedras de crack em sua posse. Posteriormente, os policiais localizaram outras substâncias entorpecentes em um terreno próximo, que não estavam sob a posse direta do réu.

Importante destacar que não houve qualquer flagrante de ato de comercialização de drogas, tampouco foram encontrados elementos como dinheiro, balança de precisão ou outros objetos que pudessem indicar a prática de tráfico. O réu, em todas as oportunidades, afirmou ser usuário de drogas, o que é corroborado pelas circunstâncias do caso.

DO DIREITO

A acusação de tráfico de drogas exige a comprovação inequívoca da destinação comercial das substâncias apreendidas, conforme disposto na Lei 11.343/2006, art. 33, caput. No entanto, no presente caso, não há elementos suficientes para configurar o crime de tráfico, sendo aplicável a desclassificação para o art. 28, caput, da mesma lei, que trata da posse de drogas para consumo pessoal.

Nos termos da Lei 11.343/2006, art. 28, § 2º, para a caracterização do tráfico, devem ser analisados elementos como a quantidade e a natureza da substância, as condições em que se deu a apreensão, a conduta do agente e seus antecedentes. No caso em tela, a quantidade de droga apreendida (3 pedras de crack) é ínfima e compatível com a condição de usuário, não havendo qualquer indício de mercancia.

Além disso, a ausência de dinheiro, petrechos para fracionamento ou embalo, e a inexistência de testemunhas que tenham presenciado atos de venda reforçam a tese de que o réu é"'>...

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Informações complementares

Segue abaixo a simulação do voto do magistrado, em formato HTML, considerando os elementos do documento jurídico apresentado:

Simulação de Voto

I. Relatório

Trata-se de ação penal em que o réu, T. G. do N., foi denunciado pelo Ministério Público pela prática do crime de tráfico de drogas, previsto na Lei 11.343/2006, art. 33, caput. Consta na denúncia que foram apreendidas 3 (três) pedras de crack em sua posse e outras substâncias entorpecentes em um local próximo, sem que houvesse flagrante de mercancia. O réu, por sua vez, alega ser usuário de drogas, não traficante, e pleiteia a absolvição ou a desclassificação para o delito de posse de drogas para consumo pessoal, previsto na Lei 11.343/2006, art. 28, caput.

Os autos foram devidamente instruídos, com a oitiva de testemunhas, interrogatório do acusado e apresentação de alegações finais pelas partes.

II. Fundamentação

A. Dos Fatos e Provas

Conforme relatado, o réu foi abordado por policiais que localizaram em sua posse 3 (três) pedras de crack. Posteriormente, substâncias entorpecentes foram encontradas em um terreno próximo, mas sem vínculo direto com o réu. Não foram encontrados elementos característicos da prática de mercancia, como balança de precisão, dinheiro ou instrumentos de fracionamento. Ademais, o réu afirmou, de forma consistente, que é usuário de drogas, posição corroborada pelas circunstâncias do caso.

B. Do Direito Aplicável

Nos termos da Lei 11.343/2006, art. 33, caput, para a configuração do crime de tráfico de drogas, é necessária a comprovação inequívoca da destinação comercial das substâncias entorpecentes. A Lei 11.343/2006, art. 28, caput, por sua vez, distingue o consumo pessoal da prática de tráfico, considerando elementos como quantidade, natureza da substância, conduta do agente e local da apreensão (Lei 11.343/2006, art. 28, § 2º).

No caso em tela, a quantidade ínfima de droga apreendida (3 pedras de crack) e a ausência de elementos indicativos de mercancia apontam para a condição de usuário, não havendo provas concretas de que o réu praticava tráfico. O princípio da presunção de inocência, previsto na CF/88, art. 5º, LVII, deve prevalecer, uma vez que a acusação não se desincumbiu do ônus de demonstrar, de forma inequívoca, a destinação comercial das substâncias apreendidas.

C. Jurisprudência

A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e dos Tribunais de Justiça é pacífica no sentido de que a condenação por tráfico de drogas exige provas concretas da prática de mercancia. Nesse sentido:

  • HC Acórdão/STJ: \"A simples posse de entorpecente, sem outros elementos indicativos de mercancia, não é suficiente para a condenação pelo crime de tráfico de drogas.\"
  • TJSP, Apelação Criminal Acórdão/TJSP: \"A quantidade de droga, desacompanhada de outros elementos como dinheiro, petrechos para fracionamento ou embalo e testemunhos de mercancia, não é suficiente para configurar o tráfico.\"

Com base nessas decisões, conclui-se que o caso em análise não apresenta elementos suficientes para a configuração do crime de tráfico de drogas, sendo cabível a desclassificação para o delito de posse de drogas para consumo pessoal.

III. Dispositivo

Diante do exposto, e com fundamento na CF/88, art. 93, IX, voto no sentido de:

  1. Julgar improcedente a denúncia quanto à prática do crime de tráfico de drogas, previsto na Lei 11.343/2006, art. 33, caput;
  2. Desclassificar a conduta imputada ao réu para o delito de posse de drogas para consumo pessoal, previsto na Lei 11.343/2006, art. 28, caput, determinando a aplicação das medidas educativas previstas na legislação;
  3. Determinar a expedição de alvará de soltura, caso o réu ainda se encontre preso, em razão da desclassificação do delito;
  4. Intimar o Ministério Público para ciência e manifestação, nos termos da lei.

É como voto.

São Paulo, ___ de __________ de 2025.

______________________________
Juiz(a) de Direito

### Explicação: 1. Estruturação: O texto foi organizado em seções claras: Relatório, Fundamentação e Dispositivo, como em uma decisão judicial. 2. Fundamentação Jurídica: Fundamentação baseada nos fatos, na legislação (CF/88 e Lei 11.343/2006) e na jurisprudência apresentada. 3. Decisão: Julgamento procedente ou não procedente do pedido com base nas alegações e provas.


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