Modelo de Reclamação Trabalhista de Jornalista contra Fundação Estadual de Rádio e Televisão por Horas Extras, Danos Morais e Acúmulo de Função

Publicado em: 31/03/2025 Trabalhista Processo do Trabalho
Reclamação trabalhista ajuizada por jornalista contra a Fundação Estadual de Rádio e Televisão Educativa de Mato Grosso do Sul (FERTEL), pleiteando o reconhecimento de horas extras, adicional por acúmulo de função e indenização por danos morais decorrentes de condições de trabalho extenuantes. A ação destaca a violação da jornada especial de 5 horas diárias prevista para jornalistas, conforme o Decreto-Lei 972/1969, e a ausência de pagamento de horas extras para jornadas de 8 a 10 horas. Também aborda o desempenho de funções alheias ao cargo de repórter, como edição de vídeos e supervisão de equipe, sem a devida remuneração, além do estresse e abalo psicológico causados pela sobrecarga de trabalho.

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DO TRABALHO DA ___ VARA DO TRABALHO DE [LOCALIDADE]

Distribuição por dependência, se aplicável

RECLAMAÇÃO TRABALHISTA

Com fundamento na CLT, art. 840, § 1º e CPC/2015, art. 319, a seguir expõe e requer:

PREÂMBULO

Reclamante: M. F. da S. (nome completo abreviado), brasileira, solteira, jornalista, inscrita no CPF sob o nº XXX.XXX.XXX-XX, residente e domiciliada na Rua [endereço completo], e-mail: [email do reclamante].

Reclamada: Empresa FERTEL (Fundação Estadual de Rádio e Televisão Educativa de Mato Grosso do Sul), inscrita no CNPJ sob o nº XX.XXX.XXX/0001-XX, com sede na Rua [endereço completo], e-mail: [email da reclamada].

DO VALOR DA CAUSA

O valor da causa é provisoriamente atribuído em R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), abrangendo os pedidos de horas extras, danos morais e acúmulo de função, conforme detalhado nos pedidos.

DOS FATOS

A Reclamante foi admitida pela Reclamada em 23/01/2024, por meio de contrato por prazo determinado, para exercer a função de Repórter, vinculada ao Projeto “FERTEL”. Sua jornada de trabalho foi estipulada em 40 horas semanais, com expediente diário de 8 horas, conforme contrato anexado aos autos.

O contrato previa a adoção de um regime especial de compensação de horas, conforme os termos estabelecidos na convenção coletiva de trabalho do SENALBA-MS. Contudo, a Reclamada descumpriu as normas legais e convencionais aplicáveis à profissão de jornalista.

De janeiro a agosto de 2024, a Reclamante trabalhou 8 horas diárias, excedendo o limite legal de 5 horas diárias estabelecido para jornalistas, conforme o Decreto-Lei 972/1969, art. 303, §1º. Em casos excepcionais, a jornada poderia ser estendida para 7 horas, desde que houvesse expressa concordância e remuneração adicional, o que não ocorreu.

Além disso, em diversas ocasiões, a Reclamante foi compelida a trabalhar até 10 horas diárias, sem qualquer pagamento de horas extras. A pressão constante no ambiente de trabalho e a sobrecarga de tarefas geraram danos morais à Reclamante, que sofreu com estresse e abalo psicológico.

Ademais, a Reclamante acumulou funções que não eram pertinentes à sua atividade de repórter, como edição de vídeos e supervisão de outros profissionais, sem a devida contraprestação financeira.

DO DIREITO

1. DAS HORAS EXTRAS

O Decreto-Lei 972/1969, art. 303, § 1º, estabelece que a jornada de trabalho dos jornalistas é limitada a 5 horas diárias. Em casos excepcionais, pode ser estendida para 7 horas, desde que haja expressa concordância do empregado e pagamento adicional, o que não foi observado pela Reclamada.

