Modelo de Alegações Finais em Processo Criminal Envolvendo Suposta Violência Doméstica com Pedido de Absolvição por Insuficiência de Provas
Publicado em: 02/04/2025 Direito Penal Processo PenalEXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE [CIDADE/ESTADO]
Processo nº: [número do processo]
Réu: [Nome do Réu, conforme abreviação]
Vítima: [Nome da Vítima, conforme abreviação]
ALEGAÇÕES FINAIS
Por intermédio de seu advogado, devidamente constituído nos autos, vem o réu, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar suas ALEGAÇÕES FINAIS nos termos do CPP, art. 403, § 3º, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:
PREÂMBULO
O presente processo versa sobre suposta prática de vias de fato no contexto de violência doméstica, em que o réu teria empurrado a vítima contra a parede e desferido dois socos em suas costas, sem, contudo, deixar marcas visíveis ou lesões corporais comprovadas por exame pericial.
DOS FATOS
Conforme narrado na denúncia, o réu teria, no dia [data], em sua residência, empurrado a vítima contra a parede e desferido dois socos em suas costas. A vítima, companheira do réu, alegou que a agressão ocorreu no contexto de uma discussão conjugal. Não houve testemunhas presenciais e tampouco foram constatadas lesões corporais no exame de corpo de delito.
O réu, em seu interrogatório, negou as acusações e afirmou que houve apenas uma discussão verbal, sem qualquer agressão física. A defesa sustenta que não há provas suficientes para embasar uma condenação, devendo prevalecer o princípio do in dubio pro reo.
DO DIREITO
Inicialmente, cumpre destacar que, para a configuração do crime previsto no CP, art. 129, § 9º, é imprescindível a comprovação de lesão corporal. No caso em tela, o exame de corpo de delito não constatou qualquer marca ou lesão na vítima, o que inviabiliza a tipificação do delito imputado ao réu.
Nos termos do CPP, art. 155, "o juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação". Assim, a condenação não pode se basear exclusivamente na palavra da vítima, especialmente quando não corroborada por outros elementos probatórios.
Ademais, o princípio constitucional da presunção de inocência (CF/88, art. 5º, LVII) impõe que a dúvida razoável quanto à prática do delito seja resolvida em favor do réu. Na ausência de provas robustas e inequívocas, a absolvição é medida que se impõe.
JURISPRUDÊNCIAS
Em reforço aos argumentos apresentados, colacionam-se os seguinte"'>...