Modelo de Ação de Obrigação de Fazer Cumulada com Indenização por Danos Morais e Materiais por Falta de Regularização de Registro Imobiliário
Publicado em: 21/08/2024 Civel Direito ImobiliárioEXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CÍVEL DA COMARCA DE __________
Processo nº: (inserir número do processo, se houver)
PREÂMBULO
A. J. dos S., brasileira, solteira, profissão, portadora do CPF nº __________, residente e domiciliada na Rua __________, nº ___, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, CEP __________, endereço eletrônico __________, por meio de seu advogado que esta subscreve, com endereço profissional na Rua __________, nº ___, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, CEP __________, endereço eletrônico __________, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, propor a presente:
AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS
Em face de M. F. de S. L., brasileira, solteira, profissão, portadora do CPF nº __________, residente e domiciliada na Rua __________, nº ___, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, CEP __________, endereço eletrônico __________, pelos fatos e fundamentos que passa a expor.
DOS FATOS
O autor, A. J. dos S., celebrou contrato de compra e venda de imóvel com o Sr. C. E. da S., já falecido, há mais de ___ anos. No entanto, a escritura pública de compra e venda nunca foi devidamente registrada no Cartório de Registro de Imóveis, permanecendo o imóvel em nome do vendedor.
Após o falecimento do comprador, sua filha, a ré M. F. de S. L., assumiu a responsabilidade pelo imóvel, mas até o presente momento não tomou as providências necessárias para regularizar a situação registral do bem, transferindo-o para o nome do autor.
Tal omissão causou prejuízos ao autor, como a impossibilidade de obter isenção de IPTU em vida, além de danos morais decorrentes do transtorno e da insegurança jurídica gerada pela situação.
DO DIREITO
A presente demanda encontra fundamento no CCB/2002, art. 422, que estabelece o princípio da boa-fé objetiva, impondo às partes contratantes o dever de agir com lealdade e cooperação para o cumprimento das obrigações assumidas.
Ademais, o CCB/2002, art. 186 dispõe que "aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito". No caso em tela, a omissão da ré em providenciar o registro do imóvel configura ato ilícito, ensejando a reparação dos danos causados.
O CPC/2015, art. 497, prevê a possibilidade de imposição de obrigação de fazer, determinando que o juiz pode ordenar a prática de ato necessário ao cumprimento da obrigação, sob pena de multa ou outras medidas coercitivas.
No que tange aos danos morais, o CCB/2002, art. 927, combina"'>...