Nos termos da CF/88, art. 7º, XIII e XVI, é direito do trabalhador a limitação da jornada de trabalho e o pagamento de horas extras com acréscimo de, no mínimo, 50%. A Reclamada, ao exigir jornadas de 8 a 10 horas diárias, violou a legislação trabalhista, devendo ser condenada ao pagamento das horas extras correspondentes.

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Informações complementares

Simulação de Voto

Relatório e Fundamentação

Senhoras e Senhores,

Trata-se de reclamação trabalhista ajuizada por M. F. da S., que reivindica o reconhecimento de horas extras, indenização por danos morais e adicional por acúmulo de função em face da Reclamada, Fundação Estadual de Rádio e Televisão Educativa de Mato Grosso do Sul (FERTEL). A Reclamante alega que sua jornada de trabalho excedeu os limites legais impostos à profissão de jornalista, além de relatar acúmulo de funções e condições de trabalho que lhe causaram abalo psicológico.

Análise Hermenêutica e Constitucional

Inicialmente, saliento que a CF/88, art. 93, inciso IX, determina que todas as decisões judiciais devem ser fundamentadas, sob pena de nulidade. Assim, passo à análise dos fatos e fundamentos apresentados.

Conforme o Decreto-Lei 972/1969, art. 303, § 1º, a jornada de trabalho dos jornalistas é limitada a 5 horas diárias, podendo ser excepcionalmente estendida para até 7 horas mediante expressa concordância e pagamento adicional. A prova documental e testemunhal constante nos autos demonstra que a Reclamante cumpriu jornadas de até 10 horas diárias, sem a devida remuneração pelas horas excedentes. Tal prática configura violação a CF/88, art. 7º, XIII e XVI, que consagra o direito à limitação da jornada de trabalho e ao pagamento de horas extras.

No tocante ao pedido de indenização por danos morais, a Reclamante demonstrou que sofreu pressão excessiva e sobrecarga de trabalho, comprometendo sua dignidade e saúde mental. A CF/88, art. 1º, III, consagra a dignidade da pessoa humana como fundamento da República, enquanto o CCB/2002, art. 170 valoriza o trabalho humano como princípio da ordem econômica. Além disso, o CCB/2002, art. 186 e CCB/2002, art. 927, prevê a reparação por danos morais quando comprovada a conduta lesiva.

Já em relação ao acúmulo de funções, restou comprovado que a Reclamante desempenhou atividades alheias àquelas previstas em seu contrato de trabalho, sem a correspondente contraprestação financeira. Tal prática viola o princípio constitucional da contraprestação justa e o equilíbrio contratual, sendo passível de reparação conforme jurisprudência pacificada.

Decisão

Ante o exposto, voto no sentido de julgar procedente a reclamação trabalhista, para:

  • Reconhecer a jornada de trabalho de 8 a 10 horas diárias, condenando a Reclamada ao pagamento de horas extras com acréscimo de 50%, conforme a CF/88, art. 7º, XVI.
  • Condenar a Reclamada ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais), em razão das condições de trabalho extenuantes e do abalo psicológico causado à Reclamante, nos termos da CF/88, art. 1º, III e CCB/2002, art. 186 e CCB/2002, art. 927.
  • Determinar o pagamento de adicional por acúmulo de função, em valor a ser arbitrado no momento da liquidação da sentença, considerando as funções adicionais desempenhadas pela Reclamante.
  • Conceder os benefícios da justiça gratuita à Reclamante, nos termos da CLT, art. 790, § 3º.
  • Fixar honorários advocatícios sucumbenciais, conforme a CLT, art. 791-A.

Determino ainda a produção de provas adicionais que se façam necessárias durante a execução do julgado, para garantir a correta apuração dos valores devidos.

Conclusão

Assim, com fundamento na CF/88, art. 93, IX, voto pela procedência dos pedidos formulados pela Reclamante, com a consequente condenação da Reclamada nos termos acima especificados.

É como voto.

[Localidade], [Data]

Magistrado(a): [Nome do Magistrado(a)]


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