Modelo de Habeas Corpus com Pedido de Liminar para Revogação de Prisão Preventiva por Suposto Constrangimento Ilegal
Publicado em: 26/06/2024 Processo PenalEXCELENTÍSSIMO SENHOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE [INSERIR ESTADO]
(com pedido de liminar)
Impetrante: [Nome do Advogado, OAB/UF, endereço eletrônico]
Paciente: [Nome do Réu]
Autoridade Coatora: Juízo da [Vara Criminal] da Comarca de [Cidade/UF]
PREÂMBULO
[Nome do Advogado], advogado regularmente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção de [UF], sob o nº [OAB/UF], com endereço profissional na [endereço completo], vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fundamento no art. 5º, inciso LXVIII, da Constituição Federal de 1988, e nos arts. 647 e 648 do Código de Processo Penal, impetrar o presente HABEAS CORPUS, com pedido de liminar, em favor de [Nome do Paciente], atualmente preso na [Unidade Prisional], contra ato do MM. Juiz da [Vara Criminal] da Comarca de [Cidade/UF], que manteve a prisão preventiva do paciente, conforme decisão proferida em [data], pelos fatos e fundamentos a seguir expostos.
DOS FATOS
O paciente foi pronunciado pela prática dos crimes de homicídio tentado triplamente qualificado (art. 121, § 2º, incisos II, III e IV, combinado com o art. 14, inciso II, do Código Penal), ameaça (art. 147 do Código Penal) e posse irregular de arma de fogo (art. 14 da Lei 10.826/2003).
Após a pronúncia, o MM. Juiz manteve a prisão preventiva do paciente, fundamentando sua decisão na garantia da ordem pública. Ressalte-se que a manutenção da prisão foi ratificada em juízo de retratação, mesmo após a interposição de Recurso em Sentido Estrito (RESE), em decisão proferida em 16/04/2024.
A prisão preventiva foi inicialmente decretada com base em alegações de que o paciente teria ameaçado a vítima, seis meses após o primeiro crime, por intermédio de terceiros. Contudo, a testemunha que teria ouvido tais ameaças não foi arrolada pelo Ministério Público, configurando ausência de elementos probatórios concretos que justifiquem a manutenção da custódia cautelar.
Importante destacar que já foram impetrados dois pedidos de habeas corpus e um pedido de liberdade provisória por advogados anteriores, todos indeferidos. Contudo, o presente writ traz novos fundamentos e elementos que demonstram o constrangimento ilegal imposto ao paciente.
DO DIREITO
A manutenção da prisão preventiva do paciente viola os princípios constitucionais da presunção de inocência (CF/88, art. 5º, LVII) e da proporcionalidade, além de não atender aos requisitos previstos "'>...