Modelo de Pedido à Ouvidoria do STJ para Análise e Providências sobre Litígio de Longa Duração com Decisões Conflitantes
Publicado em: 26/02/2025 AdministrativoCivelProcesso CivilEXCELENTÍSSIMA OUVIDORIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
Assunto: Pedido de análise e providências quanto à existência de decisões conflitantes e litígios de longa duração.
PREÂMBULO
A., brasileiro, estado civil, profissão, portador do CPF nº XXX.XXX.XXX-XX, residente e domiciliado na Rua X, nº Y, Bairro Z, Cidade W, Estado V, CEP XXXXX-XXX, endereço eletrônico: [email protected], vem, respeitosamente, à presença desta Ouvidoria, expor e requerer o que segue.
DOS FATOS
Trata-se de um litígio que perdura por mais de 50 (cinquenta) anos, envolvendo uma área de 74 alqueires, dentro da qual a parte adversa alega possuir 25 alqueires. Durante esse período, foram manejados mais de 120 (cento e vinte) processos judiciais, sem que houvesse uma solução definitiva para o conflito.
No decorrer dos anos, foram proferidas decisões pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), incluindo uma decisão de usucapião no ano de 1975 e outra de reintegração de posse em 1997. Além disso, outras duas decisões de reintegração de posse determinaram que o litígio fosse resolvido pelas vias ordinárias, sem que houvesse avanço significativo na resolução do caso.
Recentemente, a parte adversa tenta obter os 25 alqueires por meio de retificação de área, utilizando-se da matrícula nº 161.590. Tal situação demonstra a perpetuação do conflito, sem que se alcance uma solução definitiva, o que gera insegurança jurídica e desgaste para as partes envolvidas.
DO DIREITO
O presente caso envolve a aplicação de princípios fundamentais do ordenamento jurídico brasileiro, como o princípio da segurança jurídica e o princípio da duração razoável do processo, consagrados no art. 5º, incisos XXXV e LXXVIII, da Constituição Federal de 1988 (CF/88).
A perpetuação de litígios por mais de 50 anos, com a existência de decisões conflitantes, viola o direito das partes à solução definitiva do conflito e compromete a credibilidade do Poder Judiciário. O Código de Processo Civil de 2015 (CPC/2015) estabelece, em seu art. 926, que os tribunais devem uniformizar sua jurisprudência e mantê-la estável, íntegra e coerente, o que não se verifica no presente caso.
Ademais, o art. 4º da Lei 9.784/1999 impõe à Administração Pública o dever de atuar com eficiência e celeridade, o que também deve ser observado pelo Poder Judiciário na condução de processos judiciais.