Modelo de Pedido de Habeas Corpus Preventivo para Revogação de Prisão Preventiva por Excesso de Prazo e Cerceamento de Defesa
Publicado em: 18/05/2024 Direito Penal Processo PenalEXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) DESEMBARGADOR(A) PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE [INSERIR ESTADO]
HABEAS CORPUS
Impetrante: [Nome do Advogado(a)], brasileiro(a), inscrito(a) na OAB/UF sob o nº [número], com endereço profissional na [endereço completo], endereço eletrônico [e-mail].
Paciente: [Nome do Paciente], brasileiro, estado civil [estado civil], profissão [profissão], portador do CPF nº [número], atualmente custodiado no [local de custódia].
Em favor do PACIENTE, vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência, com fundamento no artigo 5º, inciso LXVIII, da Constituição Federal de 1988, e nos artigos 647 e 648 do Código de Processo Penal, impetrar o presente HABEAS CORPUS, com pedido liminar, em face de ato coator praticado pelo MM. Juiz de Direito da [Vara/Comarca], pelos motivos de fato e de direito a seguir expostos.
PREÂMBULO
Trata-se de habeas corpus preventivo com o objetivo de revogar a prisão preventiva do Paciente, que se encontra encarcerado há mais de dois anos, sob a acusação de suposto crime de estupro de vulnerável (CP, art. 217-A). A instrução processual encontra-se inconclusa, com evidente cerceamento de defesa, uma vez que o magistrado de origem recusou-se a intimar as testemunhas de defesa, sob a alegação de que estas não foram encontradas pelo oficial de justiça, encerrando a instrução processual de forma arbitrária.
DOS FATOS
O Paciente encontra-se preso preventivamente há mais de dois anos, acusado de suposto crime de estupro de vulnerável. Desde o início, a defesa tem sustentado que os fatos narrados na denúncia são fruto de uma armação, com o intuito de incriminar um inocente. Inclusive, a genitora da suposta vítima já manifestou interesse em retirar a queixa ou alterar a versão dos fatos.
Durante a instrução processual, a defesa requereu a oitiva de testemunhas fundamentais para comprovar a inocência do Paciente. Contudo, o magistrado de origem, sob a alegação de que o oficial de justiça não conseguiu localizar as testemunhas, encerrou a instrução processual, recusando-se a determinar a intimação coercitiva das mesmas. Tal conduta caracteriza cerceamento de defesa, violando os princípios constitucionais do contraditório e da ampla defesa (CF/88, art. 5º, LV).
Diante desse cenário, resta evidente o constrangimento ilegal sofrido pelo Paciente, que permanece preso preventivamente sem que tenha sido oportunizado o pleno exercício de sua defesa, configurando flagrante violação ao devido processo legal (CF/88, art. 5º, LIV).
DO DIREITO
A prisão preventiva do Paciente, que já perdura por mais de dois anos, afronta os princípios da razoa"'>...