Modelo de Contestação à Ação de Guarda Unilateral com Fundamentação no Princípio do Melhor Interesse da Criança e Rejeição de Alegações de Alienação Parental

Publicado em: 15/05/2024 Familia
Contestação apresentada pela Requerida em uma ação de guarda unilateral proposta pelo Requerente, fundamentada no princípio do melhor interesse da criança, conforme previsto no Código Civil, Constituição Federal e Estatuto da Criança e do Adolescente. O documento debate a ausência de provas concretas sobre alegações de alienação parental, enfatiza a importância da guarda compartilhada e refuta a alegação de incapacidade da Requerida. A peça processual inclui pedidos de manutenção da guarda compartilhada ou, subsidiariamente, a guarda unilateral em favor da Requerida, além de requerimento de estudo psicossocial e perícia técnica. Referências a jurisprudências relevantes e a solicitação de custas processuais e honorários advocatícios também estão presentes.

CONTESTAÇÃO

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ª VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE [CIDADE/ESTADO]

Processo nº: [inserir número do processo]

Nome da Requerida: M. F. de S. L., brasileira, estado civil [informar], profissão [informar], portadora do CPF nº [informar], residente e domiciliada na [endereço completo], com endereço eletrônico [e-mail].

Nome do Requerente: C. E. da S., brasileiro, estado civil [informar], profissão [informar], portador do CPF nº [informar], residente e domiciliado na [endereço completo], com endereço eletrônico [e-mail].

A Requerida, por intermédio de seu advogado que esta subscreve, com endereço profissional na [endereço completo], onde recebe intimações, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar sua CONTESTAÇÃO à ação de guarda unilateral proposta por C. E. da S., pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:

PREÂMBULO

A presente contestação tem por objetivo demonstrar a impossibilidade de concessão da guarda unilateral ao Requerente, considerando o histórico de convivência familiar, o princípio do melhor interesse da criança e a ausência de elementos que comprovem as acusações de alienação parental imputadas à Requerida.

DOS FATOS

A guarda da menor [nome da criança] sempre foi exercida pela Requerida, desde o nascimento da criança. Contudo, devido a uma situação de sobrecarga emocional e financeira, a Requerida solicitou, temporariamente, que o Requerente assumisse a guarda provisória, com o objetivo de garantir o bem-estar da menor.

O Requerente, após assumir a guarda provisória, recusou-se a devolvê-la à Requerida, ingressando com a presente ação de guarda unilateral. Além disso, o Requerente acusa a Requerida de alienação parental, sem apresentar provas concretas que sustentem tal alegação.

É importante ressaltar que a Requerida sempre priorizou o bem-estar da menor, mantendo um ambiente saudável e estável para seu desenvolvimento, enquanto o Requerente, ao longo dos anos, demonstrou pouco envolvimento na criação da criança.

DO DIREITO

Nos termos do CCB/2002, art. 1.583, a guarda deve ser fixada de acordo com o melhor interesse da criança, princípio este consagrado no CF/88, art. 227 e no ECA, art. 3º. A guarda unilateral somente deve ser concedida em situações excepcionais, quando comprovada a incapacidade de um dos genitores em exercer a guarda de forma adequada, o que não"'>...

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Informações complementares
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Simulação de Voto

Relatório

Trata-se de ação de guarda unilateral proposta por C. E. da S. em face de M. F. de S. L., em que se discute a titularidade da guarda da menor [nome da criança]. A Requerida apresentou contestação, pleiteando a improcedência do pedido e a manutenção da guarda compartilhada ou, subsidiariamente, a guarda unilateral em seu favor, argumentando que a medida atende ao melhor interesse da criança.

No caso, o Requerente alega alienação parental por parte da Requerida, enquanto esta rebate a acusação, afirmando que a guarda compartilhada tem sido adequada e que não existem provas que sustentem as alegações do Requerente.

Fundamentação

Em atenção ao princípio constitucional da motivação das decisões judiciais (CF/88, art. 93, IX), passo ao exame do mérito, considerando os fatos e fundamentos jurídicos apresentados por ambas as partes.

Do Princípio do Melhor Interesse da Criança

A Constituição Federal de 1988, em seu art. 227, estabelece que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à convivência familiar. No mesmo sentido, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seu art. 3º, reforça o princípio do melhor interesse da criança como norteador das decisões judiciais que envolvam direitos desse grupo vulnerável.

O Código Civil, em seu art. 1.583, dispõe que a guarda deve atender ao melhor interesse da criança, priorizando sua estabilidade emocional e psicológica. Em situações excepcionais, a guarda unilateral poderá ser concedida, desde que comprovada a incapacidade de um dos genitores em exercer a guarda de forma adequada.

Da Alegação de Alienação Parental

A Lei nº 12.318/2010, art. 2º, define a alienação parental como qualquer interferência na formação psicológica da criança para prejudicar sua relação com o outro genitor. Todavia, tal prática deve ser devidamente comprovada por meio de elementos concretos, o que não ocorreu no presente caso.

Conforme jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no julgamento do REsp Acórdão/STJ, a alegação de alienação parental demanda ampla dilação probatória, garantindo o contraditório e a ampla defesa. No caso em análise, o Requerente não apresentou provas suficientes que sustentem a acusação de alienação parental.

Da Guarda Compartilhada

A guarda compartilhada é a regra geral no ordenamento jurídico brasileiro, conforme previsto no art. 1.584, § 2º, do Código Civil, sendo implementada sempre que possível, desde que atenda ao melhor interesse da criança. A jurisprudência do STJ, especialmente no REsp Acórdão/STJ, reforça que a guarda compartilhada deve ser priorizada, salvo quando houver elementos que demonstrem ser prejudicial à criança.

No caso concreto, o histórico de convivência entre as partes e a ausência de elementos probatórios que desabonem a conduta da Requerida indicam que a manutenção da guarda compartilhada é a medida mais adequada para preservar o bem-estar da menor.

Dispositivo

Ante o exposto, com fundamento no art. 227 da Constituição Federal, art. 3º do Estatuto da Criança e do Adolescente, e art. 1.583 do Código Civil, JULGO IMPROCEDENTE o pedido de guarda unilateral formulado por C. E. da S. e determino a manutenção da guarda compartilhada da menor [nome da criança].

Determino, ainda, a realização de estudo psicossocial das partes, a fim de avaliar a convivência familiar e subsidiar eventuais alterações futuras na modalidade de guarda, sempre observando o princípio do melhor interesse da criança.

Condeno o Requerente ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, que fixo em 10% sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 85, § 2º, do CPC/2015.

Publique-se. Registre-se. Intimem-se.

[Cidade/Estado], [data].

Juiz de Direito: [Nome do Magistrado]


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