Modelo de Réplica à Contestação em Ação Declaratória de Inexistência de Relação Jurídica e Pedido de Indenização por Danos Morais contra Telefônica Brasil S/A (Vivo)

Publicado em: 06/09/2024 CivelProcesso CivilConsumidor
Apresentação de réplica à contestação no âmbito de ação declaratória de inexistência de relação jurídica cumulada com pedido de indenização por danos morais, ajuizada por José Carlos Silva dos Santos contra Telefônica Brasil S/A - Vivo. O documento impugna os argumentos da parte ré, como a ausência de provas consistentes sobre a formalização do contrato, a ausência de documentos comprobatórios da contratação e a necessidade de inversão do ônus da prova nos termos do Código de Defesa do Consumidor. Inclui fundamentação jurídica, jurisprudências, e requerimentos como a exclusão dos dados do autor vinculados à linha telefônica fraudulenta e a condenação da ré ao pagamento de indenização por danos morais.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA 7ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE ARACAJU DO ESTADO DE SERGIPE

PROCESSO Nº 0039193-12.2024.8.25.0001

AUTOR: JOSÉ CARLOS SILVA DOS SANTOS

REQUERIDO: TELEFÔNICA BRASIL S/A - VIVO

RÉPLICA À CONTESTAÇÃO

JOSÉ CARLOS SILVA DOS SANTOS, já devidamente qualificado nos autos do processo em epígrafe, por meio de seu advogado que esta subscreve, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar RÉPLICA À CONTESTAÇÃO apresentada pela TELEFÔNICA BRASIL S/A - VIVO, nos termos do art. 350 do CPC/2015, pelos fatos e fundamentos jurídicos a seguir expostos:

1. DOS FATOS

O Autor ajuizou a presente ação com o objetivo de obter a declaração de inexistência de relação jurídica e a exclusão de seus dados pessoais vinculados à linha telefônica nº (75) 99888-7496, cadastrada em seu nome de forma fraudulenta, além de pleitear a reparação pelos danos morais sofridos.

Em sua contestação, a Ré alega, em síntese, que a contratação foi realizada de forma regular, que não há provas suficientes para embasar a pretensão do Autor e que não se aplica a inversão do ônus da prova. Contudo, tais argumentos não merecem prosperar, conforme será demonstrado a seguir.

2. DA IMPUGNAÇÃO À CONTESTAÇÃO

2.1. A PARTE RÉ NÃO APRESENTOU CÓPIA DO CONTRATO FORMALIZADO ENTRE AS PARTES

É dever da Ré, nos termos do CPC/2015, art. 373, II, comprovar a existência da relação jurídica alegada. Contudo, a Ré não apresentou qualquer documento que demonstre a formalização do contrato entre as partes, limitando-se a alegações genéricas e sem suporte probatório.

Ademais, a ausência do contrato escrito impossibilita a verificação das condições pactuadas, o que reforça a inexistência de vínculo jurídico entre as partes.

2.2. A PARTE RÉ NÃO JUNTOU CÓPIA DOS DOCUMENTOS DE IDENTIFICAÇÃO DO AUTOR

Além de não apresentar o contrato, a Ré também não juntou aos autos cópia dos documentos de identificação do Autor que supostamente teriam sido utilizados para a contratação da linha telefônica. Tal omissão é grave e compromete a credibilidade das alegações da Ré.

Conforme o CDC, art. 6º, VIII, é direito do consumidor a inversão do ônus da prova quando presentes a verossimilhança das alegações ou a hipossuficiência do consumidor. No caso em tela, o Autor demonstrou que nunca esteve no Estado da Bahia, local onde a linha foi cadastrada, o que evidencia a verossimilhança de suas alegações.

2.3. DA NECESSIDADE DE INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA

A relação jurídica entre as partes é regida pelo Código de Defesa do Consumidor, sendo aplicável a inversão do ônus da prova, nos termos do CDC, art. 6º, VIII. A vulnerabilidade do Autor é evidente, considerando-se sua posição de consumidor frente à Ré, uma grande empresa do setor de telecomunicações.

