Modelo de Ação de Reconhecimento e Dissolução de União Estável Cumulada com Guarda e Pensão Alimentícia

Publicado em: 24/06/2024 Familia
Petição inicial que visa o reconhecimento e a dissolução de união estável de aproximadamente 10 anos entre as partes, com pedidos cumulados de partilha de bens adquiridos durante a convivência, fixação de guarda compartilhada da filha menor, regulamentação do regime de convivência e fixação de pensão alimentícia em 30% dos rendimentos líquidos do requerido. Fundamenta-se na Constituição Federal, no Código Civil, no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e em jurisprudências recentes, destacando o regime de comunhão parcial de bens e o melhor interesse da criança.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE __________

Nome do Requerente: A. J. dos S.
Estado Civil: Casado
Profissão: Comerciante
CPF: XXX.XXX.XXX-XX
Endereço Eletrônico: [email protected]
Endereço: Rua X, nº Y, Bairro Z, Cidade, Estado, CEP.

Nome do Requerido: M. F. de S. L.
Estado Civil: Solteira
Profissão: Professora
CPF: XXX.XXX.XXX-XX
Endereço Eletrônico: [email protected]
Endereço: Rua A, nº B, Bairro C, Cidade, Estado, CEP.

PREÂMBULO

Por meio da presente, A. J. dos S., já qualificado, vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência, por intermédio de seu advogado, propor a presente:

AÇÃO DE RECONHECIMENTO E DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL CUMULADA COM REGULAMENTAÇÃO DE GUARDA E PENSÃO ALIMENTÍCIA

em face de M. F. de S. L., também qualificada, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos.

DOS FATOS

O Requerente e a Requerida mantiveram união estável por aproximadamente 10 anos, tendo iniciado o relacionamento em janeiro de 2010 e findado em março de 2020. Durante esse período, o casal conviveu de forma pública, contínua e com objetivo de constituição de família, conforme reconhecido por amigos e familiares.

Da união, nasceu a menor J. S. dos S., atualmente com 8 anos de idade. Desde a separação, o Requerente tem contribuído financeiramente para o sustento da filha, mas não há regulamentação formal acerca da guarda, do regime de convivência e do valor da pensão alimentícia.

Além disso, o Requerente busca o reconhecimento e a dissolução da união estável, com a consequente partilha dos bens adquiridos durante a convivência, conforme o regime de comunhão parcial de bens.

DO DIREITO

A união estável é reconhecida como entidade familiar pela Constituição Federal de 1988, art. 226, § 3º, sendo regulada pelo Código Civil de 2002, art. 1.723. A dissolução da união estável deve observar os mesmos princípios aplicáveis ao casamento, especialmente no que tange à partilha de bens e à proteção dos interesses dos filhos menores.

Nos termos do Código Civil de 2002, art. 1.725, aplica-se à união estável o regime de comunhão parcial de bens, salvo disposição em contrário. Assim, todos os bens adquiridos onerosamente durante a convivência devem ser partilhados igualmente entre as partes.

Quanto à guarda da menor, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), art. 33, estabelece que a guarda deve atender ao melhor interesse da criança, priorizando sua convivência com ambos os genitores. A guarda compartilhada, prevista no Código Civil de 2002, art. 1.583, § 2º, é a regra, salvo situações excepcionais.

Por fim, a fixação de alimentos em favor da menor encontra fundamento no Código Civil de 2002, art. 1.694, que ass"'>...

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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
Informações complementares

Simulação de Voto

Relatório

Trata-se de ação de Reconhecimento e Dissolução de União Estável, cumulada com Regulamentação de Guarda e Pensão Alimentícia, proposta por A. J. dos S., em face de M. F. de S. L., visando a formalização da dissolução de união estável, a partilha de bens adquiridos durante a convivência, a fixação de guarda compartilhada da filha menor J. S. dos S., bem como a fixação de pensão alimentícia em favor da criança.

Os autos relatam a convivência entre as partes por aproximadamente 10 anos, com o nascimento de uma filha da união. O Requerente afirma que não há regulamentação formal quanto à guarda, convivência e pensão alimentícia, além de pleitear a partilha dos bens adquiridos durante a união.

Fundamentação

Nos termos da Constituição Federal de 1988, o art. 226, § 3º, reconhece a união estável como entidade familiar, sendo regulamentada pelo Código Civil de 2002 (art. 1.723). A dissolução da união estável deve observar os mesmos princípios aplicáveis ao casamento, especialmente quanto à partilha de bens e à proteção dos interesses da criança.

Quanto à partilha de bens, o Código Civil, art. 1.725, estabelece que, salvo disposição em contrário, aplica-se o regime de comunhão parcial de bens, comunicando-se os bens adquiridos onerosamente durante a convivência.

Em relação à guarda da menor, o Estatuto da Criança e do Adolescente (art. 33) e o Código Civil (art. 1.583, § 2º) preveem a guarda compartilhada como regra, ressalvadas hipóteses excepcionais em que o interesse superior da criança recomende outra solução.

Por fim, os alimentos devem ser fixados de acordo com o art. 1.694 do Código Civil, observando-se o princípio da proporcionalidade entre as necessidades do alimentando e as possibilidades do alimentante.

Análise Hermenêutica

Com base na análise dos fatos apresentados, verifica-se que a união estável entre as partes é incontroversa, bem como a existência de uma filha menor, cujos interesses devem ser prioritariamente protegidos. A ausência de regulamentação formal acerca da guarda, convivência e pensão alimentícia impõe a necessidade de intervenção judicial.

Quanto à partilha de bens, não há nos autos qualquer cláusula que altere o regime de comunhão parcial, razão pela qual deve ser aplicado o disposto no art. 1.725 do Código Civil.

Ademais, a guarda compartilhada atende aos interesses da menor, promovendo sua convivência com ambos os genitores, conforme prevê o art. 1.583, § 2º, do Código Civil. A fixação de alimentos em favor da filha menor, no percentual de 30% dos rendimentos líquidos do Requerente, é razoável e proporcional, considerando as necessidades da criança e as possibilidades do alimentante.

Dispositivo

Ante o exposto, voto pelo parcial provimento dos pedidos formulados, nos seguintes termos:

  1. Julgo procedente o pedido de reconhecimento e dissolução da união estável havida entre as partes;
  2. Determino a partilha dos bens adquiridos onerosamente durante a convivência, na forma do regime de comunhão parcial de bens;
  3. Defiro o pedido de guarda compartilhada da menor J. S. dos S., regulamentando o regime de convivência de forma a garantir a presença de ambos os genitores na vida da criança;
  4. Arbitro a pensão alimentícia em favor da menor no valor correspondente a 30% dos rendimentos líquidos do Requerente, a ser depositada mensalmente em conta indicada pela genitora;
  5. Defiro o benefício da gratuidade de justiça ao Requerente, nos termos do art. 98 do CPC/2015;
  6. Determino a designação de audiência de conciliação, nos termos do art. 319, VII, do CPC/2015.

É como voto.

Fundamentação Legal

Este voto está fundamentado na Constituição Federal de 1988, art. 93, IX, que exige a motivação das decisões judiciais, bem como nas normas infraconstitucionais aplicáveis ao caso concreto, destacando-se os arts. 226, § 3º, da CF/88; 1.723, 1.725, 1.583, § 2º, e 1.694 do Código Civil; e o art. 33 do ECA.

Termos em que,

Decido.


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