Modelo de Defesa Cautelar para Revogação ou Limitação de Medidas Protetivas de Urgência em Caso de Ameaça - Lei Maria da Penha

Publicado em: 16/07/2024 Direito Penal
Petição apresentada à Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, objetivando a revogação ou limitação temporal de medidas protetivas de urgência, com base na Lei 11.340/06 (Lei Maria da Penha). A defesa argumenta a ausência de elementos concretos que justifiquem a manutenção das medidas deferidas em razão de suposto crime de ameaça (art. 147 do Código Penal). Fundamenta-se na inexistência de risco atual à vítima e na jurisprudência do STJ, que estabelece o caráter excepcional e temporário dessas medidas.

DEFESA CAUTELAR DE MEDIDAS PROTETIVAS

CRIME DE AMEAÇA - LEI MARIA DA PENHA

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___ª VARA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER DA COMARCA DE _____________

Processo nº: [inserir número do processo]

Requerente: [Nome completo da vítima, qualificação, endereço eletrônico e endereço residencial]

Requerido: [Nome completo do acusado, qualificação, endereço eletrônico e endereço residencial]

PREÂMBULO

[Nome do advogado], advogado regularmente inscrito na OAB/___ sob o nº [número], com escritório profissional localizado em [endereço completo], onde recebe intimações, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, nos autos do processo em epígrafe, apresentar a presente DEFESA CAUTELAR em face das MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIA deferidas com base na Lei 11.340/06 (Lei Maria da Penha), nos termos do artigo 19 da referida legislação, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos.

DOS FATOS

Trata-se de medidas protetivas de urgência deferidas em favor da vítima, [nome da vítima], em razão de suposta prática do crime de ameaça (CP, art. 147) pelo acusado, [nome do acusado]. A vítima relatou que o acusado teria proferido ameaças contra sua integridade física e psicológica, configurando situação de violência doméstica e familiar.

No entanto, o acusado encontra-se foragido, o que impossibilita sua intimação e cumprimento das medidas determinadas. A defesa técnica do acusado, ora apresentada, busca esclarecer os fatos e demonstrar a ausência de elementos que justifiquem a manutenção das medidas protetivas, considerando a inexistência de risco atual e concreto à vítima.

DO DIREITO

A Lei 11.340/06, em seu artigo 19, prevê a possibilidade de concessão de medidas protetivas de urgência para resguardar a integridade física e psicológica da vítima em casos de violência doméstica e familiar. Contudo, tais medidas possuem caráter excepcional e devem ser aplicadas com base em elementos concretos que demonstrem a presença dos pressupostos do fumus boni iuris e do periculum in mora.

No caso em tela, a ausência de intimação do acusado e a inexistência de fatos novos que justifiquem a manutenção das medidas protetivas indicam a necessidade de revisão da decisã"'>...

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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
Informações complementares
Segue abaixo uma simulação do voto do magistrado em formato HTML, fundamentado no documento apresentado:

Simulação de Voto

Vistos, relatados e discutidos os autos:

Trata-se de análise de medida protetiva de urgência deferida em favor da vítima, nos termos da Lei 11.340/06 (Lei Maria da Penha), em razão de suposta prática de crime de ameaça (art. 147 do Código Penal) pelo requerido.

Da Fundamentação

A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 93, inciso IX, determina que todas as decisões judiciais sejam fundamentadas sob pena de nulidade. Deve-se, portanto, proceder à análise do caso sob os aspectos fáticos e jurídicos apresentados nos autos.

Dos Fatos

Consta nos autos que a vítima relatou ter recebido ameaças do requerido, configurando, em tese, situação de violência doméstica e familiar. Em razão disso, foram deferidas medidas protetivas de urgência, sem que o requerido tenha sido devidamente intimado, considerando seu status de foragido.

A defesa alega ausência de elementos concretos que justifiquem a manutenção das referidas medidas, bem como a inexistência de fatos novos que demonstrem risco atual e concreto à integridade da vítima.

Do Direito

Em que pese a Lei 11.340/06, no artigo 19, autorizar a concessão de medidas protetivas de urgência, tais medidas possuem caráter excepcional e devem ser aplicadas de forma proporcional e fundamentada. Exige-se, para tanto, a presença de elementos concretos que demonstrem o fumus boni iuris (fumaça do bom direito) e o periculum in mora (perigo na demora).

No caso em análise, observa-se que, embora a vítima tenha relatado ameaças, não há elementos adicionais que demonstrem a permanência do risco à sua integridade física ou psicológica. Ademais, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e de diversos Tribunais estaduais é clara ao condicionar a manutenção das medidas protetivas à existência de risco atual e concreto.

O artigo 19, §4º, da Lei Maria da Penha, estabelece que as medidas protetivas não devem ser mantidas indefinidamente, devendo sua duração ser limitada ao período necessário para assegurar a segurança da vítima. No presente caso, a ausência de novos episódios de violência doméstica e a impossibilidade de intimação do requerido reforçam a necessidade de reavaliação da medida.

Por fim, o artigo 485, inciso VI, do Código de Processo Civil, combinado com o artigo 13 da Lei 11.340/06, autoriza a extinção do feito quando não houver elementos suficientes para justificar a manutenção das medidas cautelares.

Da Jurisprudência

A jurisprudência pátria tem se manifestado no seguinte sentido:

  • STJ, AgRg no RHC Acórdão/STJ: "Os elementos fáticos e o relato da vítima quanto às supostas ofensas e violência psicológica que vem sofrendo por parte do Requerente é suficiente para que o juiz profira decisão deferitória das medidas protetivas de urgência, nos moldes da Lei 11.340/06, art. 22."
  • TJRJ, Apelação Acórdão/TJRJ: "Em que pese a Lei Maria da Penha não tenha estipulado tempo para a duração das medidas cautelares de forma expressa, não se pode perder de vista o caráter de urgência destas, que devem vigorar enquanto houver situação de risco para a mulher."

Do Voto

Diante do exposto, com fundamento no artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, e considerando a ausência de elementos concretos que demonstrem risco atual e iminente à integridade da vítima, voto pela revogação das medidas protetivas de urgência anteriormente deferidas, nos termos do artigo 19 da Lei 11.340/06.

Subsidiariamente, em observância ao princípio da proporcionalidade, voto pela fixação de limite temporal às medidas protetivas, nos termos do §4º do artigo 19 da Lei Maria da Penha.

Conclusão

Assim, julgo procedente o pedido de revisão das medidas protetivas, conforme fundamentado.

Publique-se. Intimem-se. Cumpra-se.

[Local], [Data].

___________________________
[Nome do Magistrado]
Juiz de Direito

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