Modelo de Contrarrazões ao Recurso Inominado em Ação de Indenização por Danos Morais Contra Enel por Interrupção Prolongada de Energia Elétrica
Publicado em: 01/08/2024 ConsumidorEXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE [INSERIR COMARCA]
Processo nº: [INSERIR NÚMERO DO PROCESSO]
CONTRARRAZÕES EM RECURSO INOMINADO
Recorrente: Enel Distribuição [INSERIR REGIÃO]
Recorrido: [INSERIR NOME DO RECORRIDO]
[INSERIR QUALIFICAÇÃO COMPLETA DO RECORRIDO], já devidamente qualificado nos autos do processo em epígrafe, por meio de seu advogado que esta subscreve, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar suas CONTRARRAZÕES AO RECURSO INOMINADO, interposto pela Recorrente, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos.
PREÂMBULO
Trata-se de ação de indenização por danos morais movida pelo Recorrido em face da Recorrente, em razão da interrupção no fornecimento de energia elétrica por 76 horas, o que causou inúmeros transtornos e prejuízos ao Recorrido. A sentença de primeiro grau julgou procedente o pedido, condenando a Recorrente ao pagamento de indenização por danos morais.
Inconformada, a Recorrente interpôs o presente recurso inominado, alegando, em síntese, que a interrupção no fornecimento de energia elétrica decorreu de fortuito externo, causado por condições climáticas adversas (tempestade severa), e que, por isso, não teria responsabilidade objetiva pelo ocorrido.
DOS FATOS
O Recorrido, residente no município de [INSERIR MUNICÍPIO], sofreu com a interrupção no fornecimento de energia elétrica por 76 horas consecutivas, em decorrência de um "apagão" ocorrido na região. Durante esse período, o Recorrido enfrentou diversos transtornos, como a impossibilidade de realizar atividades básicas, perda de alimentos perecíveis e desconforto extremo, especialmente considerando as altas temperaturas da época.
A Recorrente, concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica, alegou que a interrupção foi causada por uma tempestade severa que atingiu a região, configurando, segundo sua tese, um fortuito externo. Contudo, a demora de 76 horas para o restabelecimento do serviço é injustificável e evidencia a má prestação do serviço pela Recorrente.
É notório que a Recorrente, nos últimos anos, reduziu e terceirizou seu quadro de funcionários, o que impactou diretamente na qualidade do serviço prestado. Ademais, diversos municípios, como Niterói/RJ, e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) moveram ações contra a Recorrente em razão da demora no restabelecimento da energia elétrica após o mesmo evento.
DO DIREITO
A responsabilidade da Recorrente é objetiva, nos termos do art. 37, §6º, da CF/88, e do art. 14 do CDC. A interrupção no fornecimento de energia elétrica por 76 horas consecutivas, sem justificativa plausível para a demora no restabelecimento do serviço, configura falha na prestação do serviço e enseja a reparação por danos morais.
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