Modelo de Pedido de Garantia de Direitos Constitucionais, Nulidade de Provas e Revogação de Prisão Preventiva em Processo Criminal

Publicado em: 29/06/2024 Direito Penal
Petição apresentada à Vara Criminal visando garantir os direitos constitucionais do acusado, como o direito ao silêncio e à ampla defesa, bem como requerer a nulidade das provas obtidas sob violação de direitos, incluindo invasão de domicílio sem ordem judicial e coleta de dados sem perícia técnica. O documento também solicita a revogação da prisão preventiva por ausência de fundamentos jurídicos que justifiquem sua manutenção. Baseado em dispositivos constitucionais (CF/88, art. 5º) e jurisprudências do STF e STJ, a peça busca resguardar os princípios da legalidade, presunção de inocência e contraditório.

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ____________

Processo nº ____________

PREÂMBULO

Nome completo do acusado: A. J. dos S., nacionalidade, estado civil, profissão, portador do CPF nº ____________, residente e domiciliado à ____________, vem, por meio de seu advogado, com endereço eletrônico ____________, à presença de Vossa Excelência, apresentar as seguintes considerações e requerimentos em razão da audiência de instrução designada, com fundamento nos dispositivos legais e constitucionais aplicáveis.

DOS FATOS

O acusado foi preso em flagrante sob a alegação de prática de crime, sendo conduzido à delegacia sem que lhe fossem assegurados os direitos constitucionais previstos, como o direito ao silêncio (CF/88, art. 5º, LXIII). Durante a abordagem, houve invasão de domicílio sem ordem judicial, sob o pretexto de consentimento do proprietário, sem qualquer documentação ou gravação que comprove tal autorização, em flagrante violação ao entendimento consolidado pelo STF e STJ.

Ademais, foram obtidas provas do celular do acusado sem a devida perícia técnica, o que compromete a integridade das mensagens e viola os princípios da cadeia de custódia. Durante a audiência de instrução, o acusado foi submetido a constrangimento psicológico, sendo pressionado a responder perguntas do Ministério Público, o que afronta o direito de responder apenas às perguntas de seu advogado.

Por fim, a prisão preventiva foi mantida sem que os motivos que a justificaram inicialmente ainda subsistam, o que enseja o pedido de revogação da medida cautelar.

DO DIREITO

Inicialmente, destaca-se que o direito ao silêncio é uma garantia constitucional prevista no CF/88, art. 5º, LXIII, sendo vedada qualquer interpretação que implique em prejuízo ao acusado por exercer tal prerrogativa. A polícia, ao proceder à prisão em flagrante, deve observar rigorosamente esse princípio, sob pena de nulidade dos atos subsequentes (CPP, art. 157).

Quanto à invasão de domicílio, a CF/88, art. 5º, XI, estabelece que a casa é asilo inviolável, salvo em casos de flagrante delito, desastre ou para prestar socorro, ou ainda mediante ordem judicial. Mesmo em casos de consentimento do proprietário, o STF e o STJ têm decidido que tal autorização deve ser documentada e filmada, sob pena de nulidade, conforme jurisprudência consolidada.

No que tange à obtenção de provas no celular do acusado, o STJ e o STF têm reiterado que a análise de dados deve ser realizada por especialistas, garantindo a integridade das informações e evitando alterações que possam comprometer a validade das provas (CPP, art. 158).

O direito do acusado de responder apenas às perguntas de seu advog"'>...

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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
Informações complementares
Segue a simulação de um voto de magistrado, elaborada em HTML com base no documento jurídico fornecido: Simulação de Voto

Simulação de Voto

Relatório

Trata-se de recurso interposto pelo acusado A. J. dos S., em face da decisão que manteve sua prisão preventiva e admitiu provas obtidas de maneira controversa no curso da instrução criminal. O recorrente requer a nulidade das provas decorrentes de invasão de domicílio sem ordem judicial e a exclusão de mensagens obtidas de seu aparelho celular sem perícia técnica. Ademais, pleiteia a revogação da prisão preventiva por ausência de fundamento atual válido.

Dos Fatos e do Direito

Inicialmente, é importante destacar que a garantia do direito ao silêncio, prevista no art. 5º, LXIII, da Constituição Federal de 1988, foi violada, conforme relatado nos autos. O acusado foi pressionado a responder a perguntas do Ministério Público, situação que afronta diretamente o direito à ampla defesa e ao contraditório, assegurados pelo art. 5º, LV, da Constituição Federal.

Em relação à invasão de domicílio, ressalto que o art. 5º, XI, da Constituição Federal é claro ao estabelecer a inviolabilidade do lar, salvo em casos de flagrante delito ou mediante ordem judicial. Observa-se que, no presente caso, a alegação de "consentimento do proprietário" não foi devidamente documentada ou filmada, contrariando precedentes do STF e do STJ.

No que tange às provas obtidas do aparelho celular do acusado, é necessário observar o disposto no art. 158 do Código de Processo Penal, que exige a realização de perícia técnica para assegurar a integridade das informações. A ausência dessa perícia compromete a validade das provas, conforme jurisprudência consolidada do STF e do STJ.

Por fim, ressalto que a prisão preventiva deve ser uma medida excepcional, fundamentada nos requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal. No caso em análise, não foram demonstrados elementos concretos que justifiquem a manutenção da prisão, especialmente diante da ausência de indícios de que o acusado represente risco à ordem pública ou ao andamento do processo.

Fundamentação

A análise hermenêutica dos fatos e do direito, à luz da Constituição Federal de 1988 e da legislação processual penal, conduz à conclusão de que as provas obtidas de maneira irregular devem ser desentranhadas dos autos, em respeito ao princípio da inadmissibilidade das provas ilícitas, conforme previsto no art. 5º, LVI, da Constituição Federal.

Ademais, o direito à ampla defesa e ao contraditório, pilares do devido processo legal, foi violado, especialmente em razão da pressão psicológica exercida sobre o acusado durante a audiência de instrução. Tal prática não pode ser admitida em um Estado Democrático de Direito.

No tocante à prisão preventiva, a ausência de fundamentos concretos que justifiquem sua manutenção impõe a revogação da medida, em atenção ao princípio da presunção de inocência, garantido pelo art. 5º, LVII, da Constituição Federal.

Dispositivo

Diante do exposto, voto no sentido de:

  1. Declarar a nulidade das provas obtidas mediante invasão de domicílio sem ordem judicial e sem documentação do consentimento do proprietário;
  2. Determinar o desentranhamento das provas obtidas do celular do acusado, em razão da ausência de perícia técnica;
  3. Declarar a nulidade de quaisquer atos processuais que tenham constrangido o acusado durante a audiência de instrução;
  4. Revogar a prisão preventiva do acusado, determinando sua imediata soltura, salvo se por outro motivo estiver preso;
  5. Assegurar a ampla defesa e o contraditório em todos os atos processuais futuros.

É como voto.

Local e data
___________________________
Nome do Magistrado
Cargo: Juiz de Direito

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