Modelo de Recurso Administrativo Contra Cobrança Retroativa de Energia Elétrica por Suposta Fraude no Medidor
Publicado em: 21/01/2025 AdministrativoCivelConsumidorRECURSO ADMINISTRATIVO
PREÂMBULO
Excelentíssimo Senhor Diretor da Agência Reguladora de Energia Elétrica (ANEEL),
A empresa consumidora M. F. de S. L., inscrita no CNPJ sob o nº 00.000.000/0001-00, com sede na Rua Exemplo, nº 123, Bairro Centro, Cidade São Paulo/SP, CEP 00000-000, vem, respeitosamente, interpor o presente RECURSO ADMINISTRATIVO contra a decisão unilateral da concessionária de energia elétrica ENEL, que imputou cobrança de diferenças de valores sob a alegação de fraude no medidor de energia elétrica.
DOS FATOS
A recorrente foi surpreendida com a cobrança de valores retroativos pela ENEL, sob a justificativa de que teria ocorrido adulteração no medidor de energia elétrica, resultando em subfaturamento do consumo. A concessionária, de forma unilateral, realizou a substituição do medidor e emitiu uma conta de recuperação de consumo, sem qualquer notificação prévia ou possibilidade de contraditório.
A ENEL baseou-se exclusivamente em um laudo técnico produzido unilateralmente, sem a presença de representante da consumidora, para justificar a cobrança de valores elevados e desproporcionais. Ademais, não houve comprovação de que a recorrente tenha participado ou se beneficiado de eventual fraude.
DO DIREITO
Inicialmente, destaca-se que a relação entre a recorrente e a ENEL é regida pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), que prevê, em seu art. 6º, III, o direito à informação clara e adequada, bem como à proteção contra práticas abusivas. A cobrança de valores retroativos sem a devida comprovação da responsabilidade do consumidor configura prática abusiva.
A Resolução nº 414/2010 da ANEEL estabelece, em seu art. 129, que a apuração de irregularidades deve ser realizada com a observância do contraditório e da ampla defesa, princípios consagrados na CF/88, art. 5º, LV. No presente caso, a ENEL violou tais garantias ao impor a cobrança sem oportunizar à recorrente a possibilidade de contestar o laudo técnico.
Além disso, a jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determina que a cobrança de valores retroativos deve observar critérios de proporcionalidade e razoabilidade, sendo inadmissív"'>...