Modelo de Embargos de Terceiro: Pedido de Desconstituição de Penhora sobre Veículo Adquirido de Boa-Fé
Publicado em: 12/08/2024 Processo CivilEMBARGOS DE TERCEIRO
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CÍVEL DA COMARCA DE __________
Processo nº: (indicar o número do processo principal)
Embargante: (nome completo do embargante, qualificação, CPF, endereço eletrônico e endereço completo)
Embargado: (nome completo do embargado, qualificação, CPF/CNPJ, endereço eletrônico e endereço completo)
PREÂMBULO
(Nome completo do embargante), já qualificado, por intermédio de seu advogado que esta subscreve, com endereço profissional indicado no rodapé, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fulcro nos artigos 674 e seguintes do CPC/2015, propor os presentes EMBARGOS DE TERCEIRO, em face de (nome completo do embargado), pelos fatos e fundamentos a seguir expostos.
DOS FATOS
O embargante adquiriu, em (data), o veículo (descrever o veículo: marca, modelo, ano, placa, RENAVAM), por meio de contrato particular de compra e venda firmado com a garagem (nome da garagem), conforme documento anexo. O contrato foi celebrado com boa-fé e mediante o pagamento de uma entrada no valor de R$ (valor) e o compromisso de quitação das parcelas do financiamento, que permanece em nome do vendedor.
Após a aquisição, a garagem realizou a comunicação de venda junto ao DETRAN, conforme consta do documento anexo, datado de (data). Entretanto, em (data), o embargante foi surpreendido com a penhora do referido veículo, determinada nos autos do processo de execução movido pelo banco (nome do banco) contra a garagem, em razão de dívidas desta última.
Ressalte-se que tanto o contrato de compra e venda quanto a comunicação de venda são anteriores à penhora, demonstrando que o embargante já havia adquirido o bem de boa-fé e que este não mais integrava o patrimônio da garagem à época da constrição judicial.
DO DIREITO
Os embargos de terceiro constituem meio processual adequado para proteger a posse ou a propriedade de quem, não sendo parte no processo, sofre constrição judicial sobre bens que possui ou sobre os quais tem direito incompatível com o ato constritivo, conforme disposto no CPC/2015, art. 674.
No caso em tela, o embargante é legítimo possuidor do veículo penhorado, tendo adquirido o bem de boa-fé e mediante contrato particular de compra e venda, com tradição efetivada antes da penhora. A propriedade de bens móveis transfere-se pela tradição, nos term"'>...