Modelo de Ação de Petição de Herança com Pedido de Nulidade de Alienação de Bens e Restituição de Direitos Hereditários

Publicado em: 11/02/2025 CivelProcesso Civil Sucessão
Petição inicial ajuizada por R. P. dos S. na Vara Cível da Comarca de Cabrobó-PE, requerendo a nulidade de alienações realizadas sem seu consentimento, como herdeira necessária, em um processo de inventário e partilha. A ação fundamenta-se na violação de direitos sucessórios, previstos no art. 5º, XXX, da Constituição Federal, e nos arts. 1.829, 166, IV, e 171, II, do Código Civil, solicitando a restituição dos bens ou valores alienados de maneira irregular e indenização por danos.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CÍVEL DA COMARCA DE CABROBÓ – PE

Distribuição por dependência ao processo nº 360-33.2008.8.17.0380

R. P. DOS S., brasileira, solteira, portadora do RG nº __________ e inscrita no CPF sob o nº __________, residente e domiciliada na Rua __________, nº ___, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, CEP __________, endereço eletrônico __________, por meio de sua advogada que esta subscreve, com endereço profissional na Rua __________, nº ___, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, CEP __________, endereço eletrônico __________, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, propor a presente

PETIÇÃO DE HERANÇA

em face de L. M. DE S., brasileira, estado civil __________, portadora do RG nº __________ e inscrita no CPF sob o nº __________, residente e domiciliada na Rua __________, nº ___, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, CEP __________, e de F. DEL F. F. D. e S. F. DA S. F., ambos qualificados nos autos do processo nº 360-33.2008.8.17.0380, pelos fatos e fundamentos jurídicos a seguir expostos:

PREÂMBULO

Trata-se de ação de petição de herança, com pedido de nulidade de alienação de bens realizada sem anuência da herdeira necessária, bem como de restituição de bens ou valores correspondentes, em razão de vício de consentimento e má-fé da inventariante.

DOS FATOS

Em 08/07/2008, a Sra. Lenira Maria de Souza ajuizou ação de inventário e partilha dos bens deixados por Pedro Joaquim dos Santos, falecido em 25/08/2003, e Maria de Jesus Crispim Santos, falecida em 08/09/1988, na Comarca de Cabrobó-PE.

Pedro Joaquim dos Santos e Maria de Jesus Crispim Santos deixaram dois filhos: Maria Másxima Pereira dos Santos, falecida em 18/11/1996, mãe da autora, e Luciano Pereira dos Santos, interditado em 2007. A autora, Raquel Pereira dos Santos, era herdeira de 50% do acervo, em razão da renúncia de seu pai ao quinhão, enquanto os outros 50% pertenciam ao tio Luciano, sob os cuidados da inventariante Lenira Maria de Souza.

Em 2014, foi proferida sentença no inventário, promovendo a partilha dos bens para os herdeiros necessários, Raquel Pereira dos Santos e Luciano Pereira dos Santos, na proporção de 50% para cada. Contudo, a inventariante alienou os direitos sucessórios de ambos os herdeiros, sem a anuência da autora, para Francisco Del Frank Freire Duarte e Sizenando Freire da Silva Filho.

A alienação foi realizada sem justificativa plausível e sem a assinatura da autora, configurando vício de consentimento. A autora, somente em 2020, tomou ciência da alienação e, diante do falecimento de Luciano, busca a nulidade das vendas realizadas pela curadora e a transmissão de sua herança.

DO DIREITO

A presente ação encontra fundamento no direito de herança, garantido pelo art. 5º, XXX, da CF/88, e nos dispositivos do Código Civil que regulam a sucessão legítima (CCB/2002, art. 1.829) e a nulidade de negócios jurídicos realizados com vício de consentimento (CCB/2002, art. 171, II).

O direito de herança é inviolável e assegura aos herdeiros necessários a participação na partilha dos bens deixados pelo de cujus. No caso em tela, a alienação dos bens foi realizada sem a anuência da autora, herdeira necessária, violando seu direito sucessório.

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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
Informações complementares

Simulação de Voto

I - Relatório

Trata-se de ação de petição de herança ajuizada por R. P. dos S. contra L. M. de S., F. Del F. F. D. e S. F. da S. F., na qual a autora pleiteia a nulidade de alienação de bens realizados sem sua anuência, com a consequente restituição dos bens ou valores correspondentes. Alega que houve má-fé por parte da inventariante e abuso de poder, violando direitos sucessórios garantidos constitucionalmente.

II - Fundamentação

A Constituição Federal de 1988, em seu art. 5º, XXX, assegura o direito de herança como cláusula pétrea, sendo inviolável e garantido aos herdeiros necessários. No caso em tela, a alienação dos bens hereditários realizada pela inventariante, sem a anuência da herdeira necessária, Raquel Pereira dos Santos, viola frontalmente este preceito constitucional e legal.

De acordo com o Código Civil Brasileiro (art. 166, IV), os negócios jurídicos realizados com vício de consentimento e sem autorização judicial, como é o caso da alienação de bens hereditários, são nulos de pleno direito. O art. 1.829 do mesmo diploma legal reforça que a partilha deve respeitar a igualdade entre os herdeiros necessários, o que não ocorreu no presente caso.

A má-fé da inventariante Lenira Maria de Souza é evidenciada pela ausência de justificativa plausível para a alienação dos bens, realizada sem autorização judicial e sem anuência da autora, ferindo o princípio da boa-fé objetiva que rege as relações jurídicas (CCB/2002, art. 422).

A jurisprudência corrobora o entendimento de que a alienação de bens hereditários, sem a anuência de todos os herdeiros necessários, é nula. O Tribunal de Justiça de São Paulo, por exemplo, já decidiu que tais práticas configuram má-fé e violam o direito sucessório (TJSP, Apelação Cível Acórdão/TJSP).

III - Dispositivo

Ante o exposto, em observância ao art. 93, IX, da Constituição Federal, que exige a fundamentação de todas as decisões judiciais, voto pela procedência do pedido formulado pela autora, Raquel Pereira dos Santos, nos seguintes termos:

  1. Declarar a nulidade das alienações realizadas pela inventariante Lenira Maria de Souza, com a consequente restituição dos bens ou do valor correspondente à autora;
  2. Condenar os réus ao pagamento de indenização por perdas e danos, caso os bens não possam ser restituídos, nos termos do art. 186 do Código Civil;
  3. Condenar os réus ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, fixados em 10% sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 85, §2º, do CPC/2015;
  4. Determinar a realização de nova partilha, respeitando o direito sucessório da autora, nos moldes estabelecidos pela sentença proferida no inventário em 2014.

Assim sendo, julgo procedente a presente ação de petição de herança, garantindo à autora o direito que lhe é assegurado pela Constituição Federal e pela legislação ordinária.

IV - Conclusão

Desta forma, em cumprimento ao princípio da legalidade e da segurança jurídica, voto pela procedência do pedido da autora, reafirmando a necessidade de respeito aos direitos sucessórios e à boa-fé nas relações jurídicas.

Cabrobó-PE, ___ de __________ de 20__.

__________________________________________
Dr. __________
Magistrado


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