Portanto, cabe à Ré comprovar a regularidade da contratação e a inexistência de fraude, o que não foi feito até o momento.

3. JURISPRUDÊNCIAS

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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
Informações complementares

Simulação de Voto

1. Relatório

Trata-se de ação declaratória de inexistência de relação jurídica cumulada com pedido de indenização por danos morais, ajuizada por José Carlos Silva dos Santos em face de Telefônica Brasil S/A - Vivo.

O autor alega que houve fraude na contratação de linha telefônica vinculada ao seu CPF, que resultou na negativação de seu nome junto aos órgãos de proteção ao crédito. Requer, portanto, a exclusão de seus dados pessoais vinculados ao contrato fraudulento e a reparação pelos danos morais sofridos.

A ré, por sua vez, sustenta que a contratação foi realizada de forma regular, inexistindo qualquer ato ilícito ou dano a ser reparado, além de afirmar a ausência de prova concreta por parte do autor.

2. Fundamentação

2.1. Da Competência e Aplicação do Código de Defesa do Consumidor

A relação jurídica em análise é regida pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), considerando a natureza de consumo entre as partes. O art. 6º, inciso VIII, do CDC, prevê a possibilidade de inversão do ônus da prova em casos de hipossuficiência do consumidor ou verossimilhança das alegações, o que se aplica ao presente caso.

2.2. Da Ausência de Prova por Parte da Ré

Nos termos do art. 373, inciso II, do Código de Processo Civil (CPC/2015), cabe à parte ré comprovar os fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do direito do autor. Contudo, a ré não apresentou o contrato de prestação de serviços nem os documentos de identificação do autor que teriam embasado a contratação da linha telefônica.

A ausência dessas provas compromete a credibilidade das alegações da ré e reforça a tese de que a linha telefônica foi cadastrada de forma fraudulenta.

2.3. Da Verossimilhança das Alegações do Autor

Restou demonstrado que o autor nunca esteve no estado da Bahia, local onde a linha foi cadastrada. Tal fato, aliado à ausência de comprovação por parte da ré, evidencia a verossimilhança das alegações do autor, justificando a aplicação da inversão do ônus da prova.

2.4. Dos Danos Morais

É pacífico o entendimento jurisprudencial de que a negativação indevida em órgãos de proteção ao crédito gera dano moral in re ipsa, ou seja, prescinde de comprovação do prejuízo. Assim, restando comprovada a inexistência de relação jurídica entre as partes, impõe-se a condenação da ré ao pagamento de indenização por danos morais.

3. Jurisprudência

APELAÇÃO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE TELEFONIA. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITOS CUMULADA COM PEDIDO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO E REPARAÇÃO DE DANO MORAL.

1. A relação jurídica entre as partes tem natureza de consumo, aplicáveis as normas do CDC ao caso concreto, muito especialmente no que se refere à inversão do ônus da prova, como forma de facilitar a defesa dos interesses do consumidor. [...]

[TJSP - Apelação Cível Acórdão/TJSP]

APELAÇÃO. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXIGIBILIDADE DE CRÉDITO CUMULADA COM PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS.

Relação de consumo configurada. Verossimilhança das alegações do autor. Inversão do ônus da prova. [...]

[TJSP - Apelação Cível Acórdão/TJSP]

4. Dispositivo

Ante o exposto, e com fundamento no art. 93, inciso IX, da Constituição Federal de 1988, JULGO PROCEDENTE o pedido da parte autora, nos seguintes termos:

  • Declaro a inexistência de relação jurídica entre o autor e a ré, referente à linha telefônica nº (75) 99888-7496;
  • Determino a exclusão dos dados pessoais do autor vinculados ao referido contrato;
  • Condeno a ré ao pagamento de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) a título de indenização por danos morais, corrigidos monetariamente a partir desta decisão;
  • Condeno a ré ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, fixados em 10% sobre o valor da condenação.

Publique-se. Registre-se. Intimem-se.

Aracaju/SE, data.

Juiz de Direito


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