Modelo de Pedido de Arquivamento de Inquérito Policial por Duplicidade Processual e Denunciação Caluniosa com Base no Princípio do Ne Bis in Idem

Publicado em: 26/03/2024 Direito Penal
Petição inicial apresentada à Vara Criminal, requerendo o arquivamento de inquérito policial instaurado com base nos mesmos fatos já discutidos em ação penal anterior, alegando violação ao princípio do ne bis in idem, ausência de justa causa e inclusão de testemunhas falsas. Fundamenta-se na CF, art. 5º, XXXVI, CPP, art. 395, I, e CP, arts. 339 e 342, destacando a necessidade de apuração das condutas do denunciante e revisão do posicionamento do Ministério Público.

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE __________

PREÂMBULO

Processo nº: (indicar o número do processo, se houver)
Requerente: (nome completo do requerente, qualificação e endereço eletrônico)
Requerido: (nome completo do requerido, qualificação e endereço eletrônico)
Valor da Causa: R$ (indicar o valor da causa, se aplicável)

DOS FATOS

A presente demanda versa sobre a conduta do denunciante, que, após impetrar ação penal de danos, ingressou com um inquérito policial baseado nos mesmos fatos, sem a participação da Defensoria Pública, o que caracteriza duplicidade processual. Além disso, o denunciante incluiu testemunhas falsas e agravou as acusações contra a vítima, que, na realidade, é a parte acusada. Tal inquérito foi recebido pelo Ministério Público, o que não deveria ocorrer, pois viola o princípio da vedação de processos repetitivos e da segurança jurídica.

A acusada, ora vítima, apresentou defesa robusta com provas que contrariam as alegações do denunciante, evidenciando a ausência de justa causa para a instauração do inquérito policial. A conduta do denunciante não apenas desrespeita os princípios processuais, como também configura abuso de direito e tentativa de manipulação do sistema judiciário.

DO DIREITO

A duplicidade de ações com os mesmos fatos viola o princípio do ne bis in idem, consagrado no ordenamento jurídico brasileiro, que impede que uma pessoa seja processada ou punida mais de uma vez pelo mesmo fato. Tal princípio encontra respaldo na CF/88, art. 5º, inciso XXXVI, que assegura a proteção à coisa julgada e à segurança jurídica.

Ademais, a instauração de inquérito policial com base em fatos já discutidos em ação penal anterior afronta o CPP, art. 395, I, que determina a rejeição de denúncia ou queixa quando faltar justa causa para a ação penal. A ausência de elementos probatórios mínimos para sustentar as acusações do denunciante reforça a necessidade de arquivamento do inquérito.

A inclusão de testemunhas falsas e a tentativa de manipulação dos fatos configuram, ainda, crimes contra a administração da justiça, previstos no CP, art. 342, que trata do falso testemunho, e no CP, art. 339, que trata da denunciação caluniosa. Tais condutas devem ser apuradas e punidas com o rigor da lei.

Por fim, a atuação do Ministério Público ao receber o inquérito policial, sem observar a dup"'>...

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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
Informações complementares

Simulação de Voto

Relatório

Trata-se de recurso interposto em face de inquérito policial instaurado com base em fatos já discutidos em ação penal anterior. A parte recorrente alega duplicidade processual, ausência de justa causa e a inclusão de testemunhas falsas por parte do denunciante. O caso foi recebido pelo Ministério Público, sem observância do princípio da segurança jurídica e do ne bis in idem.

Voto

1. Dos Fatos

Consoante os autos, verifica-se que a presente demanda diz respeito à instauração de inquérito policial baseado em fatos já objeto de ação penal anterior. A acusada, ora vítima, apresentou defesa acompanhada de provas que evidenciam a ausência de fundamento para a continuidade do procedimento investigativo, apontando ainda para a existência de testemunhas falsas e manipulação do sistema judiciário por parte do denunciante.

2. Dos Fundamentos Constitucionais e Legais

A análise da matéria impõe a observância do princípio do ne bis in idem consagrado no art. 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal de 1988, que assegura a proteção à coisa julgada e à segurança jurídica. Tal princípio é reforçado pelo art. 395, inciso I, do Código de Processo Penal, que determina a rejeição de denúncia ou queixa nas hipóteses de ausência de justa causa.

Ainda, a inclusão de testemunhas falsas e a manipulação dos fatos configuram crimes contra a administração da justiça, previstos no art. 342 (falso testemunho) e no art. 339 (denunciação caluniosa) do Código Penal.

O Ministério Público, ao receber o inquérito sem observar a duplicidade processual, incorreu em erro material, o que merece a devida correção em respeito ao devido processo legal.

3. Jurisprudência

A jurisprudência é clara em casos semelhantes:

  • STJ (Corte Especial) - QUEIXA‑CRIME 8 - Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva: "Queixa-crime rejeitada por falta de justa causa."
  • TJSP (1ª Turma Cível e Criminal) - Apelação Criminal Acórdão/TJSP: "A ausência de justa causa para a ação penal fundamenta o arquivamento do inquérito."
  • TJSP (13ª Câmara de Direito Criminal) - Recurso em Sentido Estrito Acórdão/TJSP: "A duplicidade de acusações com os mesmos fatos é causa de rejeição de denúncia."

4. Conclusão

Diante do exposto, voto pelo provimento do recurso, com a consequente:

  1. Determinação do arquivamento do inquérito policial, em observância ao princípio do ne bis in idem;
  2. Determinação para apuração das condutas do denunciante, especialmente quanto à inclusão de testemunhas falsas, nos termos dos arts. 339 e 342 do Código Penal;
  3. Comunicação ao Ministério Público para reavaliação de sua atuação no caso, considerando a ausência de justa causa;
  4. Condenação do denunciante ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios.

Dispositivo

Em face do exposto, conheço do recurso e dou-lhe provimento para determinar o arquivamento do inquérito policial, nos termos do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988.

É como voto.

Local e data: __________.
Assinatura: __________.
Nome e OAB do magistrado: __________.


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