Modelo de Impugnação à Contestação em Ação de Arbitramento de Aluguel com Alegação de Uso Exclusivo do Imóvel e Litigância de Má-Fé

Publicado em: 17/03/2025 CivelProcesso Civil Direito Imobiliário
O documento apresenta uma impugnação à contestação em uma ação de arbitramento de aluguel, na qual o autor refuta os argumentos do requerido, que ocupa exclusivamente um imóvel comum, utilizando-o como residência e sede comercial. A peça aborda questões sobre a configuração do interesse de agir, a ausência de inépcia da inicial, a improcedência do pedido de justiça gratuita pelo requerido e a litigância de má-fé demonstrada por este. Fundamentada em dispositivos do CPC/2015 e jurisprudências do STJ e TJSP, a impugnação requer o prosseguimento da ação e a realização de perícia para fixação do aluguel devido.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE SÃO FRANCISCO DO SUL – SC

Autos nº 5006108-88.2024.8.24.0061

J. C., já qualificado nos autos da AÇÃO DE ARBITRAMENTO DE ALUGUEL, que move em face de M. C., também devidamente qualificado, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, por meio de seu advogado que esta subscreve, com fundamento no art. 350 do CPC/2015, apresentar a presente:

IMPUGNAÇÃO À CONTESTAÇÃO

em razão dos fatos e fundamentos a seguir expostos:

PREÂMBULO

A presente impugnação visa refutar os argumentos apresentados na contestação oferecida pelo requerido, demonstrando a improcedência de suas alegações, bem como a má-fé processual evidenciada em suas manifestações. Além disso, busca-se reafirmar a legitimidade e o interesse de agir do autor na presente demanda de arbitramento de aluguel, em razão do uso exclusivo do imóvel comum pelo requerido.

DOS FATOS

Trata-se de ação de arbitramento de aluguel proposta pelo autor, coproprietário de 50% do imóvel objeto da lide, contra o requerido, que ocupa exclusivamente uma das residências situadas no terreno, utilizando-a não apenas como sede de sua empresa, mas também como moradia, conforme amplamente demonstrado nos autos.

O imóvel em questão é composto por duas residências: uma ocupada pela viúva, titular do direito de habitação sobre 50% do bem, e outra ocupada exclusivamente pelo requerido, que, além de residir no local, utiliza-o como endereço comercial.

Na contestação, o requerido alega, de forma infundada, a ausência de interesse de agir do autor, sob o argumento de que a viúva, titular do direito de habitação, reside no imóvel. Além disso, sustenta a inépcia da inicial por ausência de indicação do valor do aluguel a ser arbitrado e requer a extinção do condomínio, o que, segundo ele, seria inviável em razão do direito de habitação da viúva.

Por fim, o requerido pleiteia os benefícios da justiça gratuita, alegando hipossuficiência financeira, apesar de ser empresário e possuir condições econômicas para arcar com as despesas processuais.

DO DIREITO

I. DA EXISTÊNCIA DO INTERESSE DE AGIR

O interesse de agir do autor está devidamente configurado, uma vez que o requerido utiliza, de forma exclusiva, uma das residências situadas no imóvel comum, privando os demais coproprietários da fruição do bem. Nos termos do CPC/2015, art. 300, o arbitramento de aluguel é medida cabível para compensar o uso exclusivo do bem comum por um dos condôminos.

O direito de habitação da viúva, previsto no CCB/2002, art. 1.831, limita-se à residência que ela ocupa, não se estendendo à outra unidade habitacional situada no mesmo terreno. Assim, a alegação do requerido de que o direito de habitação inviabilizaria a presente ação é manifestamente improcedente.

II. DA INÉPCIA DA INICIAL

O requerido alega inépcia da inicial sob o fundamento de que o autor não indicou o valor do aluguel a ser arbit"'>...

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Informações complementares

Simulação de Voto

Relatório

Trata-se de análise de recurso interposto nos autos da Ação de Arbitramento de Aluguel, proposta por JOÃO CORRÊA em face de MÁRCIO CORRÊA. A controvérsia reside na ocupação exclusiva, pelo réu, de imóvel comum pertencente a ambos, bem como nos pedidos de arbitramento de aluguel, justiça gratuita e alegação de litigância de má-fé.

Os pontos a serem analisados envolvem: a existência de interesse de agir, a inépcia da inicial, o uso exclusivo do imóvel pelo réu e a concessão de justiça gratuita, além da verificação de eventual litigância de má-fé.

Voto

1. Da Existência do Interesse de Agir

O autor demonstra interesse processual legítimo, visto que o réu utiliza de forma exclusiva o imóvel comum, privando o autor de sua fruição. O CPC/2015, art. 300, fundamenta o arbitramento de aluguel como medida justa de compensação. Ademais, o direito de habitação da viúva, previsto no CCB/2002, art. 1.831, limita-se à parte ocupada por ela, não abrangendo o imóvel utilizado exclusivamente pelo réu.

Assim, rejeito a preliminar de ausência de interesse de agir.

2. Da Alegação de Inépcia da Inicial

Quanto à alegação de inépcia da inicial, entendo que esta não prospera. O arbitramento do valor do aluguel é matéria técnica, que depende de perícia, conforme o CPC/2015, art. 464, §1º, sendo desnecessária sua indicação na petição inicial. A inicial atende aos requisitos do CPC/2015, art. 319, estando devidamente clara e fundamentada.

Portanto, rejeito a preliminar de inépcia da inicial.

3. Da Utilização Exclusiva do Imóvel pelo Réu

Os autos demonstram que o réu utiliza o imóvel não apenas como endereço comercial, mas também como residência, configurando uso exclusivo do bem comum em prejuízo do autor. Tal conduta viola os direitos do coproprietário e justifica o arbitramento de aluguel, conforme entendimento jurisprudencial do STJ no REsp 1.699.013.

Assim, entendo como procedente o pedido de arbitramento de aluguel.

4. Da Justiça Gratuita e da Litigância de Má-Fé

Quanto ao pedido de justiça gratuita, verifico que o réu não comprovou satisfatoriamente sua hipossuficiência financeira, sendo empresário e possuindo condições econômicas para arcar com as custas do processo. Nos termos do CPC/2015, art. 98, a gratuidade de justiça é devida apenas àqueles que comprovarem insuficiência de recursos, o que não ocorreu no caso em tela.

Ademais, verifico que o réu apresentou informações inconsistentes e infundadas com o intuito de retardar o processo, caracterizando litigância de má-fé nos termos do CPC/2015, art. 80.

Portanto, indefiro o pedido de justiça gratuita e condeno o réu por litigância de má-fé, fixando multa de 1% sobre o valor da causa, nos termos do CPC/2015, art. 81.

Conclusão

Ante o exposto, voto pelo conhecimento do recurso e, no mérito, por:

  1. Rejeitar as preliminares de ausência de interesse de agir e inépcia da inicial;
  2. Dar procedência ao pedido de arbitramento de aluguel, determinando a realização de perícia para fixação do valor locatício devido pelo réu;
  3. Indeferir o pedido de justiça gratuita formulado pelo réu;
  4. Condenar o réu por litigância de má-fé, fixando multa de 1% sobre o valor da causa, nos termos do CPC/2015, art. 81.

Dispositivo

Julgo procedente a ação para determinar o arbitramento de aluguel em favor do autor, conforme perícia técnica a ser realizada, e condeno o réu ao pagamento de multa por litigância de má-fé. Custas e honorários sucumbenciais pelo réu, a serem fixados em liquidação de sentença.

É como voto.

São Francisco do Sul, ___ de __________ de 2024.

Magistrado


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