Modelo de Ação de Indenização por Abandono Afetivo: Pedido de Reparação de Danos Morais Fundamentado na Responsabilidade Civil e no Direito Constitucional

Publicado em: 26/06/2024 Familia
Modelo de petição inicial que visa à propositura de Ação de Indenização por Abandono Afetivo, com base nos artigos 186 e 927 do Código Civil Brasileiro. A autora, reconhecida como filha após longa investigação de paternidade, alega ter sofrido danos morais devido à omissão do réu em estabelecer vínculo afetivo e cumprir os deveres parentais. O pedido inclui reparação moral no valor de R$ 50.000,00, sustentado por princípios constitucionais como a dignidade da pessoa humana e o melhor interesse da criança e do adolescente, bem como jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR ABANDONO AFETIVO

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE [LOCALIDADE]

AUTORA: M. F. da S.
RÉU: J. A. da S.

PREÂMBULO

M. F. da S., brasileira, solteira, advogada, inscrita no CPF sob o nº XXX.XXX.XXX-XX, residente e domiciliada na Rua [endereço completo], vem, por meio de seu advogado, com endereço eletrônico [email do advogado], com fundamento no CCB/2002, art. 186 e CCB/2002, art. 927, propor a presente AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS em face de J. A. da S., brasileiro, empresário, inscrito no CPF sob o nº XXX.XXX.XXX-XX, residente e domiciliado na Rua [endereço completo], pelos fatos e fundamentos a seguir expostos.

DOS FATOS

A autora, atualmente com 42 anos, foi reconhecida como filha do réu após uma longa investigação de paternidade que perdurou por mais de 20 anos. Durante toda a sua infância, adolescência e parte da vida adulta, a autora foi privada do convívio paterno e do suporte emocional necessário ao seu desenvolvimento.

O réu, mesmo ciente da possibilidade de ser pai da autora, jamais buscou estabelecer qualquer vínculo afetivo ou assumir as responsabilidades inerentes à parentalidade. Tal omissão resultou em danos psicológicos profundos, privando a autora de uma referência paterna essencial para o seu desenvolvimento emocional e social.

A ausência de cuidado e afeto por parte do réu gerou na autora sentimentos de rejeição, baixa autoestima e dificuldades emocionais que impactaram diretamente sua qualidade de vida. Esses danos foram agravados pela demora no reconhecimento da paternidade, que só ocorreu após decisão judicial.

DO DIREITO

O presente caso encontra amparo nos dispositivos do Código Civil Brasileiro, especialmente no CCB/2002, art. 186, que estabelece que "aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito". Além disso, o CCB/2002, art. 927, dispõe que "aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo".

A relação paterno-filial é regida por princípios constitucionais, como a dignidade da pessoa humana (CF/88, art. 1º, III) e o melhor interesse da criança e do adolescente (CF/88, art. 227). O dever de cuidado e proteção é inerente à parentalidade e sua violação configura ato ilícito passível de reparação.

No caso em tela, estão presentes todos os pressupostos da responsabilidade civil: a conduta omissiva do réu, que negligenciou o dever de cuidado; o dano moral sofrido pela autora, evidenciado pelos impactos psicológicos e emocionais; e o nexo de causalidade entre a omiss"'>...

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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
Informações complementares
Simulação de Voto - Ação de Indenização por Abandono Afetivo

Simulação de Voto

Relatório

Trata-se de uma Ação de Indenização por Danos Morais, ajuizada por M. F. da S. contra J. A. da S., em que se busca a condenação do réu ao pagamento de indenização no valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), alegando-se abandono afetivo durante a infância e adolescência da autora, o que teria causado danos morais e emocionais.

Fundamentação

A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 93, inciso IX, determina que todas as decisões judiciais sejam fundamentadas, sob pena de nulidade. Neste sentido, passo a analisar os fatos à luz da legislação aplicável e da jurisprudência consolidada.

Dos Fatos

De acordo com os autos, a autora foi reconhecida como filha do réu após decisão judicial, permanecendo, por mais de 20 anos, sem qualquer vínculo afetivo ou suporte emocional por parte do réu. A omissão paterna resultou em prejuízos psicológicos, conforme demonstrado nos documentos juntados à inicial.

Do Direito

O Código Civil Brasileiro, em seus artigos 186 e 927, determina que aquele que causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, deve repará-lo. No caso em tela, a omissão do réu quanto ao dever de cuidado e afeto constitui ato ilícito, configurando-se os pressupostos da responsabilidade civil: a conduta omissiva, o dano moral e o nexo de causalidade.

A relação paterno-filial é protegida por princípios constitucionais, como a dignidade da pessoa humana (art. 1º, III da CF/88) e o melhor interesse da criança e do adolescente (art. 227 da CF/88). O dever de cuidado é inerente à parentalidade e sua violação gera o dever de indenizar.

Jurisprudência

O Superior Tribunal de Justiça já se manifestou favoravelmente à reparação por abandono afetivo, conforme se verifica no julgamento do Recurso Especial nº Acórdão/STJ, Relatado pela Ministra Nancy Andrighi, em 21/09/2021, no qual foi reconhecida a possibilidade de aplicação das regras de responsabilidade civil às relações familiares.

Por outro lado, decisões contrárias geralmente se fundamentam na ausência de comprovação dos danos ou do nexo de causalidade, o que não é o caso dos autos, dada a robustez das provas apresentadas.

Dispositivo

Diante do exposto, com fundamento nos artigos 186 e 927 do Código Civil, bem como nos princípios constitucionais previstos nos artigos 1º, III e 227 da Constituição Federal de 1988, julgo procedente o pedido formulado pela autora para:

  1. Condenar o réu ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais), corrigidos monetariamente desde a data do ajuizamento da ação e acrescidos de juros legais;
  2. Condenar o réu ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, fixados em 20% sobre o valor da condenação.

P. R. I. Cumpram-se as formalidades legais.

Conclusão

Assim, entendo ser cabível o reconhecimento da responsabilidade civil do réu pelos danos morais causados à autora, reafirmando o dever de cuidado e proteção nas relações familiares.

Este é o voto.

[Localidade], [Data].

____________________________
[Nome do Magistrado]
Juiz de Direito


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