Modelo de Contestação em Processo sobre Impenhorabilidade de Imóvel como Bem de Família com Fundamentação na Lei 8.009/90
Publicado em: 16/05/2024 CivelProcesso CivilCONTESTAÇÃO
PROCESSO Nº [INSERIR NÚMERO]
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA [INSERIR VARA] DA COMARCA DE [INSERIR COMARCA]
[Nome completo da parte], [estado civil], [profissão], portador do CPF nº [inserir] e RG nº [inserir], residente e domiciliado em [endereço completo], por seu advogado que esta subscreve, com endereço profissional em [endereço completo], onde recebe intimações, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, nos autos da [natureza da ação] movida por [nome da parte autora], apresentar sua
CONTESTAÇÃO
com fundamento nos fatos e fundamentos jurídicos a seguir expostos:
PREÂMBULO
A presente contestação visa impugnar a alegação de que o imóvel objeto da presente lide seria caracterizado como bem de família, nos termos da Lei 8.009/90. A parte autora não conseguiu demonstrar, de forma cabal, que o referido imóvel atende aos requisitos legais para ser considerado impenhorável, conforme será demonstrado a seguir.
DOS FATOS
A parte autora alega que o imóvel penhorado é bem de família, protegido pela impenhorabilidade prevista na Lei 8.009/90. Contudo, a documentação apresentada não comprova que o imóvel seja utilizado como residência permanente da entidade familiar, tampouco que seja o único imóvel destinado a essa finalidade.
Ademais, há indícios de que a parte autora possui outros imóveis e que o bem penhorado não é utilizado como moradia, mas sim para outros fins, o que descaracteriza a proteção legal conferida ao bem de família.
DO DIREITO
A Lei 8.009/90, em seu art. 1º, estabelece que o imóvel residencial próprio da entidade familiar é impenhorável, salvo nas hipóteses previstas na própria lei. No entanto, para que o imóvel seja considerado bem de família, é imprescindível que a parte interessada comprove que o bem é utilizado como residência permanente da entidade familiar.
O ônus da prova recai sobre a parte que alega a impenhorabilidade, conforme disposto no CPC/2015, art. 373, I. No caso em tela, a parte autora não apresentou documentos suficientes para demonstrar que o imóvel atende aos requisitos legais para ser considerado bem de família.
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