Modelo de Exceção de Executividade: Impugnação à Penhora de Salários com Base na Impenhorabilidade Prevista no CPC
Publicado em: 29/04/2024 CivelExceção de Executividade
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___ Vara Cível da Comarca de __________
Processo nº: __________
Excipiente: M. F. de S. L.
Exequente: B. S. A.
PREÂMBULO
M. F. de S. L., brasileira, solteira, professora, portadora do CPF nº __________, residente e domiciliada na Rua __________, nº ___, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, por intermédio de seu advogado, com endereço eletrônico __________, nos termos do CPC/2015, art. 319, apresentar a presente EXCEÇÃO DE EXECUTIVIDADE, em face de B. S. A., pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº __________, com sede na Rua __________, nº ___, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos.
DOS FATOS
A Exequente ajuizou ação de execução em face da Excipiente, pleiteando a penhora de valores provenientes de sua remuneração como professora. No entanto, a Excipiente aufere rendimentos mensais que não ultrapassam o limite de dois salários mínimos, sendo tais valores destinados exclusivamente à sua subsistência e de sua família.
A Exequente requereu a penhora integral dos salários da Excipiente, o que é manifestamente ilegal, tendo em vista o caráter alimentar da verba salarial e a proteção conferida pelo CPC/2015, art. 833, IV.
DO DIREITO
A legislação brasileira protege os salários e proventos de natureza alimentar contra penhoras, salvo em situações excepcionais, conforme disposto no CPC/2015, art. 833, IV. Tal proteção visa garantir a dignidade do devedor e assegurar o mínimo existencial necessário à sua subsistência e de sua família.
No caso em tela, a Excipiente aufere rendimentos inferiores a dois salários mínimos, sendo tais valores indispensáveis para sua sobrevivência. A tentativa de penhora integral de seus salários viola frontalmente o princípio da dignidade da pessoa humana, previsto na CF/88, art. 1º, III, bem como o princípio da proporcionalidade.
Ademais, conforme o CPC/2015, art. 833, §2º, a relativização da impenhorabilidade é adm"'>...