Modelo de Recurso Inominado contra Sentença de Improcedência em Ação de Indenização por Danos Materiais e Morais contra o Estado do Rio Grande do Sul

Publicado em: 02/09/2024 AdministrativoCivelProcesso Civil
Recurso inominado interposto por taxista preso injustamente e que teve seu veículo apreendido, pleiteando reforma de sentença de improcedência em ação de indenização por danos materiais e morais. O recurso fundamenta-se na responsabilidade objetiva do Estado (art. 37, §6º da CF/88), buscando ressarcimento do prejuízo financeiro de R$ 7.312,86 e compensação pelos danos morais decorrentes da prisão e constrangimentos sofridos. Inclui pedido de justiça gratuita e condenação do Estado ao pagamento de custas processuais e honorários advocatícios.

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL DA FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

Processo nº: [INSERIR NÚMERO DO PROCESSO]

RECORRENTE: O. F. A.

RECORRIDO: ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

RECURSO INOMINADO

O. F. A., já qualificado nos autos do processo em epígrafe, por meio de seu advogado que esta subscreve, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fundamento no artigo 41 da Lei 9.099/95, interpor o presente RECURSO INOMINADO contra a sentença de improcedência proferida nos autos da ação de indenização por danos materiais e morais movida em face do ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, pelos motivos de fato e de direito a seguir expostos.

PRELIMINARMENTE

O Recorrente requer a concessão do benefício da justiça gratuita, nos termos do CPC/2015, art. 98, por não possuir condições financeiras de arcar com as custas processuais e honorários advocatícios sem prejuízo de seu sustento e de sua família. Junta-se aos autos os documentos comprobatórios.

DOS FATOS

No dia 27 de julho de 2021, o Recorrente, exercendo sua profissão de taxista, transportava um passageiro para a cidade de São José dos Ausentes/RS. Durante a corrida, foi abordado por policiais militares, que encontraram drogas com o passageiro. Em razão disso, o Recorrente foi injustamente preso, e seu veículo, um GM/MONZA SL/E EFI, placas IFX-5762, foi apreendido e levado ao depósito do Detran.

Embora tenha sido liberado no dia seguinte, 28/07/2021, após apresentar certidão de sua atividade profissional de taxista, seu veículo permaneceu apreendido até 28 de janeiro de 2022. Para reaver o veículo, o Recorrente teve que arcar com o pagamento de R$ 7.312,86, valor que lhe causou prejuízo financeiro significativo.

A prisão injusta e a apreensão prolongada do veículo, essencial para o exercício de sua profissão, configuram ato ilícito, gerando danos materiais e morais que devem ser reparados pelo Estado, nos termos da responsabilidade objetiva prevista no CF/88, art. 37, §6º.

DO DIREITO

1. DA RESPONSABILIDADE OBJETIVA DO ESTADO

Nos termos do CF/88, art. 37, §6º, o Estado responde objetivamente pelos danos causados por seus agentes, independentemente de dolo ou culpa, desde que demonstrados o ato ilícito, o dano e o nexo causal. No caso em tela, todos os elementos estão presentes:

  • Ato ilícito: Prisão injusta do Recorrente e apreensão indevida do veículo, sem fundamento legal.
  • Dano: Prejuízo financeiro de R$ 7.312,86 e abalo moral decorrente da prisão e do constrangimento sofrido.
  • Nexo causal: A prisão e a apreensão foram diretamente causadas pela conduta dos agentes estatais.

Portanto, é evidente a obrigação do Estado em indenizar o Recorrente pelos danos sofridos.

2. DOS DANOS MATERIAIS

O Recorrente teve que desembolsar R$ 7.312,86 para reaver seu veículo, valo"'>...

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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
Informações complementares

Simulação de Voto

1. Relatório

Trata-se de Recurso Inominado interposto por O. F. A. contra a sentença de improcedência proferida nos autos de ação de indenização por danos materiais e morais movida em face do Estado do Rio Grande do Sul. O recorrente, taxista, alega que foi injustamente preso em 27/07/2021, tendo seu veículo apreendido de forma indevida, permanecendo retido até 28/01/2022. Alega prejuízo financeiro no valor de R$ 7.312,86 e danos morais em razão da prisão e do tempo de apreensão do veículo.

O processo encontra-se devidamente instruído, cabendo agora a análise deste recurso.

2. Fundamentação

2.1 Da Responsabilidade Objetiva do Estado

Nos termos do artigo 37, §6º, da Constituição Federal de 1988, o Estado responde objetivamente pelos danos causados por seus agentes, independentemente de dolo ou culpa, desde que demonstrados o ato ilícito, o dano e o nexo causal.

No caso em análise, restam configurados os elementos da responsabilidade objetiva:

  • Ato ilícito: Prisão do recorrente sem justa causa e apreensão indevida do veículo, essencial para o exercício de sua profissão.
  • Dano: Desembolso financeiro de R$ 7.312,86 e constrangimento decorrente da prisão, que violaram sua integridade moral e psicológica.
  • Nexo causal: A prisão e a apreensão foram diretamente causadas pela conduta dos agentes do Estado.

Portanto, está caracterizada a responsabilidade estatal pelos danos causados ao recorrente.

2.2 Dos Danos Materiais

O recorrente comprovou o desembolso de R$ 7.312,86 para a retirada do veículo apreendido, o que configura dano material indenizável. Em conformidade com o artigo 927 do Código Civil de 2002, é devida a reparação integral do dano causado.

2.3 Dos Danos Morais

A injusta prisão do recorrente e o prolongado período de apreensão de seu veículo configuram grave violação aos direitos da personalidade, especialmente à honra, à imagem e à liberdade, protegidos pelo artigo 5º, X, da Constituição Federal de 1988.

O abalo psicológico e o constrangimento sofridos pelo recorrente são evidentes e ultrapassam os limites do mero aborrecimento, sendo devida a compensação por danos morais.

2.4 Da Justiça Gratuita

O recorrente comprovou sua hipossuficiência econômica, motivo pelo qual faz jus ao benefício da justiça gratuita, nos termos do artigo 98 do CPC/2015.

2.5 Jurisprudência Aplicável

O entendimento jurisprudencial reforça a obrigação do Estado em indenizar danos decorrentes de atos ilícitos dos agentes públicos:

  • TJSP (3ª Turma Cível): Indenização por danos materiais e morais em casos de responsabilidade estatal.
  • Enunciado 23 do Colégio Recursal da 1ª CJ - Santos: Direito à reparação integral em casos de responsabilidade objetiva.

3. Dispositivo

Diante do exposto, em atenção ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, conheço do recurso interposto, e no mérito, voto por dar-lhe provimento, para reformar a sentença de improcedência e julgar procedentes os pedidos iniciais, condenando o Estado do Rio Grande do Sul a:

  1. Restituir ao recorrente o valor de R$ 7.312,86 a título de danos materiais, corrigidos monetariamente desde o desembolso e acrescidos de juros legais a partir da citação;
  2. Indenizar o recorrente por danos morais, fixados em R$ 20.000,00, considerando os critérios de razoabilidade e proporcionalidade;
  3. Arcar com as custas processuais e honorários advocatícios, fixados em 10% (dez por cento) do valor da condenação, nos termos do CPC/2015.

É como voto.

[Local e data]

[Nome do Magistrado]

Juiz(a) de Direito


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