Modelo de Contrarrazões ao Recurso Inominado em Ação de Indenização por Danos Morais Contra Enel por Interrupção Prolongada de Energia Elétrica

Publicado em: 01/08/2024 Consumidor
Apresentação de contrarrazões ao recurso inominado interposto por Enel Distribuição em ação de indenização por danos morais. O documento aborda a falha na prestação de serviço público essencial devido à interrupção prolongada de energia elétrica por 76 horas, causando prejuízos ao consumidor. Fundamenta-se na responsabilidade objetiva da fornecedora, conforme o art. 37, §6º, da Constituição Federal e o art. 14 do Código de Defesa do Consumidor. Argumenta-se contra a alegação de fortuito externo e destaca a violação ao dever de prestação contínua e eficiente do serviço, conforme o art. 22 do CDC. Pleiteia-se a manutenção da condenação por danos morais e o pagamento de honorários advocatícios.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE [INSERIR COMARCA]

Processo nº: [INSERIR NÚMERO DO PROCESSO]

CONTRARRAZÕES EM RECURSO INOMINADO

Recorrente: Enel Distribuição [INSERIR REGIÃO]

Recorrido: [INSERIR NOME DO RECORRIDO]

[INSERIR QUALIFICAÇÃO COMPLETA DO RECORRIDO], já devidamente qualificado nos autos do processo em epígrafe, por meio de seu advogado que esta subscreve, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar suas CONTRARRAZÕES AO RECURSO INOMINADO, interposto pela Recorrente, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos.

PREÂMBULO

Trata-se de ação de indenização por danos morais movida pelo Recorrido em face da Recorrente, em razão da interrupção no fornecimento de energia elétrica por 76 horas, o que causou inúmeros transtornos e prejuízos ao Recorrido. A sentença de primeiro grau julgou procedente o pedido, condenando a Recorrente ao pagamento de indenização por danos morais.

Inconformada, a Recorrente interpôs o presente recurso inominado, alegando, em síntese, que a interrupção no fornecimento de energia elétrica decorreu de fortuito externo, causado por condições climáticas adversas (tempestade severa), e que, por isso, não teria responsabilidade objetiva pelo ocorrido.

DOS FATOS

O Recorrido, residente no município de [INSERIR MUNICÍPIO], sofreu com a interrupção no fornecimento de energia elétrica por 76 horas consecutivas, em decorrência de um "apagão" ocorrido na região. Durante esse período, o Recorrido enfrentou diversos transtornos, como a impossibilidade de realizar atividades básicas, perda de alimentos perecíveis e desconforto extremo, especialmente considerando as altas temperaturas da época.

A Recorrente, concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica, alegou que a interrupção foi causada por uma tempestade severa que atingiu a região, configurando, segundo sua tese, um fortuito externo. Contudo, a demora de 76 horas para o restabelecimento do serviço é injustificável e evidencia a má prestação do serviço pela Recorrente.

É notório que a Recorrente, nos últimos anos, reduziu e terceirizou seu quadro de funcionários, o que impactou diretamente na qualidade do serviço prestado. Ademais, diversos municípios, como Niterói/RJ, e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) moveram ações contra a Recorrente em razão da demora no restabelecimento da energia elétrica após o mesmo evento.

DO DIREITO

A responsabilidade da Recorrente é objetiva, nos termos do art. 37, §6º, da CF/88, e do art. 14 do CDC. A interrupção no fornecimento de energia elétrica por 76 horas consecutivas, sem justificativa plausível para a demora no restabelecimento do serviço, configura falha na prestação do serviço e enseja a reparação por danos morais.

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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
Informações complementares

Simulação de Voto

Relatório

Trata-se de recurso inominado interposto por Enel Distribuição [INSERIR REGIÃO], inconformada com a sentença de primeiro grau que julgou procedente o pedido de indenização por danos morais em razão da interrupção no fornecimento de energia elétrica por 76 horas consecutivas, condenando-a ao pagamento de valores ao recorrido, [INSERIR NOME DO RECORRIDO].

A Recorrente alega que a interrupção decorreu de fortuito externo, causado por condições climáticas adversas (tempestade severa), e que, por essa razão, não teria responsabilidade objetiva pelo ocorrido. O recorrido, por sua vez, sustenta que a demora de 76 horas no restabelecimento do serviço é injustificável, configurando falha na prestação do serviço essencial.

Fundamentação

Nos termos do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, passo a fundamentar o presente voto de forma clara e precisa, abordando os elementos fáticos e jurídicos pertinentes à controvérsia.

A responsabilidade objetiva e o dever de indenizar

Inicialmente, cumpre destacar que a responsabilidade das concessionárias de serviços públicos é objetiva, nos termos do art. 37, §6º, da Constituição Federal, e do art. 14 do Código de Defesa do Consumidor (CDC). A prestação de serviços essenciais, como o fornecimento de energia elétrica, deve ser contínua, adequada e eficiente, conforme estabelece o art. 22 do CDC.

No caso dos autos, restou incontroverso que houve interrupção do fornecimento de energia elétrica por 76 horas consecutivas, fato que causou prejuízos e transtornos ao recorrido. Embora a recorrente alegue fortuito externo em razão da tempestade, entendo que tal argumento não afasta sua responsabilidade, uma vez que a demora excessiva no restabelecimento do serviço decorreu de sua incapacidade operacional, agravada pela redução e terceirização de seu quadro de funcionários.

Precedentes jurisprudenciais

A jurisprudência é pacífica no sentido de que a interrupção prolongada e injustificada de serviços essenciais enseja reparação por danos morais. Destaco, a título exemplificativo:

  • TJSP (3ª Turma Cível - Santos) - Recurso Inominado Cível Acórdão/TJSP: "Consumidor. Energia elétrica. [...] Fixação de indenização por danos morais diante da negativação ilegítima. Recurso parcialmente provido."
  • TJSP (31ª Câmara de Direito Privado) - Apelação Cível Acórdão/TJSP: "Para caracterizar a responsabilidade da ré, concessionária de serviço público pela prestação de serviços de energia elétrica, imprescindível é a comprovação do nexo de causalidade. [...] Contudo, a falha na prestação de serviços é evidente no caso de demora excessiva."

Do dano moral

Quanto ao dano moral, entendo que este está configurado. A interrupção prolongada do fornecimento de energia elétrica, serviço essencial à dignidade humana, causou transtornos significativos ao recorrido, como a perda de alimentos perecíveis, o desconforto extremo em razão das altas temperaturas e a impossibilidade de realizar atividades cotidianas básicas.

A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) é clara ao considerar que a interrupção injustificada de serviços essenciais, quando prolongada, gera o dever de indenizar, independentemente da comprovação de danos materiais.

Dispositivo

Ante o exposto, conheço do recurso inominado e, no mérito, nego-lhe provimento, mantendo integralmente a sentença de primeiro grau que condenou a Recorrente ao pagamento de indenização por danos morais ao Recorrido.

Condeno, ainda, a Recorrente ao pagamento de honorários advocatícios fixados em 20% (vinte por cento) sobre o valor da condenação, nos termos do art. 55 da Lei 9.099/95.

Conclusão

Por estas razões, voto pela manutenção da sentença de primeiro grau, considerando procedente o pedido do recorrido.

[LOCAL], [DATA].

Magistrado: [INSERIR NOME DO MAGISTRADO]


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